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Porto Velho,  dom,   17/outubro/2021     
política

Lando não assusta ninguém e muito menos Fátima Cleide

2/10/2005 14:29:54
 
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O líder de fato do governo na Assembléia, Neodi Carlos, fez a declaração destacando que ela é fruto de suas observações políticas no interior do Estado e não de avaliação do Palácio Getúlio Vargas. 


 O deputado Neodi considera que sua última missão na vida pública será a de “ajudar a reeleição do Ivo Cassol” que, acrescentou, deverá ocorrer de forma consagradora. “Ainda não surgiu um adversário com cacife eleitoral capaz de colocar em risco” a popularidade e aceitação de Ivo Cassol, sentenciou.


AMIR NÃO DESCE DO SALTO-ALTO

Perguntado se um Amir Lando não seria um candidato capaz de levar o governador à derrota, Neodi disse não acreditar no lançamento do senador, “pois ele já desistiu de concorrer uma vez, quando o quadro era muito favorável ao seu partido”.

Mas o ex-prefeito de Machadinho foi mais longe em suas observações: “O Amir é realmente um nome de expressão na política lá em Brasília. Lá ele está no seu meio, pode exercer tranqüilamente o seu estilo, dar vazão ao seu lado aristocrático. Mas com o estilo Amir não dá para vencer ninguém em Rondônia”.

O líder governista acha que Amir Lando “é muito estrela e tem um que de arrogância”. Por isso tem dificuldade de convivência com a simplicidade, tornando-se “um político difícil de ser acolhido pelo povão”.

Mas Neodi reconhece em Amir Lando um homem de sorte: “Esta sorte sempre aparece para colocar o senador no foco da mídia quando todo mundo imagina que ele está no ocaso. Só que para ganhar o governo de Rondônia não basta apenas sorte. É preciso ter carisma popular e isso o Amir não tem”, concluiu.

Sobre Melki Donadon, nome apontado também nas hostes do PMDB como provável candidato, Noedi não bota fé: “Ninguém pode desconhecer o prestígio político dos Donadon lá no sul do Estado. É uma força política localizada, que não se expandiu para o Estado inteiro. E tem mais: são políticos da mais íntima relação com o Amir Lando. Não iriam, os dois, disputar o mesmo espaço. O Melki já tentou o governo, num momento melhor e não conseguiu. Não representa, agora, perigo para a reeleição de Ivo”, concluiu.

Aprofundando em sua análise, o deputado Neodi chegou a Valdir Raupp: “É reconhecidamente um nome popular, talvez o mais equipado para uma disputa que precisa do apoio do povão. Mas ele não deve sair. Afinal é público e notório seu esforço para lançar a mulher (Marinha Raupp) como candidata ao senado. Ouço que o senador Raupp teria interesse em ver Suely Aragão, a prefeita de Cacoal, como candidata do PMDB ao governo rondoniense. Suely tem feito uma boa administração em seu município mas ainda não se consolidou num nome estadual”.


CANDIDATURA PETISTA

Sobre a eventual candidatura petista, com a senadora Fátima Cleide saindo para a disputa do governo estadual, Noedi chega a se benzer. Mas diz logo a seguir que gostaria de ver “essa petista na disputa” porque certamente ela iria “experimentar o sabor amargo da derrota”, conclui aliviado. Para ele o desempenho eleitoral surpreendente de Fátima Cleide para o Senado “foi uma coisa mais do que previsível, porque foi o reflexo da eleição do próprio Lula, foi a conseqüência do apoio tático e também material que essa moça recebeu do grupo de Assis Gurgacz”.

Agora, sem essas circunstâncias todas e com o PT chafurdado no oceano de corrupção da política brasileira, “dona Fátima estará por sua própria conta, não poderá embarcar no sucesso de outros e portanto acabará descobrindo que não tem lá o prestígio que imagina possuir”.

Evitando críticas diretas à senadora petista, Neodi comentou para Imprensa Popular ser adepto da idéia de que “vitória política é uma coisa para ser usada com moderação”. Para ele “até que a senadora poderia ser uma boa candidata” se tivesse compreendido que “política é serviço e não apenas discurso”. O povo, acrescentou, “distingue essas coisas”.

Para o parlamentar, em 2006 o PT terá de pescar em águas turvas já que o povo brasileiro (e o rondoniense também adquiriu esta percepção) descobriu o moralismo defendido pelo PT era um “moralismo abstrato”. Ele não tem nada a ver com aquele moderno partido das massas em que tanto acreditou o povo, agora decepcionado com o volume da corrupção praticada pelos dirigentes máximos desse partido, finalizou o parlamentar.


OUTROS NOMES

Para encerrar a entrevista, o deputado Neodi transmitiu rápida opinião sobre os outros nomes que começam a surgir na lista dos prováveis candidatos ao governo.

Para ele a inclusão do nome do empresário Acir Gurgacz na relação dos prováveis candidatos não chega a surpreender, até porque “ele sempre demonstrou interesse em governar Rondônia”. E quando tentou, lembrou o deputado governista, “ficou em terceiro lugar”. Se agora o tal empresário “tentar novamente no estilo de sua debutação, repetindo o replay pedetista, certamente não terá um resultado muito diferente do anterior”, concluiu.


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