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Porto Velho,  sáb,   7/dezembro/2019     
entrevista

Líder empresarial acha que ALE não tem isenção para julgar

2/10/2005 15:23:45
 
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A partir da denúncia da denúncia do esquema dos “gafanhotos” nas folhas de pagamento da Assembléia, os membros da instituição não têm imparcialidade para julgar ninguém, diz presidente do Simpi. 


 Leonardo Sobral é o presidente do SIMPI, entidade sindical que representa os interesses dos micros e pequenos industriais do Estado de Rondônia. Ele aceitou falar sobre a crise política do Estado e em especial sobre as providências que a Assembléia Legislativa está tomando para dar uma resposta à sociedade sobre a participação de deputados no chamado Escândalo das Propinas. Sobral explica que as suas declarações refletem seu pensamento pessoal e não o da entidade que preside, tendo em vista que esta só se manifesta após ampla discussão colegiada.

Para o líder empresarial, esta é com certeza a maior crise política da história de Rondônia e isto “deixou estarrecido o povo de Rondônia”. Ele acredita ser necessário “ações para passar não só a Assembléia a limpo, mas também as outras instituições que, direta ou indiretamente, acabaram sendo acusadas de freqüentar este pântano da vergonha”.

LENTO E CONFUSO

Na visão de Leonardo o andamento das apurações das denúncias de corrupção envolvendo a classe política do estado, tem sido lento e confuso, e por isso “há o risco da maioria dos deputados citados receber apenas uma punição branda”. Com isso o empresário deixou claro não acreditar que “esses deputados cassarão” algum colega, principalmente porque “não faltam denúncias contra todos eles”.

O empresário ressaltou para Imprensa Popular que “não haverá imparcialidade num julgamento feito pela Assembléia, porque o corporativismo tem de falar mais alto, principalmente quando a maioria dos integrantes da instituição é citada em inquéritos da Polícia Federal, como tanto se noticiou no estado”.

Continuando, Leonardo disse que “se houver cassação dos seis deputados que participaram do Escândalo da Propina” vai dar para acreditar que “ainda há uma maioria de parlamentares naquela Casa que não aceita corrupto algum fazendo parte de seu corpo” mas se nada acontecer “ficará provado que tudo é farinha do mesmo saco”.



DECISÃO POPULAR

Pessoalmente o presidente do SIMPI acha que “a melhor decisão do futuro desses políticos” será aquela dada pelo povo, nas urnas, em 2006. Ele detecta, como disse, “um desejo muito grande da população num julgamento capaz de demonstrar com clareza o amadurecimento do sistema democrático também no estado de Rondônia” .

Esse julgamento, concluiu Leonardo, só será importante e só terá validade se servir para a transformação dos hábitos e costumes políticos, tão disseminados em nossa terra, onde as pessoas entram na política para se locupletarem e não para servir aos verdadeiros interesses da sociedade.

GOVERNADOR

Depois de reconhecer que o atual governo do estado tem atendido as reivindicações das micro e pequenas indústrias, buscando favorecê-las e fortalecê-las, Leonardo disse à Imprensa Popular que mesmo assim mantém a opinião de que o governador Ivo Cassol, também envolvido em várias denúncias, “precisa ser investigado e responder na Justiça, com direito a ampla defesa, as acusações existentes”.

Maior lisura no processo político, isso é o que defende Leonardo e, como disse, a classe das micro e pequenos industriais, “porque sem isso ficará muito difícil reconstruir o estado brasileiro e desenvolver o estado de Rondônia”.


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