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Porto Velho,  qui,   14/novembro/2019     
política

As instituições não estão em perigo

5/6/2005 21:20:04
 
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O paraibano Jackson Abílio, integrante do Ministério Público, é uma voz respeitada em toda Rondônia. Para ele as instituições foram abaladas mas não estão a perigo, pois podem resistir ao descrédito e à corrupção, funcionando dentro da normalidade democrática. 



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Tido como uma das reservas moral do Estado, o Procurador de Justiça Jackson Abílio recebeu a reportagem de Imprensa Popular em sua residência, no bairro Alfaville, no domingo (29), para opinar sobre a avalanche de denúncias de casos de corrupção envolvendo membros do Executivo, do Legislativo e até o próprio Ministério Público, além de outras instituições.

Para ele “trata-se de episódios muito graves” que afeta praticamente todos os segmentos da administração pública, levando o povo brasileiro a perceber que as instituições estão impregnadas de maus hábitos e aproveitadores. O dr. Jackson Abílio, mesmo classificando de muito graves as denúncias, acha um exagero imaginar que as instituições “estão em perigo, diante desse abalo evidente”.

Se houver “uma faxina moral” que afaste das funções públicas, nos Poderes e nas Instituições, aqueles que não têm autoridade moral para continuar desempenhando suas funções, o equilíbrio indispensável entre os Poderes do estado será restabelecido e a crise institucional será superada.

DIREITO DA POPULAÇÃO

Abílio entende que a população tem o direito de questionar suas autoridades, pois com tantas denúncias de corrupção, com as posturas equivocadas assumidas por algumas autoridades diante desses fatos, é natural que cresça a desconfiança do povo não só em relação à classe política propriamente dita, mas também em relação àquelas autoridades que têm a obrigação zelar pelo cumprimento da lei, pela responsabilização dos poderosos que cometem ilícitos com o dinheiro público.

Para ele “é preciso dar uma resposta convincente à sociedade, antes que ela seja levada ao ceticismo quanto à eficácia da própria democracia”.

O dr. Jackson Abílio comunga do pensamento de que o Brasil precisa de uma reforma política, “pois o atual sistema é indutor da corrupção”. No atual sistema, o governante que chega ao poder torna-se refém da necessidade de construir maioria parlamentar e precisa fazer negociações em busca de apoio. Isto se dá – como é possível ver em nível da República – que a moeda de troca são os cargos da administração pública, expostos à sanha dos abutres do dinheiro público.

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Objetivo do governador foi salvar a própria pele;

href='http://www.imprensapopular.com/see.asp?codnews=1673&categoria=reportagem' class='link--materia' target='blank'>Abílio receia que no âmbito do MP, tudo acabe em pizza.

Foto: Aldrin Willy


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