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política

Cassol virou herói e será páreo duro na disputa do próximo ano

28/9/2005 19:17:09
 
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A constatação é de políticos de diversos partidos, da capital e do interior. Ao precipitar as denúncias contra os diversos poderes constituídos do Estado, Ivo Cassol não conseguiu apenas subverter, em parte, a ordem institucional: salvou a própria pele de uma cassação certa na Assembléia e converteu-se em herói perante boa parte da opinião pública. 


 Ivo Cassol seria cassado no primeiro semestre desse ano pela Assembléia Legislativa. Não teria, como concordam os próprios deputados ouvidos por Imprensa Popular a menor chance de escapar da guilhotina no processo montado contra ele por um aríete escolhido pelo deputado Edson Gazzoni. A virada sensacional foi conseguida com a explosão do “Escândalo das Propinas”, que ficou um bom tempo na mídia nacional, especialmente no programa “Fantástico”, da Rede Globo.

A tática utilizada pelo governador funcionou. De acusado, passou a acusador. De vilão, converteu-se em poucas horas em herói. O chicoteado tomou o chicote de seus principais agressores (deputados Hellen Ruth, Ronilton Capixaba e Amarildo Almeida) e passou a brandi-lo com furor. Sobrou, inclusive, para o Judiciário e para o Ministério Público. Foi, por assim dizer, Ivo Cassol quem abriu o espetáculo da corrupção desenfreada em que se converteu a política e poder estadual. Paradoxalmente Ivo Cassol passou a ser a alternativa ética de Rondônia para continuar no comando de um Estado onde a ética nunca foi convenientemente observada.

VOTARIAM NELE

Se as eleições fossem hoje, admitem deputados como Maurão de Carvalho, Neodi Carlos e prefeitos como Lúcia Tereza (Espigão do Oeste), Irandir (Ouro Preto) entre vários outros, o governador se reelegeria sem maiores problemas, “com os pés nas costas”, como sentenciou para Imprensa Popular o deputado Everton Leoni.

Votariam em Cassol não apenas por niilismo e repúdio à corrupção dos demais personagens da política profissional rondoniense, mas por acreditar na coragem e na independência do governador que não se curva nem diante de instituições normalmente preservadas da crítica, como é o caso do próprio Ministério Público ou do Judiciário. Esta é, por exemplo, uma opinião clara de gente do povo mais informada do cenário político, como é o caso do eterno carnavalesco, general da Banda do Vai Quem Quer e empresário, Manuel Mendonça, o Manelão.

Até agora o governador rondoniense tem se saído bem das grandes enrascadas em que foi colocado. Jurando sempre inocência, afirmando sempre se escandalizar com o pecado, o governador Ivo narciso transformou-se no personagem que sabe jogar com a desonra para conquistar a glória.

Cassol certamente não estudou marketing, mas descobriu que o povão adora quem derruba a reputação dos mais poderosos. E assim, mesmo com o currículo manchado por processos e inquéritos variados (inclusive o que apura o caso dos diamantes de Roosevelth, causadores da maior chacina conhecida em reserva indígena), o governador domina a cena política do Estado.

BONZINHO

Muita gente ainda não entende porque Ivo Cassol denunciou o Escândalo das Propinas e acusou o MP por prática de corrupção em “licitações dirigidas e compras superfaturadas”, como sentenciava. Não foi, claro, porque Cassol seja um sujeito bonzinho. As denúncias serviram para reforçar a imagem de Ivo Cassol como “um político de fibra”, que tem ousadia, e intrepidez. Ao contribuir para tsunami da corrupção no Estado o governador deixou claro uma mensagem aos seus desafetos: “se o meu barraco cair não vai cair sozinho”.

Os esquemas denunciados pelo governador são tão antigos quanto Rondônia. Políticos sempre mantiveram uma relação nebulosa com o Poder, extraindo de lá a bufunfa que falta para investimento nos programas sociais e de desenvolvimento capazes de promover a exclusão do povo. Basta investigar, por exemplo, como o governo passado enchia os bolsos dos políticos, através das manjadas Associações e Instituições de benemerência ligadas a estas figuras para compreender como elas ficaram tão ricas em tão pouco tempo.


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