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Porto Velho,  ter,   22/outubro/2019     
reportagem

Ex-assessor de Bianco diz que põe as mãos no fogo pelo antigo chefe

26/5/2005 14:51:54
 
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Mário Márcio Bravos foi uma espécie de curinga do ex-governador e principalmente de Arnaldo Bianco, na Seplan. Ele lembra do intenso trânsito de parlamentares nos escaninhos do Poder. 


 A aparência franciscana do atual prefeito de Ji-Paraná e ex-governador do Estado, José de Abreu Bianco, não corresponde à sua realidade econômica. Pelo menos isso é o que diz Márcio Bravos ao afirmar que “ele sempre foi um homem rico, de família abastada”. Para o ex-assessor de José Bianco, “não tem qualquer procedência estes boatos de que a fortuna de José Bianco esteja nas mãos de laranjas como espalham seus opositores”. Certo desta realidade Mário Márcio: “Pelo José Bianco eu ponho as duas mãos no fogo!”.

O DESFILE

O mesmo Mário Márcio Bravos não faria o gesto de colocar a mão no fogo pelos deputados. Ele recordou para Imprensa Popular o desfile de deputados na Secretaria de Planejamento do Estado, quando lá reinava o poderoso Arnaldo Bianco que sabidamente “tinha força para liberar ou vetar pagamentos”.

E maioria dos deputados daquela legislatura participantes da romaria “estavam lá para fazer processos andar mais rápido, para liberar pagamentos e facilitar a vida de alguns empreiteiros e fornecedores do governo, como a gente ouvia falar”, lembra Márcio, mais conhecido como Marinho.

E quem se destacava neste desfile constante, perguntou Imprensa Popular. Márcio nem precisa puxar muito pela memória: “Lá estavam sempre os deputados Emílio Paulista, o João da Muleta, o Ronilton Capixaba, o Coronel Abreu e o Kaká Mendonça”.

Mário Márcio deixa claro não ter conhecimento de “nenhum fato real” de que os tais deputados eram beneficiados com negócios especiais no governo passado , apenas “ouvia muitos comentários” sobre isso, tanto na Seplan como em outros escaninhos do Poder.

KENTINHAS


O fornecimento de alimentação pronta (marmitex) ao governo sempre foi uma caixa preta indevassável. O escândalo das kentinhas só se tornou público quando em pleno período eleitoral explodiu a denúncia do esquema montado pelo personagem Ferreirinha para atender a demanda da candidatura do atual deputado Miguel de Souza, na época vice-governador. O desfecho das investigações nunca ficou muito claro e nem atendeu os interesses da opinião pública, que não acreditava na absolvição dos envolvidos. Na época, o esquema das kentinhas ganhou notoriedade no horário eleitoral com a exploração do assunto por parte do jornalista Rubens Coutinho, então candidato ao Senado, pelo PGT.

Aliás, no “Escândalo das Kentinhas” também foi exibido na televisão um vídeo mostrando os vários personagens envolvidos, no programa do então candidato ao governo, de oposição, Natanael Silva. Isso, é claro, partidarizou a denúncia, a desqualificando.

Mário Márcio, falando com Imprensa Popular afirmou que em tese o deputado Emílio Paulista – que apareceu no vídeo com os propineiros em ação – não falou mentira quando disse que era beneficiado com o fornecimento de alimentação aos órgãos do governo: “Ele era sócio do fornecedor que atendia de Ji-Paraná a Vilhena”.

Outro detalhe lembrado por Márcio: “Aqui em Porto Velho, o fornecimento de alimentação não estava só nas mãos do Ferreirinha. O irmão do deputado João da Muleta, o conhecido Zezinho do Maria Fumaça, fornecia alimentação pelo menos para alguns hospitais”.


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