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Semtran espalha "tartarugas" pelas ruas da Capital

3/7/2005 21:38:22
 
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Ao contrário de apresentar soluções para melhorar o fluxo do trânsito nas vias de Porto Velho, a Semtran cria gargalos espalhando tartarugas em vias expressas. 


 O trânsito de Porto Velho é uma enorme e perigosa bagunça. Ciclistas fazem todo tipo de peripécias entre os automóveis, motocicletas (às vezes carregando até cinco pessoas) costuram irresponsavelmente o tráfego, mudando de uma pista de rolamento para outra, trafegando pelas brechas, fazendo malabarismos que colocam em risco as suas vidas e a dos outros motoristas. Motoristas fazem, de forma natural, conversões completamente irregulares, em qualquer ponto das vias públicas, cortando o fluxo de trânsito e causando perigo de acidentes. Tudo isso acontece num cenário onde não existe a menor fiscalização e orientação por parte do poder público.


FLUIDEZ DO TRÂNSITO

O Secretário Municipal do Trânsito de Porto Velho, Cláudio Carvalho, não tem nenhum preparo técnico para compreender o que seria o planejamento do setor, levando-se em conta a importância de um item como a fluidez do trânsito. Até ser escolhido para dirigir a Semtran, Cláudio só tinha enfrentado os problemas do trânsito como cobrador de ônibus. Possivelmente a falta de seu preparo acadêmico para gerir um problema urbano complexo como o trânsito é o que tem justificado sua preferência pela implantação de tartarugas de forma indiscriminada nas vias da cidade, especialmente naquelas que deveriam funcionar como vias expressas, pela sua importância na ligação de zonas periféricas com o centro da cidade.

Graças a estas medidas adotadas pela Semtran (com a desculpa de reduzir o número de acidentes e aumentar a segurança nestas vias) hoje o trânsito está estrangulado até na rua José Vieira Caula, no horário de pico, em seu cruzamento com a Rio Madeira. Entre 11h30 e 13 horas, debaixo de um sol escaldante, quem tem de passar pelo local, especialmente no sentido centro-bairro, sentir-se-á como se estivesse no inferno. No local existe – a vários anos – sinalização semafórica. Mas na visão do titular da Semtran isso era pouco. Por isso, um pouco antes do cruzamento das duas importantes avenidas foram colocadas as famigeradas tartarugas.


CICLISTAS, PEDESTRES E TARTARUGAS

Quer sentir como a falta de um planejamento de trânsito vai levando esta cidade ao caos? Você está convidado a trafegar pela rua José Amador dos Reis, localizada no Bairro JK, na zona leste. Ela é uma das mais usadas por todos os veículos dos bairros da região do Mariana, Ulisses Guimarães, Marcos Freire. Ali, também, a Semtran espalhou as velhas tartarugas que em nada reduz o desespero de quem precisa enfrentar um trânsito frenético de motos, bicicletas e o vai e vem de pedestres que atravessam em qualquer ponto da via, assim como as bicicletas e motoqueiros que andam no meio da pista de rolamento, ignorando totalmente o perigo.

Se a solução buscada para melhorar o fluxo de veículos naquela local tivesse obedecido a algum tipo de estudo, de planejamento – com mais segurança para todos – certamente teria concluído pela proibição de estacionamento dos dois lados da Amador dos Reis, uma rua estreita, com grande parte sem calçadas, com lojistas que expõem no passeio público mercadorias, obrigando pedestres a andar no espaço destinado ao trânsito dos veículos.

Aquele é um local (devido ao grande número de bicicletas) que exige redobrada atenção dos motoristas, mesmo com trânsito lento, para evitar acidentes. É um trânsito irritante e perigoso, principalmente porque também não tem nem fiscalização e nem orientação, principalmente para orientar o tráfego dos veículos de duas rodas.


LOMBADAS SEM PINTURA

Dirigindo em Porto Velho todo motorista já teve a oportunidade de curtir uma boa pancada ao se deparar com alguma lombada de porte sem qualquer pintura reflexiva. Na Avenida Jatuarana, uma das mais importantes da capital, esta sensação já custou enormes prejuízos até mesmo a motoristas que moram na cidade. Basta um pequeno descuido, um segundo de desatenção e o motorista é pego por esta armadilha que já levou dono de automóvel a gastar milhares de reais para fazer o motor de seu carro, depois de ter o cárter danificado pela lombada mais parecida a uma montanha, sem a pintura reflexiva obrigatória.

O trânsito de Porto Velho tem todos os problemas de um sistema dirigido e controlado sem planejamento. Os gargalos de hoje – alguns criados inexplicavelmente pela própria Semtran – permite supor que ao primeiro lampejo de retomada do desenvolvimento, com o aumento de veículos, vamos enfrentar caldeirões de congestionamentos.

A colocação de redutores de velocidade indiscriminadamente – incluindo ai semáforos – demonstra que a Semtran está trabalhando no olhômetro, sem pesquisas, sem estatísticas. Se a preocupação das autoridades do trânsito não for no sentido de facilitar a fluidez dos veículos, nossas vias de trânsito se converteram brevemente num martírio para quem dirige, e em problemas para questões como a poluição e o desperdício econômico.

Alguém precisa alertar a Semtran que é preciso agir de forma planejada, pensando no ordenamento urbano. E não basta pensar o trânsito apenas em cima dos automóveis e dos utilitários pequenos. É preciso também um planejamento específico para o tráfego de ônibus e caminhões nas vias urbanas.

Não é possível que a Semtran não esteja capacitada a proibir, por exemplo, cargas e descargas no centro da cidade, em qualquer horário, como acontece hoje.


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