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Porto Velho,  ter,   17/setembro/2019     
política

Com Dr. Carlos, deputados começam a deixar o PT

28/9/2005 19:15:44
 
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Depois de 13 anos de militância, o deputado deixa o partido inconformado com a direção regional e sua tendência estalinista. 


 No princípio de setembro o deputado Carlos Henrique, uma sólida liderança na região de Jarú, expunha sua insatisfação com a cúpula estadual do PT, pela maneira como vinha conduzido o processo instaurado contra três deputados integrantes da bancada na Assembléia Legislativa, acusados de se beneficiarem da chamada folha de pagamento paralela de servidores.

O parlamentar reclamava do método inquisitorial implantado pela presidente do partido, a senadora Fátima Cleide, num processo de total restrição à defesa dos acusados. Para o parlamentar “a coisa estava sendo conduzida como se fosse inspirada na perseguição que Stalin movia contra quem não rezava cegamente em sua cartilha”. Carlos Henrique relutava em deixar o partido, “porque depois de 13 anos de militância, de convicção nas teses e bandeiras que defendíamos, a gente pegou um grande amor pelo PT”, explicava.

MONOPÓLIO DA ÉTICA

E foi, como garantiu a Imprensa Popular, que o deputado jaruense decidiu pedir a desfiliação do PT na semana que passou, por não concordar com o tratamento “imposto por orientação da senadora”, como se “eles tivessem o monopólio da ética e da verdade. O dr. Carlos compreendeu que seria julgado pelo partido sem o direito da defesa e poderia, devido às manobras internas em favor da moralidade do processo, acabar expulso e sem tempo para obter uma nova filiação partidária, habilitando-se a disputar uma nova eleição como deputado estadual.

“Eu não vou sair pela porta dos fundos de um partido pelo qual me dediquei tanto, convencido que estou de não ter praticado nenhum ato condenável, nenhum crime, nenhuma ação da qual tenha de me envergonhar”, disse à Imprensa Popular o deputado, tão logo ficou informado de que o PT protocolou na Assembléia um pedido de cassação dos mandatos de Nereu Klosinski, Edésio Martelli e dele próprio.

E tudo isso, enfatizou, “antes da conclusão de qualquer inquérito sobre as acusações, até mesmo da Polícia Federal”. Para ele a questão da Folha Paralela de Pagamentos pode ser explicada claramente, mostrando que o parlamentar “nunca ficou para si com os valores ali contidos, que foram realmente destinados aos seus beneficiários, a pessoas que prestavam serviços ao gabinete”. O máximo que aconteceu, disse, foram erros no método de contabilização e de contratação, erros meramente técnicos e de sistema contábeis que não eram da responsabilidade dos parlamentares.



GENTE BOA

O deputado Carlos Henrique deixa o PT num momento em que o partido, como o próprio citou, perdeu a máscara do monopólio da honestidade, porque misturou-se à lama que condenava. Ele faz questão de destacar que mesmo assim, “no PT há muita gente boa, que inclusive não corrobora as tramas e tramóias urdidas normalmente nas cúpulas” contra os próprios “companheiros”.

Para o parlamentar “depois dessa denúncia de que o dinheiro do caixa dois, arrumado por Delúbio Soares chegou a Rondônia”, o discurso moralizante da direção estadual “não passa de figura de retórica para eles mesmos”. O deputado acha que esta denúncia precisa ser investigada com profundidade, porque “alguns companheiros que foram eleitos no pleito passado ficam numa situação desconfortável de terem recebido dinheiro suspeito para suas campanhas”.

ESQUERDA

O deputado Carlos Henrique ainda não definiu sua nova opção partidária. Ele acredita que seus colegas Edézio Martelli e Nereu Klosinski também sairão do PT e, nesse, caso poderão os três ir para um mesmo partido. Seu desejo pessoal é o de filiar-se a uma sigla comprometida com a esquerda, mas sem o radicalismo exacerbado “que não contribui para a construção de nada”.

Carlos afirmou ter recebido vários convites de siglas diversas para filiar-se. Ele continuará estudando cada proposta e deverá definir seu novo rumo até o final dessa primeira quinzena de setembro.

JARU

Falando sobre a situação política em seu município, onde o prefeito José Amaury dos Santos está mantido no cargo por força de uma liminar, o deputado Carlos Henrique manifestou preocupação com a demora da Justiça em julgar definitivamente o processo pro crime eleitoral que tem motivado afastamentos periódicos do prefeito.

Para ele, essa indefinição prejudica toda comunidade daquela comarca, principalmente no que se refere às possibilidades de atrair novos investimentos para os setores produtivos.

O deputado reconheceu que “no momento as coisas funcionam bem, com o pagamento dos servidores municipais em dia e a prefeitura cuidando normalmente de sua rotina”. Mesmo assim, asseverou, o ideal é que o Tribunal Regional Eleitoral acabe logo com “essa novela” para dar mais tranqüilidade à população, principalmente porque em Jaru a disputa pela prefeitura “terminou com resultados muito equilibrados entre os concorrentes”.


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