Anuncie:  

Debate do Mês

Data: 20/5/2011

Que benefício trará para o povo a ida de deputados rondonienses para Santa Catarina?



Colunistas
Receba as matérias do site em seu e-mail

Cadastrar
Cancelar Cadastro

 

Porto Velho,  ter,   2/setembro/2014     
reportagem

Promotor da parada gay é acusado de estelionato

3/7/2005 20:52:59
Por Edson Lustosa
Comente     versão para impressão     mandar para um amigo    



Gerente do Banco do Brasil entra na mira da Justiça por autorizar abertura e movimentação de conta sem a assinatura do tesoureiro. 



Clique para ampliar
Não é que a classe seja desunida; mas há indivíduos que extrapolam de tal forma os padrões dominantes de comportamento, que acabam sendo rejeitados por seus próprios semelhantes. O organizador da “Parada do Orgulho Gay” de Porto Velho, Paulo Santiago, presidente da Associação Projeto Vida, é acusado pelo tesoureiro da entidade de não prestar contas à assembléia geral de associados, bem como de haver movimentado recursos federais em uma conta do Banco do Brasil apenas com a sua assinatura, quando o estatuto exige que outro diretor também assine.

Marconi Moraes de Vasconcelos, 2º tesoureiro da Associação Projeto Vida, entidade criada com o objetivo de defender os direitos do chamado segmento GLBT (gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros), registrou a ocorrência Nº 2863/2004, denunciando Paulo Santiago por não prestar contas à entidade da verba federal que movimentou, bem como de outros recursos depositados na conta-corrente Nº 13673-5, da agência 22705 do Banco do Brasil.


GERENTE FACILITADOR

O responsável pela abertura da conta foi um funcionário da agência Jatuarana, na Zona Sul de Porto Velho, Márcio Gomes Ferreira, matrícula Nº 6.783.858-8. Apesar de estar estabelecido no estatuto da entidade que é necessário que o tesoureiro assine a movimentação financeira juntamente com o presidente, o gerente Edgard Oliveira Alves, matrícula Nº 2.623.628-1, autorizou a abertura da conta apenas com a assinatura de Paulo Santiago. Marconi apresenta também a segunda via, protocolada, de uma notificação que fez ao Banco do Brasil, recebida pelo próprio Edgard em 15 de setembro do ano passado, mas que até hoje não foi atendida.

O rolo é grande e envolve verbas federais, num montante de R$ 15.840,00 repassados pelo Ministério da Saúde, dos quais Paulo Santiago sacou de cara R$ 15 mil só de uma lapada, no dia 15 de setembro. Como o gerente aceitou que o cheque fosse descontado não se sabe, até porque ele não atendeu o pedido feito pelo tesoureiro na notificação. Paulo Santiago fez ainda outros saques, todos no mesmo sistema. O tesoureiro da Associação Projeto Vida anunciou também que está providenciando ação indenizatória contra o Banco do Brasil, o que pode colocar o gerente em maus lençóis.


GAYS PROTESTAM

A confusão em torno da Parada Gay veio à tona nas últimas semanas em razão da reprovação pública a Paulo Santiago que várias instituições engajadas na luta contra a discriminação subscreveram e fizeram publicar. O Grupo Gay de Rondônia, o Tucuxi – Núcleo de Promoção da Livre Orientação Sexual, a Rede Nacional de Pessoas Vivendo com Aids, o Grupo de Mulheres PositHIVas, a Associação de Mulheres Madre Teresa da Calcutá e a Federação Rondoniense de Mulheres afirmam que a parada do orgulho de Paulo Santiago, da forma como vem sendo realizada, não representa avanço político, sendo somente mais um evento carnavalesco, configurando-se como algo alienante, sem conseqüências positivas para o movimento GLBT.

Aliás, a reprovação às atitudes de Paulo Santiago foi abertamente colocada no Fórum GLBT de Rondônia, recentemente realizado, quando foi abordado o comportamento anti-social que ele apresentou em encontros nacionais, o que levou a ser excluído de várias organizações. O desfile carnavalesco que ele promove também não consta, segundo as organizações que subscrevem o manifesto, do calendário nacional de paradas. Outro problema apontado é que Paulo utiliza a mídia paga com recursos públicos para promover sua própria imagem, como fez nos out-doors da parada do ano passado. A reportagem da Imprensa Popular tentou localizar a sede da Associação Projeto Vida, mas o que há no endereço citado é apenas um salão de cabeleireiro e ninguém no local soube informar a respeito.


MAIS DENÚNCIAS

Outro processo poderá ser instaurado contra Paulo Santiago nos próximos dias. Em seu livro “Ser Gay”, lançado recentemente, ele simplesmente copiou mais de quarenta páginas de um dicionário gay disponibilizado na internet. E não faz qualquer referência aos verdadeiros autores ou ao endereço eletrônico em que obteve o material. A observação quem faz é o presidente do Grupo Gay de Rondônia, Hélio Costa, professor de língua portuguesa, a quem Paulo teria solicitado o material “para dar uma estudada”, mas acabou incluindo em seu livro, como se fosse uma produção sua.

Paulo também teria incorrido em uma difamação contra um empresário respeitado da área de saúde quando, buscando respaldar-se junto à opinião pública para angariar recursos para sua promoção pessoal e arregimentar participantes para seu evento, encaminhou release ao jornal Diário da Amazônia pedindo ao colunista Zé Katraca que publicasse que o médico ia participar do desfile em cima do carro abre-alas. A notícia rendeu repercussão em vários sites, sem ter entretanto qualquer fundamento.

Foto: Aldrin Willy


Nenhum comentário sobre esta matéria

Mais Notícias
Publicidade: