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Porto Velho,  sex,   19/julho/2019     
reportagem

A censura imposta pelo desembargador indignou o antigo empresário

26/5/2005 15:00:48
 
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Um dos mais conhecidos empresários de Porto Velho, Mário Graça, afirma que a censura imposta pelo Desembargador Gabriel na divulgação do “Mar de Lama” doeu como um murro na boca do estômago. 


 Rondônia está sofrendo um enorme prejuízo pela grave falta de ética na política do Estado, culminando com a ruptura da harmonia entre os poderes desde que praticamente foi iniciada a atual gestão. Esta é uma opinião de diversos empresários ouvidos por Imprensa Popular, também avalizada pelo empresário Mário Graça, que há mais de 36 anos participa do desenvolvimento rondoniense, com a implementação de projetos econômicos e comerciais em diversos setores.

Mas o empresário confessou que neste episódio sua maior indignação “foi ver na televisão a volta da censura, por determinação de um magistrado, impedindo as pessoas de diversas cidades de Rondônia de tomar conhecimento, como o restante do país, das mazelas praticadas por seus representantes”. Mário disse que “a censura” funcionou como “um murro na boca do estômago” daqueles que imaginam que “o país livrou-se da ditadura”.

TRISTEZA E ESPERANÇA

Graça confessou tristeza com a política de Rondônia “há muito tempo e não somente agora”. Para ele “a política do Estado vem se mostrando, principalmente para os demais brasileiros, negativa em todos os aspectos”, embora nunca o nome dessa parte do Brasil “tenha sido tão manchado”.

Classificando o episódio como “uma selvageria”, Mário Graça afirmou não perder, nem assim, “as esperanças de que a ética ainda será privilegiada nas próximas legislaturas que o povo rondoniense escolher”. O empresário não isenta ninguém de culpa, “pois o que se viu foi a necessidade a reforma de todas as instituições que parecem trabalhar contra o povo”. Considerando que o processo de depuração não será fácil, Graça afirma acreditar “na existência de lideranças do estado, que surgirão no momento certo, para tirar Rondônia desse abismo”.

Em sua opinião, as instituições devem substituir o papel de censoras da imprensa para promover o combate à corrupção e a defesa dos interesses públicos”. Isto, na visão do empresário, “só será possível com imprensa livre, combativa, vigilante, com os jornalistas podendo exercer o seu papel sem a intimidação e o medo de ter de enfrentar penas que além de privá-los da liberdade podem quebrar, pelas multas exorbitantes, as pequenas empresas de comunicação”.

Mário Graça crê que a degeneração da política do estado é maior nos dias de hoje. Para ele isso acontece porque “políticos com estofo moral dos drs. Jacob Atalah e Rachid, entre vários outros, acabaram sendo substituídos por representantes simplórios, de baixa qualidade geral, levando a política rondoniense a um processo de involução”, destacou.

Preocupado com os efeitos econômicos catastróficos gerados pelas incertezas políticas do Estado, “onde praticamente está tudo parado, sem crescimento”, Mário Graça deposita sua esperança “no surgimento de novas lideranças, preferencialmente entre os jovens” o que deve acontecer “diante da solidificação de uma comunidade universitária que vai ter peso nas próximas decisões eleitorais, sobretudo de Porto Velho que vai se tornando uma cidade repleta de estudantes do terceiro grau”, sublinhou.

CORPORATIVISMO

Para o empresário Mário Graça a reação da população de Rondônia a este escândalo confirma aquilo que é uma tendência crescente na América Latina: “ A sociedade não aceita mais corporativismos, não só na política mas também nos demais setores, inclusive no próprio Judiciário”.

Para Graça “é preciso acabar com essa idéia de que o sucesso está baseado na corrupção”. Para ele, “hoje, em Rondônia, é bem sucedido quem consegue passar por suas reservas morais”, por isso estamos ai, “cheios de denúncias de fraudes em licitações públicas, em convênios e contratações do governo”.

Pai de seis filhos nascidos em Rondônia, onde mora a 36 anos, Mário Graça insiste em reafirmar sua esperança no futuro, “principalmente porque a propagação dessa nova postura em favor da consciência ética ganha intensidade nas escolas do segundo grau e nas faculdades”.

PROPINAS

O empresário expôs o seu pensamento sobre a questão das propinas na administração pública. Pra começar Mário Graça opinou que “a falta de ética não é inerente às pessoas. Ela tem causas muito claras que precisam ser combatidas. Não é só questão de consciência".

Didaticamente Mário acrescentou: “Os políticos que recebem propinas, sejam deputados, governadores e até membros dos outros Poderes, e os empresários que pagam propinas para receber o que o Estado lhes deve são um caso sério. Eles passam sobre a própria moral por uma questão econômica e, principalmente, porque a legislação permite isso", explica.

Nos últimos oito anos “Rondônia decaiu em seus aspectos econômicos”, afirma Graça. Para ele “alguns grandes empresários desistiram de investir” aqui por serem discriminados ou porque descobriram “as panelinhas para as quais estão reservadas as benesses do Poder”. Nenhum empresário sério, afirma Mário, se dispõe a investir num lugar onde os “dirigentes públicos transformam seus cargos em meios para a obtenção de vantagens pessoais, buscando participação em sociedades comerciais, através de laranjas, e praticam todo tipo de corrupção ativa e passiva”, concluiu.


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