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Porto Velho,  qua,   20/janeiro/2021     
reportagem

Ministério Público quer Ramiro Negreiros fora da Câmara Municipal

18/4/2005 15:09:54
 
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O MPE também cita o processo que envolve Ramiro Negreiros e seu irmão, Ceará Miséria, em emissão de carteiras de motoristas falsificadas, ocorrido em 1998 quando Ramiro foi eleito deputado estadual. O processo ainda não foi julgado. 


 O Ministério Público Eleitoral do Estado de Rondônia, em parecer a respeito do caso que envolve o ex-deputado estadual e atualmente vereador de Porto Velho, Ramiro Negreiros, pede o imediato afastamento de Negreiros e a perda do mandato, dando posse a seu suplente, o empresário Emerson Castro.

COMPRA DE VOTOS

O Ministério Público Eleitoral acusa o vereador de compra de votos durante as últimas eleições, em 2004. De acordo com a denúncia, Ramiro e seu irmão, conhecido como Ceará Miséria, teriam aliciado eleitores com telhas, medicamentos, transporte de eleitores e dinheiro em espécie.

O esquema de Ramiro Negreiros e seu irmão começou a cair quando uma ex-funcionária do vereador, Maria Amélia, procurou o Ministério Público e apresentou fitas cassete com gravações onde o vereador prometida uma série de favores a seus possíveis eleitores. Maria Amélia era responsável pela captação de medicamentos na rede pública de saúde, que eram distribuídos a eleitores doentes. Em sua defesa, Negreiros acusa Amélia de tentar “extorqui-lo, mediante ameaças”. Para o MPE, caso fosse realmente inocente, o vereador deveria ter procurado a polícia e denunciar a suposta chantagista. Mas isso não ocorreu.

TIRO PELA CULATRA

Ramiro Negreiros resolveu contra-atacar utilizando a mesma estratégia e convenceu Roselilda Aparecida Alves, conhecida como Rose, para que a mesma procurasse Amélia e gravasse as conversas, na esperança de poder conseguir uma confirmação da suposta chantagem.

O tiro saiu pela culatra. Uma voz feminina na gravação, que supostamente seria de Amélia, confirma o esquema de compra de votos e não menciona tentativa de extorsão. Além do mais, a gravação foi obtida de forma ilícita, portanto mesmo que inocentasse Negreiros, não poderia ser utilizada como prova.

O MPE alegou ainda que, mesmo excluindo-se do processo o depoimento de Maria Amélia, tem o depoimento de Vanesca Santana da Silva, que confirmou o esquema de compra de votos e apontou Ceará Miséria como o mentor intelectual do esquema.

RAMIRO SABIA DO ESQUEMA

De acordo com Vanesca, “as atitudes partiram sempre de Ceará, irmão de Ramiro e que este nem sempre estava sabendo do que Ceará estava fazendo”. Para o MPE, “nem sempre” significa que algumas vezes Ramiro sabia sim do esquema de compra de votos para si que agora quer atribuir como ação exclusiva e isolada de seu irmão.

Vanesca contou ainda que em determinada ocasião, havia sido prometido um churrasco em um banho mais o transporte dos eleitores em um ônibus, que seria pago por Ramiro. Vanesca, como organizadora do evento, procurou Ceará Miséria para cobrar o ônibus, que ainda não havia chegado e ouviu o vereador dizer a seu irmão: “nós temos que dar um jeito. Pegue o carro do Renato, mais o seu e leva o povo para o banho porque eu vou para a igreja”.

Outra testemunha, Evanilda de Jesus declarou ao MPE que cobrou pessoalmente de Ramiro Negreiros uma promessa feita por Ceará Miséria. O irmão do vereador teria prometido telhas a eleitora, que não as tendo recebido, foi cobrar de Ramiro.

Além do mais, de acordo com o MPE, Ramiro Negreiros é o único beneficiado com o esquema, já que os votos são para ele e não para seu irmão, Ceará Miséria.

LISTAGEM DE ELEITORES

Na casa de Ramiro Negreiros foi encontrada uma relação com quarenta nomes de eleitores, seguido pelo número do título, zona e seção. Em sua defesa, o vereador alegou que a lista havia sido confeccionada em 1999, sendo que após pesquisa em cartório, o MPE descobriu que vários eleitores que constavam na lista, haviam feito suas inscrições no TRE ou feito transferência de domicílios eleitorais, após 1999.

O MPE também cita o processo que envolve Ramiro Negreiros e seu irmão, Ceará Miséria, em emissão de carteiras de motoristas falsificadas, ocorrido em 1998 quando Ramiro foi eleito deputado estadual. O processo ainda não foi julgado.

O Ministério Público Eleitoral pede o afastamento imediato de Ramiro Negreiros. Assinam o parecer os promotores Charles Tadeu Anderso e Cláudio Ribeiro de Mendonça. O Estado de Rondônia.com


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