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Natal pobre para funcionários do Estadão do Norte

24/12/2004 15:55:09
Por Rubens Coutinho
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Esmola! Assim está sendo classificada uma pequena parcela do 13º salário que foi paga aos mais de 100 funcionários do jornal O Estadão do Norte, aquele que se considera o maior jornal do Estado e pertence ao senador Mário Calixto Filho, que agora se diz defensor dos jornalistas. 


 Os jornalistas e demais funcionários da circulação, encadernação, administrativo e serviços gerais receberam – para variar – no começo da noite desta quarta-feira (22/12) cerca de 75% dos seus vencimentos mensais, o que os diretores não tiveram o mínimo pudor em entregar aos pobres trabalhadores em mais uma mostra do descaso de sua atual diretoria.

Os diretores, por sua vez, além de terem “passado a mão” em seus vencimentos integrais – receberam o 13º completo, por conta própria – resolveram tomar o famoso “chá de sumiço”.

Algumas informações dão conta de que uma funcionária do setor financeiro, do baixo escalão de proteção, é quem teve que passar por sucessivos constrangimentos e desabafos com a revolta dos outros funcionários que se mostravam “incrédulos” até o momento em que chegavam à boca do caixa. Enquanto isso, os diretores executivos, financeiros, assessor da presidência e o próprio dono do jornal, o senador da República Mário Calixto, sequer encontravam-se na cidade.

As notas dão conta de que a maioria deles estava viajando e outros preferiram nem ir ao trabalho com medo da reação dos funcionários.

Esta é, segundo fontes, a primeira vez que isso acontece no O ESTADÃO. No ano passado, a primeira parcela do 13º foi paga ainda no mês de julho.

Em 2004, com uma intensa crise que se instalou após a prisão de Mário, vários salários se acumularam, a folha ficou estrangulada, houve cortes profundos no quadro de funcionários e a primeira parcela do 13º foi paga somente nesta quarta-feira.

Alguns acreditavam, após promessas do senador, que a primeira parcela sairia no dia 15 de novembro. A segunda sairia agora, no dia 20 (segunda-feira).

No entanto, nenhuma das promessas foi cumprida e os funcionários ficaram à míngua, esperando de pires na mão para receberem um direito garantido por lei, rigorosamente expresso na Consolidação das Leis Trabalhistas e onde o atraso acarreta multas de até R$ 170,00 (em média) por funcionário, a cada dia.

Até agora as queixas continuam e não há previsão de pagamento do restante do 13º e do salário de novembro. Isso mesmo, os salários são pagos em duas vezes e sem data para começar ou acabar, há mais de 2 anos.

Estas informações foram passadas pela esposa de um dos jornalistas ao www.oestadoderondonia.com.br, que não suportou ver o marido nessa caótica situação.

Com a palavra, a Delegacia Regional do Trabalho e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Rondônia, que teve a coragem de homenagear o senador Mário Calixto.

Fonte: www.oestadoderondonia.com.br


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