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Porto Velho,  sex,   19/julho/2019     
reportagem

Acadêmicos param BR-364 em protesto contra DNIT e sistema de ônibus

21/3/2005 11:22:14
Por Aldrin Willy
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Os estudantes da FARO perderam a paciência com o DNIT (órgão responsável pelas rodovias federais). Cansados de esperar pelo cumprimento da promessa de restauração da rodovia farta de “panelas”, os acadêmicos decidiram agir e bloquearam a BR-364, na última quarta-feira (9/3). O precário sistema de transporte coletivo que atende os alunos foi outra razão os motivou a realizar o protesto. 


 Júlio Miranda, recém-empossado na direção da 22ª UNIT, órgão subalterno ao DNIT (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes), vai ter muito trabalho com a classe acadêmica se não consertar logo a rodovia BR-364, pelo menos nos trechos que servem de caminho às faculdades da capital. Além de mal sinalizada, a estrada está repleta de “panelas”, buracos fundos e estreitos que costumam causar sérios danos nos veículos e, não raro, acidentes graves.

A classe estudantil, aliás, já começou a dar problemas para Júlio. O primeiro deles foi uma paralisação quase total da BR-364 no trecho contíguo à FARO, na última quarta-feira (9/3), à noite, durante mais uma hora. Por essa razão, a diretoria da instituição decidiu suspender as aulas nesse dia.

“Todo dia 7 ou 8 carros quebram na BR por causa dos buracos. A situação está insuportável!”, dizia, exaltado, um dos manifestantes que debatia com Sebastião Pinto, diretor-geral da Faro.

O motivo da discussão entre alunos e diretor eram os métodos utilizados no protesto. Embora apoiasse as reivindicações dos estudantes, Sebastião julgou, com razão, um abuso por parte dos alunos o bloqueio dos portões da faculdade.

Da forma como o protesto foi feito, as pessoas que não sabiam da obstrução, ou não a apoiavam, foram impedidas de adentrar a faculdade e ter aula. Portanto, uma ação autoritária, argumentou o jornalista Vitor Junior, estudante de Direito, defendendo o diretor-geral.

Sebastião Pinto disse que, se for o caso, os acadêmicos que bloquearam a entrada da faculdade serão, pelo menos, advertidos.

“A informação que chegou até mim é de que haviam obstruído os portões da Faro. Se o bloqueio ocorreu fora da faculdade, então não há problemas com a instituição”, explicava. “Mas, se ocorreu dentro da instituição, aí precisaremos tomar providências. Porque imagine agora se todo dia alguém resolver fechar a faculdade... não haverá condições.”

O diretor-geral fora surpreendido. Nem a direção da Faro nem o Diretório Acadêmico foram informados da obstrução da rodovia pelos organizadores. Furtivamente, o protesto foi planejado por uma turma do curso de Administração da faculdade e teve a participação decisiva, segundo o site www.rondoniaovivo.com, do deputado estadual Edson Gazoni, que também é estudante de Administração da Faro.

Gazoni, de acordo com o site, foi bastante prestativo: alertou previamente a Polícia Rodoviária Federal sobre a manifestação, pagou as faixas erguidas no protesto e, ainda, cedeu o próprio carro para servir de discoteca ambulante aos alunos rebelados. Um homem generoso, por sinal.

A obstrução da rodovia não foi um recado apenas ao órgão liderado por Júlio Miranda. Na mira da insatisfação dos acadêmicos, sobretudo dos que não têm carro, está o sistema coletivo de transporte.

Apenas duas linhas de ônibus passam pela Faro. Uma de Porto Velho e a segunda do município vizinho de Candeias do Jamari. Os estudantes que dependem do transporte coletivo reclamam da falta de ônibus para todos os alunos e da demora dos que ainda existem. Outra queixa: a empresa de Candeias não aceita o vale-transporte estudantil de Porto Velho (adquirido pela metade do preço do convencional).

Mesmo sem ter participado diretamente do protesto, Joaquim Chaves Garcia, presidente do Diretório Acadêmico, disse já ter enviado cartas ao DNIT e a SEMTRAN (Secretaria Municipal de Trânsito) cobrando soluções. Mas ainda não recebeu nenhuma resposta desses órgãos.


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