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entrevista

Fátima atribui afirmações de Lula à sua ingenuidade

3/7/2005 22:35:25
 
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Perfilada junto à maioria dos governistas interessados em desqualificar denunciantes de corrupção na República, Fátima tem uma explicação para as frases de efeito do Presidente Lula, como aquela em que ele afirmou que daria, despreocupadamente, um cheque em branco para o deputado Roberto Jefferson. 


 “Eu penso que houve uma grande ingenuidade, marcando uma relação de confiança, como é o comportamento de uma pessoa do povo, como é o Presidente Lula, que exagera nas afirmações. Eu nunca teria dito isso”. A declaração acima foi feita pela presidente regional do PT, Senadora Fátima Cleide, a Imprensa Popular, para explicar porque o autor da denúncia do mensalão, o deputado federal Roberto Jefferson, era tido como um colaborador confiável e de alto gabarito pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, antes de denunciar petistas como José Dirceu, Delúbio Soares, José Genoino (etc) com seu depoimento explosivo na Comissão de Ética da Câmara dos Deputados.

Para a senadora “há coisas muito sérias” contra o deputado Roberto Jefferson, mostradas num relatório interno do IRB (Instituto de Resseguros do Brasil), desmentindo aquela imagem de pessoa acima de qualquer suspeita, criada pelo próprio Lula com a história do cheque em branco.


GOLPE

Sobre o quadro da corrupção generalizada que assola o país e atinge em cheio membros do governo federal, a explicação da senadora Fátima Cleide parte da percepção de que “a oposição busca instituir neste momento um golpe”, mesmo reconhecendo, como acrescentou para Imprensa Popular, que “o PSDB já recua desta posição”.

Acredita Fátima Cleide que no caso do “Escândalo do Mensalão”, o presidente Lula da Silva realmente não sabia de nada. Perguntada se o governo de Goiás, Marcondes Perillo, mente quando afirma ter alertado o presidente da República, a senadora respondeu reforçando a tese do golpismo, “quando a gente vê muita gente querendo colocar uma crise generalizada no país, uma coisa que não existe”.

E para a Senadora do PT essa estória de que o governo federal não demonstra interesse em “esclarecer” todas as denúncias não passa de balela. Fátima rebate toda e qualquer crítica que tende a apontar o governo do PT como abafador de CPIs e de processos investigatórios, ou até pela blindagem de personagens como Henrique Meirelles, do Banco Central. É assim que a senadora responde àqueles que acham que o discurso do PT mudou:

— Não há contradição entre o discurso que o PT fazia e a prática atual. Hoje o PT tem a responsabilidade de governar um país. Para isso tem de tomar decisões difíceis. É lógico que não é fácil tomarmos a decisão de instalar ou não instalar uma CPI. Até aquele momento em que nós, do PT, estávamos tranqüilamente optando, por exemplo, pela não instalação da CPI dos Correios, nós estávamos optando pela governabilidade. Mas tudo isso sem abrir mão da apuração dos desvios, pelos órgãos que são responsáveis por essa apuração no País, como é a Polícia Federal e o Ministério Público Federal. Então, quem pediu e deu início a investigação foi o Governo Federal. Essas apurações que acontecem agora em Rondônia, essas investigações sobre a corrupção no Estado acontecem por determinação do Ministério da Justiça e, claro, também por acatamento a um pedido nosso...



NEGANDO A CANDIDATURA

Fátima Cleide está mais cautelosa em falar de seu projeto político para 2006.

Tida como o nome mais forte do PT para uma candidatura própria ao governo do Estado em 2006, ela diz a Imprensa Popular que “não é candidata” porque o PT “não tem uma definição de candidatura neste momento”, mas “tem uma definição de que terá candidatura própria para o cargo na próxima disputa”, acrescenta.

A senadora do PT está feliz com seu desempenho no Planalto Central, na defesa dos interesses de Rondônia, principalmente com “o volume de recursos” carreados pelo governo petista ao Estado. Esta é uma realidade que – na sua opinião – será reconhecida pelo eleitorado do Estado nas próximas eleições.

Fátima acredita sinceramente que a vida da população melhorou com o governo petista e isto pode ser um estímulo para “a candidatura própria do partido”.


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