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opinião

Yriarte: DESARMAMENTO NO BRASIL

17/10/2005 00:30:17
Julio Yriarte (*)
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O dia 23 de outubro √© o atual foco do cidad√£o brasileiro! 


 Pela primeira vez na hist√≥ria do Brasil, os seus cidad√£os manifestar√£o sua sagrada vontade atrav√©s de um referendo popular, cujo resultado majorit√°rio ser√° transformado em lei. Representa um momento em que o povo legitimamente exercer√° o seu supremo e absoluto poder. A Constitui√ß√£o dita: ‚ÄúTodo o poder emana do povo, que o exerce atrav√©s de seus representantes‚ÄĚ... Resumindo: A decis√£o do SIM ou N√ÉO estar√° nas m√£os do povo, caber√° entretanto, saber us√°-lo. N√£o ser√° tarefa f√°cil.

Na realidade, a id√©ia da supress√£o de armas nasceu com o Estatuto do Desarmamento institu√≠do atrav√©s da Lei 10.826 de 2003 que foi sancionada pelo Senhor Presidente Luiz In√°cio Lula da Silva em 22 de dezembro de 2004. Justi√ßa seja feita: A Lei j√° patrocinou uma redu√ß√£o de 8,2% das mortes por armas de fogo, ou seja, desde a sua aprova√ß√£o foram poupadas mais de 3.000 vidas, apenas com a renuncia volunt√°ria de armas existentes em ambiente dom√©stico, segundo pesquisa divulgada pelo Minist√©rio da Sa√ļde. √Č a primeira vez, em 13 anos, que esse √≠ndice cai.

√Č necess√°rio compreender que a defesa da vida choca-se frontalmente com o interesse da ind√ļstria de armas que lucra com a morte. E o cidad√£o comum e indefeso?, como √© que fica?. Na sua grande maioria persegue a sua pr√≥pria sobreviv√™ncia. Os mais esclarecidos, que podem comprar armas de fogo, acreditam que as possuindo ter√£o chances de fazer frente ao inusitado.

Sem hipocrisia e egoísmo questionemos: e aqueles que nunca puderam e não poderão comprá-las, estarão mais desprotegidos?. Vejam que o nosso comentário, independentemente de castas sociais, se refere às pessoas de bem, não àqueles que estão à margem da lei. Pois bem! Que esta seja a ótica!

O Brasil, que tem apenas o equivalente a 3% da população mundial, responde por cerca de 13% dos crimes do planeta. Pesquisa recentemente divulgada demonstrou que 72% das armas de fogo usadas em crimes entre os anos de 1999 e 2005 pertenciam a cidadãos comuns, que não são considerados criminosos. Estas armas acabaram sendo desviadas para finalidades delituosas.

Ao todo, no Brasil foram analisadas mais de 86 mil armas. Desse mesmo total, 67% das armas apreendidas em crimes de estupro foram compradas em lojas: registradas (52%), não registradas (13%). Esses índices indicam que as armas de fogo podem contribuir para aumentar o potencial do agressor. O mesmo acontece com 58% dos homicídios, sendo que 39% deste total são com armas registradas e 19% não registradas.

O referendo está aí! Quero acreditar que quem votar SIM e quem votar NÃO (se consciente), na sua perspectiva estará atrás de um desejo: votar pela pacificação!. Serão contrários apenas no ato de votar, mas o ideal, é que por uma ou outra decisão a lei seja benéfica para todos, e o referendo seja um marco de uma nova esperança no convívio social, se assim não for, todo o investimento pessoal e institucional terá sido em vão.

Da minha parte, votarei SIM!. SIM!. SIM!. SIM!.

Que eu saiba, tamb√©m votar√£o SIM: Juventudes de Partidos Pol√≠ticos: PMDB, UJS, PSC, JSB, e PT; Entidades Estudantis: UNE (Uni√£o Nacional dos Estudantes), UEE RJ (Uni√£o Estadual dos Estudantes - RJ), UBES (Uni√£o Brasileira de Estudantes Secundaristas), AMES (Associa√ß√£o Metropolitana dos Estudantes Secundaristas - RJ), Entidades e ONG¬īs: Escoteiros do Rio de Janeiro, Viva Rio, Instituto SOU da PAZ, Movimento em Rede, Escola de gente, Estruturar, Dialog, Grupos Crist√£os: CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Crist√£s), Pastoral da Juventude Cat√≥lica, MPC RJ (Mocidade para Cristo), Rede FALE ‚Äď Levante sua voz contra a injusti√ßa, JOCUM RJ (Jovens Com Uma Miss√£o), ABU (Alian√ßa B√≠blica Universit√°ria), fora uma porrada de grupos sociais organizados e n√£o organizados de todo o pa√≠s.

Há na realidade, argumentos à exaustão para advogar pelo SIM, no momento não há espaço nesta matéria, mas, se tiver nova chance, citarei pelo menos 22 motivos que justificam o SIM!!!!!!!!!!!!

Até o dia 23.

(*) O autor é instrumentista, produtor cultural e acadêmico de Direito.


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