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Porto Velho,  qui,   18/julho/2019     
entrevista

Senadora do PT diz que “gente ruim tem em todos os partidos”

3/7/2005 22:31:58
 
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Fátima Cleide acha que a Polícia Federal vai acabar entrando na própria Câmara dos Deputados. Por isso considera como natural a operação realizada na Assembléia Legislativa, cumprindo mandado de busca e apreensão. 



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A senadora Fátima Cleide, do PT rondoniense, falou com exclusividade a Imprensa Popular na tarde de segunda-feira (27), no pátio da sede do diretório regional, na avenida Calama, em Porto Velho. A princípio a imprensa foi chamada à sede partidária para tomar conta da nota oficial em que o partido anunciava a suspensão dos deputados Edésio Martelli, Nereu Klosinski e Dr. Carlos, todos acusados de participarem do Esquema dos Gafanhotos, por onde, segundo a Polícia Federal, eram desviados recursos do Poder Legislativo rondoniense, pelo sistema de folhas de pagamento paralelas.

A senadora deixou claro que preferia falar apenas sobre o novo escândalo da Assembléia e não sobre os aspectos gerais do cenário político rondoniense e brasileiro. Chegou a mencionar que “seria bom acertar” uma pauta antes. Mas, mesmo a contragosto acabou respondendo as perguntas de Imprensa Popular.


NADA DE GOLPISMO

No burburinho da política local o nome de Fátima Cleide é mencionado sempre como quem estaria por traz do enredo dessa grande novela de desestabilização das instituições civis do Estado, com o objetivo de fortalecer seu nome como opção para a próxima disputa do governo, aniquilando os projetos de poder concorrentes. Nos escaninhos do Poder, o nome da senadora surge sempre associado ao do Conselheiro Amadeu Machado, do TCE, de quem a senadora petista estaria recebendo orientação “para destruir” os desafetos políticos, notadamente os deputados estaduais.

Fátima Cleide desmente com expressão indignada estas suposições. Garante para Imprensa Popular que nem ela e nem o deputado Eduardo Valverde (um outro nome da reserva do PT estadual para ser escalado no time titular do Projeto de Conquista do Poder estadual do partido, já em 2006) mantém ou mantiveram “qualquer tipo de acordo” com o Conselheiro que apareceu na vida pública quando se perfilou, como chefe da Casa Civil, ao lado de Osvaldo Piana, ex-governador do segmento da direita.

A senadora bem que advoga uma solução drástica para o esfarinhamento político rondoniense, como a intervenção federal, mas rejeita as críticas de que tem trabalhado em favor do golpismo às instituições inerentes ao funcionamento da democracia no Estado.


JEITO PETISTA

As denúncias constantes a políticos e até a integrantes do Judiciário estadual feitas em manifestações no Senado, segundo suas explicações, não tiveram motivação pessoal. Foram decorrentes do jeito petista de “sempre estar atuando na frente de luta no combate à corrupção”, acentuou a senadora, reforçando ser um grande equívoco “vincular o PT a personalidades dos bastidores da política local”.

Fátima Cleide lembrou que no caso da corrupção na Assembléia Legislativa, “as denúncias feitas pelo PT começaram em 2002, não só por palavras, mas também por ações no Judiciário”, como todo mundo acompanhou.

Quando perguntada se não há contradição nesse discurso diante de todas as tentativas do PT em abafar casos como o do Waldomiro, em inviabilizar (como se tentou com a retirada de assinaturas) a CPMI dos Correios, em blindar personagens como o próprio Meireles, do Banco Central, a senadora rondoniense retrucou: “Há uma tentativa nacional de jogar o PT na lama, na vala comum, mas o partido sempre apoiou todas as investigações e apurações de corrupção. E tudo será apurado, doa a quem doer, mesmo que seja preciso cortar na própria carne”, disse ela, parafraseando o presidente Lula da Silva.


DESGASTE

Se por um lado a senadora Fátima Cleide pode ter motivos de satisfação pessoal com a decadência de grupos políticos que representariam obstáculos mais sérios ao seu projeto pessoal de ver o PT no governo já em 2006, por outro ela confirmou ter ficado “entristecida” com o envolvimento de três parlamentares estaduais da legenda – por sinal os mais ativos – neste esquema de desvio de dinheiro da Assembléia.

Mesmo com o partido “tendo tomado, de imediato, as medidas” contra os parlamentares envolvidos no Esquema dos Gafanhotos que permitiram o desaparecimento de mais de 15 milhões de reais do dinheiro público, Fátima Cleide concorda que uma coisa dessas sempre traz algum desgaste para o partido.

Mas para ela isso “não desmobiliza a militância” e nem “desestimula” os quadros petistas, certos de que o partido procederá a todas as “averiguações necessárias”. E para reforçar esta visão Fátima Cleide foi enfática com Imprensa Popular: “Gente ruim tem, tem em todos os partidos, a diferença é que no PT a gente trabalha para a apuração e a punição de todos os corruptos”.

Sobre este assunto a Senadora petista – presidente do diretório regional do partido em Rondônia – lembrou que na legislatura passada “o deputado Edézio Martelli foi punido” por um comportamento condenado pelo partido, com “um período de suspensão”.


DINHEIRO NÃO ERA PARA O PT

A senadora Fátima Cleide considera apenas uma maledicência política as versões que começaram a circular nos bastidores políticos dando conta de que os deputados do PT entregavam “o dinheiro conseguido no Esquema dos Gafanhotos da Assembléia” ao partido ou à sua cúpula em Rondônia, para a formação de um caixa de campanha para 2006.

A resposta de Fátima Cleide foi de total repúdio a esta versão:

— É claro que não entrou dinheiro nenhum nem na conta de dirigentes partidários e nem na do PT. Até porque até hoje há débitos de alguns desses deputados, referentes à contribuição partidária, prevista no estatuto do partido. Essa conversa é mais uma mentira que alguém de má fé tenta plantar, para prejudicar o PT.


TRANQUILIZANDO A POPULAÇÃO

Na opinião da líder política do PT rondoniense a situação do Estado é grave mas a população não deve perder as esperanças com o que virá por aí.

“Para tranqüilizar a população, eu posso dizer que estamos trabalhando para que o Estado retome a ordem natural das instituições públicas, como devem ser, como deve ocorrer. Estamos trabalhando muito, na comissão externa do Senado, na condição de suplente.

Ali acompanhamos tudo, no sentido de termos um olhar esperto para Rondônia, contribuindo para esse reordenamento da coisa pública no nosso Estado, tão necessário para que a vida volte à normalidade”, disse a senadora Fátima Cleide a Imprensa Popular.


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