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Porto Velho,  dom,   22/setembro/2019     
política

Editorial (2): O carisma inabalável do governador

28/9/2005 19:20:44
Por Imprensa Popular
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Parece que nada o atinge. E seu índice de aprovação, além de não cair, sobe. 


 Rondônia não tinha visto um governador eleito pelo voto popular como Ivo Cassol. Nem Jerônimo Santana, que chegou ao governo após anos de experiência como líder político, conseguiu ser o fenômeno blindado que Ivo é. Gostem ou não seus desafetos, esse milionário de linguagem tosca de sempre, saído lá de Rolim de Moura se converteu num caso extraordinário de carisma. Ivo Cassol superou o pai, Reditário, e o irmão César, conseguindo uma identificação popular fora de qualquer limite, principalmente com o povo interiorano, onde está a grande força eleitoral de Rondônia. Ivo é um fenômeno blindado: nada o atinge, nenhuma denúncia, nada. Só não será reeleito se for impedido de disputar o pleito do próximo ano ou se for vitimado por acidente de percurso de extraordinário tamanho.

Rondônia passou a viver com um mar de acontecimentos vergonhosos, com um nível de corrupção que abalou profundamente a opinião pública, deixando-a decepcionada com os políticos em geral. O governador não deixou de ser alvo das denúncias, algumas até estapafúrdias, e mesmo assim Ivo Cassol segue senhor de seu posto, sem ter sua popularidade ao menos arranhada, como se fosse imune aos ataques dos inimigos.

É curioso como que se tenha dito tudo sobre Cassol, buscando envolvê-lo em esquemas como o contrabando de diamantes, a grilagem de terras, o nepotismo, o protecionismo em negócios do Estado e até o envolvimento de seu filho em atitudes reprováveis e ele, neste quadro de perplexidade, de tantas trapalhadas, se mantém imune.

Enquanto isso, deputados e senadores caem ainda mais no conceito popular, vêem sua popularidade tragada pelas ondas da corrupção, principalmente quando tentam acobertar o que não dá mais, com a desculpa de sempre foi assim.

Na verdade há uma explicação para o fenômeno Ivo Cassol: A população não quer ficar ainda mais abalada e decepcionada do que já está. Ivo tem provocado abalo nas instituições. Em contrapartida tem sido o governador que não provoca – como seu antecessor – a demissão de milhares de servidores. Tem sido o governador que paga salários em dia, que não deixa os fornecedores de mão abanando. Por mais que faça bobagens, mantém no pano de fundo a imagem de um chefe de governo que trabalha e que tem realizações.

Certamente o governador Ivo Cassol ainda não se livrou dos graves problemas onde se meteu. Aparentemente a crise se afunila mas, na realidade, ainda é gigantesca, profunda. O saco de maldades não está vazio.

O povo, principalmente em Porto Velho, ainda tem a impressão de que vive sobre um mar de lama onde poderá ser tragado quase todo o aparato político rondoniense.

Deu para sentir que a crise deu uma parada. Estancou-se, talvez estrategicamente, as acusações daqui e dali, os vazamentos de informações e até as performances dos deputados que não davam trégua ao governo de Ivo. Acabou aquelas esfuziantes apresentações de deputados na tribuna da Assembléia e, também, na própria bancada federal. Ta todo mundo preocupado em salvar sua própria pele.

O do lado do Palácio Getúlio Vargas não há mais revelações picantes, discursos demolidores. Parece que os times beligerantes (Executivo x Legislativo) compreenderam, enfim, que o povo não quer mais sangue. Quer explicações. O circo não vai mais pegar fogo.

Nem o episódio do escorraçamento de Odaísa Fernandes serviu para reviver a fervura política dos últimos meses. Nenhum pronunciamento na Assembléia, apenas notas sem maiores conseqüências em algumas mídias. Nada de lances espetaculares.

Foi constrangedor ver a vice-governadora Odaísa perfilada num sol de rachar, na abertura da Semana da Pátria, ao lado de autoridades do baixo-clero. Mas dá para entender: Não seria numa cerimônia daquela que o governador Ivo Cassol daria o braço a torcer, entregando os pontos, chamando para ficar ao seu lado a desafeta que só retornou à ribalta da vida pública por ter pegado a sua carona.


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