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Porto Velho,  qua,   17/julho/2019     
reportagem

Governador imagina novas tormentas políticas se políticos não refletirem

18/4/2005 14:12:27
Por Imprensa Popular
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Ivo Cassol acredita ter atravessado a principal tempestade na crise de relacionamento com a classe política e mesmo assim espera novas tormentas se os atores políticos não se dispuserem a refletir sobre o que é melhor para Rondônia. 



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O governador Ivo Cassol falou com exclusividade a Imprensa Popular sobre a crise de sua gestão no relacionamento com os políticos e representantes dos demais poderes constitucionais do estado. O governador não considera que esta crise seja competência política ou de capacidade de liderança mas, pelo que contou, ela entra pelo ângulo da ética ou até mesmo do caráter. Possivelmente por isso o governador ressaltou o tipo de conforto que vem recebendo “nas visitas que faço às igrejas de todas as confissões denominacionais”.

Segundo o governador, os pastores dessas igrejas tem explicado à luz da Bíblia que “o ser humano não joga pedra em árvores que têm frutos”. E ai o governador concluí o seu trabalho e o de sua equipe “tem incomodado àqueles políticos que sempre ficaram no anonimato e que sempre levaram vantagens da situação”.

MAL ACOSTUMADOS

Para o governador “estes políticos mal acostumados, interessados em tirar proveitos pessoais, incapazes de compreender que o sentido ético é que dá conseqüência à ação política, é que estabelece a certeza nas relações entre interesses divergentes na busca da convergência”, deveriam fazer uma reflexão, buscando a harmonia em favor do Estado.

O governador afirmou que ele próprio já fez essa reflexão sobre o que “tem de melhorar, o que tem de adaptar, para a superação desses embates que em nada contribuem para a solução dos problemas rondonienses”.

O governador, quando fala sobre esses assuntos, não deixa de reconhecer os valores atudinais de sua liderança na Assembléia, exercida pelo deputado Neodi Oliveira, de Machadinho do Oeste, que tem uma conduta de edificar o cotidiano da vida parlamentar.

O ESTOPIM É 2006

O estopim da crise política agudizada agora, causando um esfriamento nas relações entre o governador e grande parte dos membros do Legislativo, é a eleição de 2006, afirma o governador: “Isso tudo é eleição antecipada, é o jogo da sucessão”, sublinhou.

Ivo Cassol demonstra acreditar que seus algozes principais mergulharam de cabeça num gigantesco poço de contradição e podem pagar caro, politicamente, pelas incoerências. Para o governador, da parte dele sempre houve interesse em pavimentar o caminho da reconciliação e nesse sentido tem se pautado a ação de seu líder no Legislativo.

No fundo, como deixou claro, Ivo Cassol não está preocupado e nem pretende responder àqueles políticos que vivem lhe passando uma espinafração desmoralizante, como se não soubessem fazer outra coisa. O governador, como falou a Imprensa Popular, acha que “não deve nada” e por isso esta espinafração não o “diminui ou assusta”.

MASSA DE PÃO

É claro que o governador não consegue esconder toda a amargura sofrida com essa crise de entendimento entre o Executivo e o Legislativo que se estenderia, na opinião de seus críticos, ao Judiciário e outras instituições com autonomia na administração pública.

Mas o governador declarou ao jornal que é como massa de pão: “quanto mais me batem, quanto mais tentam me diminuir, mais eu cresço”.

Nesse imbróglio todo o governador demonstra estar pronto a não entregar os pontos. “No dia que o Ministro do STJ, Edson Vidigal, esteve aqui em Porto Velho eu disse que por uma intervenção federal em Rondônia eu saio do cargo amanhã, para isso eu abro. Afinal eu pedi essa intervenção faz dois anos”.

Mas Cassol não pretende ser engolido pelos políticos, deixando isso claro com a seguinte declaração: “Para entregar o meu cargo para um político do Estado, eu não abro mão. Brigo até o último instante porque quem me deu esse mandato foi o povo. É ao povo de Rondônia que devo satisação, é por ele que trabalho e vou continuar trabalhando”.

AFASTAMENTO


O governador continua acreditando que não será afastado da administração. E Cassol acha que seus opositores também acreditam nisso, “tanto é que criaram uma expectativa na opinião pública de que eu seria afastado no outro dia, logo após a permissão dada ao TSE para iniciar um processo contra mim. Eles sabem que esse processo não tem nada a ver com a administração do Estado. Vai verificar denúncias de quando fui prefeito de Rolim. Por que só agora, depois de mais de dois anos e meio que deixei a prefeitura de Rolim de Moura aparecem com esse processo?” pergunta o governador, para a sua própria resposta: “É tudo uma criação política. Eu não cometi nenhum crime como prefeito de Rolim. A administração que fiz lá foi transparente. Desafio qualquer uma pessoa a verificar lá em Rolim se eu, em algum momento, me locupletei do dinheiro público. É claro que vou provar a minha honestidade, quando for o momento próprio”, acentuou Cassol.

Convencido de que tudo isso “tem o objetivo de criar instabilidade em função das eleições de 2006”, Cassol afirma que não se sente amedrontado e, assim, “não vai diminuir” o seu trabalho. “Vou continuar a minha luta, o governo não pára. Quem me conhece sabe que sou teimoso e persistente e o nosso estilo continuará em favor da população do Estado”, acentuou o governador.

HUMILDADE


“Humildade é uma coisa que eu tenho!”. Com esta declaração Ivo Cassol acha que pode ter cometido erros ao longo do período de seu governo. “É aquela história, todo ser humano é passível de erros, mas se eu errei foi tentando fazer a coisa concreta, a coisa certa, foi tentando defender a população humilde e simples. E eu vou continuar agindo assim, não pretendo errar por omissão”.

O governador repete que tem refletido muito sobre a situação política mas adianta que “não basta apenas o governador refletir, se a classe política do Estado não fizer o mesmo”. Para ele “os políticos devem entender que a população que a unidade das lideranças em torno dos objetivos do Estado, pois o povo precisa de resultados”.

FAZER A DIFERANÇA


Dizendo que o povo de Rondônia merece respeito, Cassol garante que tem procurado “a unidade da classe política rondoniense para que a população saia ganhando”. Ele afirma que “há deputados de políticos honestos” interessados, como ele, em fazer a diferença. É com esses que o governador pretende concluir o seu mandato. “Precisamos continuar lutando com garra, com determinação, para resolver os muitos problemas que o Estado tem”, diz Cassol, acrescentando: “E isso tem de ser feito sem prejudicar ninguém, sem querer montar já um palanque voltado para as eleições de 2006”.

Convidado a comentar as denúncias de que estaria de posse de gravações clandestinas de encontros com parlamentares, o governador foi claro: “Na minha casa e no meu gabinete nada existe de clandestino, até porque cabe a mim a responsabilidade de me previnir, de me precaver sobre aquilo que poderá acontecer no futuro”.

NADA CONTRA A EUCATUR


O governador confirmou ter enviado a Assembléia Legislativa, no dia 16 março, projeto de lei para possibilitar a regularização do transporte intermunicipal de passageiros no Estado. Cassol disse que nunca afirmou “ter o objetivo de atingir a Eucatur” com a sua decisão de regulamentar o setor. O objetivo, disse o governador, “é atender o cumprimento da lei e ao mesmo tempo promover uma concorrência salutar nesse segmento, favorecendo os usuários do Estado com passagens mais baratas”.

O governador afirmou que “os prestadores de serviço de transporte intermunicipal de passageiros no Estado terão de praticar preços compatíveis com a realidade econômica de nosso povo, pois queremos que a concorrência que hoje existe no setor do transporte aéreo de passageiros, por exemplo, que permite ao usuário comprar uma passagem daqui para o Paraná por até R$ 475,00, possa chegar ao transporte rodoviário”.

Fotos: Aldrin Willy


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