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Porto Velho,  dom,   17/janeiro/2021     
reportagem

Rondonienses sonham com vida na Inglaterra

28/9/2005 19:27:37
 
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Aumenta todo o ano o número de rondonienses tentando melhorar de vida no estrangeiro. A Inglaterra começa a ser o destino preferido pela facilidade do visto. 


 A situação mudou, e muito. O fenômeno migratório rondoniense está se invertendo. Antes levas de migrantes chegavam ao Estado, em busca do sonho de melhorar de vida naquele que era a nova fronteira da União. Agora a rota está se invertendo. É cada vez maior o número de rondonienses interessados em construir seus sonhos morando e trabalhando no Exterior. Nas agências de venda de passagens aéreas internacionais a procura maior inverteu o destino. Em vez dos Estados Unidos, a maioria está interessada em ir para a Europa e, mais precisamente, para a Inglaterra. A operadora de uma dessas agências explica que esta situação se inverteu depois do aumento das dificuldades de se conseguir o visto para entrar nos Estados Unidos.

COM IATA

Em Porto Velho a Vip’s Tur é a única agência que tem reconhecimento da IATA para operar com a venda de passagens aéreas internacionais. Pos isso é a mais procurada por quem quer viajar para fora do Brasil. A maioria das pessoas, segundo fonte da própria agência, que compram bilhetes internacionais são oriundas do interior rondoniense.

Isto leva a supor que o interior fornece o maior contingente dessa migração invertida.

E porque, pergunta Imprensa Popular, à operadora, esta preferência pela Inglaterra?

A explicação está na facilidade de entrar sem visto e na valorização da moeda inglesa. É isto que muda os planos de quem sonha em conquistar uma vida melhor trabalhando no exterior. Desde o início da década de 90, alguns adultos rondonienses, principalmente jovens na faixa etária de 20 a 35 anos de idade buscam a realização financeira na mais populosa cidade britânica.

MAIS 700 RONDONIENSES

Em Londres, concentra-se a mais numerosa comunidade brasileira. Não há estatística oficial no Estado, mas prevê-se que somente na capital inglesa, moram, atualmente, cerca de mil rondonienses. Calcula-se que dois mil deles vivem espalhados na Europa. A Inglaterra é o terceiro abrigo de moradores de Rondônia, atrás somente de Portugal e Espanha. A alta da libra esterlina é apontada como o principal desejo dos brasileiros. A moeda inglesa é considerada no momento a mais cara do mundo.

Um exemplo é o trabalho como babá, que ocupa em média 48 horas por semana de quem atua na área.

Lá uma babá brasileira recebe 900 libras mensais para cuidar de um londrino menor de idade. Convertidos em reais, a quantia chega a cerca de R$ 4 mil. Esse valor pode aumentar, caso a profissional faça horas extras. As despesas de uma emigrante como essa variam, mas não costumam ser superiores a R$ 2,5 mil por mês.

Essa realidade fez com que uma moça que trabalhava como secretária executiva numa importante empresa de Ji-Paraná pedisse a conta do trabalho e, com a indenização, comprasse uma passagem para a capital britânica onde irá tentar realizar o sonho de melhorar de vida, para depois voltar. A moça, que pediu para ficar no anonimato, finalizou: “O que mais quero é viver tranqüilamente e ter dinheiro para comprar aquilo que desejo quando voltar ao Brasil”. Para a Inglaterra, não há exigência de visto.


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