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Porto Velho,  seg,   27/janeiro/2020     
reportagem

Deputada vai esperar fitas sem edição para se manifestar

26/5/2005 14:17:16
 
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Ellen Ruth não pretende assumir o papel de “Rainha das Propinas”, como a população está alcunhando-a nas manifestações. Ela se julga vítima de uma arapuca montada pelo governador. 



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Personagem de destaque nas gravações exibidas pelo Fantástico, da Rede Globo, realizadas pelo governador Ivo Cassol com deputados que supostamente tentaram extorquí-lo em 50 mil reais, em troca de apoio político na Assembléia Legislativa, a deputada (agora com o mandato suspenso) Hellen Ruth, do PP, passou a evitar a imprensa para não dar declarações sobre o assunto.

Esta Imprensa Popular tentou, sem sucesso, ouvir a deputada em sua própria residência (no condomínio de luxo defronte à sede da OAB). O porteiro, em todas as vezes, informava que a parlamentar não estava em seu apartamento. Também foram infrutíferos as tentativas de contato por telefone.

Enquanto Hellen esquivou-se da imprensa local, um jornalista da Folha de São Paulo acabou colhendo da mais veemente integrante do grupo que aparece na gravação do governador pedindo propina um lacônico depoimento, que o jornal publicou em sua edição do último dia 20.

VÍTIMA

Ruth, que já foi ex-vereadora, presidente da Câmara Municipal de Porto Velho, e ex-vice prefeita e agora é 2ª secretária da mesa diretora da Assembléia Legislativa considera-se vítima “de uma arapuca montada pelo governador”.

Ao repórter da FSP a deputada apontada pelo governador como uma das negociadoras de propinas afirmou que as suas declarações no vídeo gravado na casa de Ivo Cassol “estão fora do contexto” porque foram editadas. Hellen teria afirmado à reportagem do importante diário paulista que pediu dinheiro ao governador por conta das emendas orçamentárias de sua autoria.

NA HORA CERTA

A várias semanas antes da divulgação do material incriminador na televisão a deputada vinha, em seus discursos e apartes, desafiando o governador a mostrar as fitas em seu poder. Num de seus mais exaltados discursos, na chamada sessão itinerante da Assembléia, realizada recentemente em Ji-Paraná, a deputada insistiu no desafio.

Ela insiste que “a arapuca” montada pelo governador contra os deputados estava servindo para chantagear os parlamentares, com o intuito de impedir a investigação das várias denúncias existentes contra o chefe do Poder Executivo.

Sem dar maiores explicações, Hellen disse que vai esperar ter acesso às fitas brutas (sem edição) para “tentar mostrar a verdade”. Em sua opinião o tempo dirá quem é Ivo Cassol.

NADA A DECLARAR


A segunda mulher mais importante nos quadros políticos do município, a vereadora e presidente da Câmara Municipal, Sandra Moraes, foi procurada por Imprensa Popular para opinar sobre o escândalo e, principalmente, sobre a participação da única representante feminina na Assembléia Legislativa.

Sandra Moraes é mulher do deputado Paulo Moraes, atualmente exercendo o cargo de Secretário da Segurança no governo de Ivo Cassol. A vereadora, que é do PL, partido do qual faz parte do deputado Ronilton Capixaba – que também aparece na fita onde o governador gravou os depoimentos dos propineiros – disse que nada pretende declarar, preferindo esperar que “a poeira abaixe um pouco para falar sobre este tipo de assunto”.

Mas enquanto Sandra Moraes fechou-se em copas, outros vereadores abordaram o escândalo com veemência na tribuna da Câmara Municipal. Destaque para o vereador David Erse – filho do ex-prefeito Chiquilito Erse, já falecido – mostrou-se verdadeiramente indignado com “a ação dos deputados que espelharam lama sobre o nome de Rondônia”, afirmando que “os vereadores” precisam participar dos movimentos populares de repúdio à corrupção, como uma maneira de mostrar que não se deve jogar na vala comum dos corruptos todos os políticos de Rondônia.

GRUPOS

O vereador Jair Ramires preferiu atribuir à falta de grupos políticos identificados por pensamentos programáticos ou filosóficos a existência “desse aventureirismo de corruptos e corruptores”. Ele lembrou que também foram envolvidos nesse quadro tenebroso, pelas declarações de alguns deputados gravados pelo governador, nomes de ex-governadores como José Bianco e Valdir Raupp.

Ramires, que já foi prefeito de Ji-Paraná, antes de tornar-se secretário municipal em Porto Velho na administração do ex-prefeito Carlos Camurça (de quem Hellen Ruth foi vice), afirmou que José de Abreu Bianco, assim como Valdir Raupp e o atual governador, não conseguiram formar um grupo político no Estado, identificado por interesses reais de desenvolver Rondônia e, com isso, facilitaram a ação deletéria dos aventureiros.

Para Ramires o atual governador em nada é melhor do que os deputados denunciados. Em sua opinião “apenas os puxa-sacos” de sempre realmente defendem Cassol, “principal responsável pela crise na qual Rondônia se debate”, levando seu povo ao sofrimento de viver num Estado que tem todas as condições naturais para ser um dos mais importantes do Brasil e onde falta tudo, principalmente emprego, segurança e saúde.

Foto: Aldrin Willy


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