Anuncie:  

Debate do Mês

Data: 20/5/2011

Que benefício trará para o povo a ida de deputados rondonienses para Santa Catarina?



Colunistas
Receba as matérias do site em seu e-mail

Cadastrar
Cancelar Cadastro

 

Porto Velho,  sex,   15/novembro/2019     
reportagem

“Rodovia do Pacífico” começa a ser realidade

1/9/2005 00:49:55
 
Comente     versão para impressão     mandar para um amigo    



A Andrade Gutierrez e a Norberto Odebrecht foram vencedoras da licitação no valor de 810 milhões de dólares. Se não surgir outros obstáculos criados pelos ambientalistas, a ligação com o Pacífico se fará pelo Acre. 


 Tudo indica que começa a se concretizar o chamado Corredor Inter-Oceânico Sul - Peru-Brasil, rodovia de 1.200 quilômetros que vai ligar a cidade brasileira de Assis Brasil, no Acre, aos portos de Ilo, Matarani e Marcona, no Sul do Peru. Ontem, dois consórcios brasileiros liderados pelas empreiteiras Norberto Odebrecht e Andrade Gutierrez venceram a licitação no valor de US$ 810 milhões para construir e operar a parte peruana da chamada rodovia. O projeto, que integra o IIRSA (Iniciativa de Infra-estrutura Regional Sul-Americana, entidade criada na cúpula de Brasília em 2000 para coordenar as ações para a integração sul-americana), é financiado pelos governos do Peru e do Brasil e pela Corporación Andina de Fomento (CAF).

O consórcio liderado pela Odebrecht inclui as empresas peruanas Graña y Montero e JJC Contratistas Generales, vai construir 703 quilômetros entre as cidades peruanas de Urcos, Inambari e Iñapari ao preço de US$ 595,4 milhões.

Já o grupo formado por Andrade Gutierrez, Queiróz Galvão e Camargo Correa será responsável por 306 quilômetros de estrada entre Inambari e Azangaro com custo estimado de US$ 215 milhões.

O governo brasileiro se dispôs a financiar a obra com US$ 420 milhões via Programa de Financiamento às Exportações (Proex). O apoio do Brasil ao projeto está vinculado à exportação de bens e serviços brasileiros, do capacete do peão da obra à retroescavadeira, exemplifica Maria da Glória Rodrigues, assessora especial da Câmara de Comércio Exterior (Camex). Ela explicou que a diferença, para chegar aos US$ 810 milhões, será financiada pela CAF e pelo governo peruano, parte que equivale aos gastos locais com mão-de-obra e insumos como areia e cascalho.

TÚNEL ANDINO


As próprias construtoras brasileiras estão montando sistemas alternativos de garantia que viabilizem projetos de infra-estrutura fora do país. A Odebrecht, por exemplo, tem outras obras no Peru nas áreas de fornecimento de água e saneamento. Em 17 passado, a Odebrecht, líder da Concessionária IIRSA Norte, formada também por Andrade Gutierrez e Graña y Montero, assinou contrato com o Ministério de Transportes e Comunicações do Peru para a construção, recuperação, operação e manutenção da estrada que liga o Porto de Paita, no Pacífico, ao Porto de Yurimaguas na Amazônia Peruana.

A Odebrecht já iniciou as obras do importante projeto Olmos, que consiste na construção de um túnel na Cordilheira dos Andes para fazer a transposição de água e, em um segundo momento, permitir irrigação e geração de energia.


Nenhum comentário sobre esta matéria

Mais Notícias
Publicidade: