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Porto Velho,  seg,   16/setembro/2019     
reportagem

Sebastião garante que tira Faro do sufoco e faz investimentos em 2005

15/11/2004 16:25:17
Por Imprensa Popular
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Uma escola superior com 3.050 alunos vive momentos de crise por uma gestão temerária praticada no passado. Mudar essa situação é o desafio que Sebastião Pinto está vencendo. 



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Sebastião Pinto, escolhido como diretor geral da Faculdade de Ciências Humanas, Exatas e Letras de Rondônia (Faro), é uma pessoa totalmente dedicada ao ensino superior. Seu apego à vida acadêmica começou como professor da Universidade Federal de Rondônia. E foi nesta condição que ele chegou à Faro. Ali, além de dar aulas, Sebastião acabou integrando-se à diretoria, tornando-se o segundo homem na escala dos executivos da instituição, então dirigida por João Guaraná. Com a dispensa de Guaraná, Sebastião acabou sendo convidado pela sociedade mantenedora da Faro, com sede na Bahia, a assumir o cargo de diretor-geral, num dos momentos mais difíceis daquela IES:

- Eu aceitei o desafio com a certeza de que, graças à minha formação, com dois mestrados na Universidade Federal de Minas Gerais, concluídos com louvor (ele foi o único que tirou nota 10 dada por todos os membros da banca examinadora da tradicional Universidade mineira), teria condições de resolver os problemas de gestão da Faro e implementar todo o cronograma de investimentos no desenvolvimento de sua atividade fim.

GASTOS DO PASSADO

Sebastião Pinto não esconde a realidade. Concorda que a situação da Faro no momento é de dificuldades “mas não de crise como andam propalando por ai”. E as dificuldades de hoje, explica, tem origem na gestão do passado que gastou em excesso e sem critérios, muitas vezes em coisas supérfluas”.

Para o diretor-geral a falta de previsibilidade e de um rígido controle de despesas colocou a Faro, a instituição de ensino superior com o maior número de alunos em Rondônia, numa situação em que “começou a existir até mesmo atraso no pagamento de seus funcionários e do corpo docente”. O descontrole administrativo, disse, permitiu que “se inchasse a folha de pagamentos da entidade, com um quadro de funcionários excessivo”.

Pinto lembra que iniciando um processo de enxugamento das despesas acabou promovendo um corte de 70 funções no quadro de funcionários da Faro “e ela continuou funcionando normalmente, sem alteração, comprovando-se assim que havia funcionários demais”.

Este é apenas um item revelador de que a coisa estava caminhando “sem um critério de boa administração”. Aqui se gastava demais com despesas “meio prosaicas” como excesso de celulares para funcionários, alto consumo de combustível, etc, explica Sebastião. Depois, acrescenta, a Faro ficou devendo não só para fornecedores e bancos, mas até para agiotas.

INADIMPLÊNCIA


Ao mesmo tempo em que gastava de forma desordenada, a antiga direção daquela instituição de ensino superior se descuidou de sua única fonte de receita e permitiu que a inadimplência chegasse a um índice superior a 70%. “Quem estudava na Faro estava acostumado a colocar o pagamento de sua mensalidade, de suas obrigações com a Faculdade, em último lugar. Sujeito aparecia aqui num carrão último tipo e tinha um débito de até 5 mil reais com a Faro, sempre esperando um momento de novas renegociações da dívida, sempre arrumando uma desculpa qualquer para rolar seu débito”.

Sem um critério mais rígido para o combate da inadimplência, a Faro passou a buscar socorro até com agiotas. A realidade hoje, explicou Sebastião, é que “as dividas estão sendo perfeitamente administradas” e a gestão caminha no sentido de conseguir o perfeito equilíbrio econômico da instituição até o primeiro trimestre do ano de 2005.

MENOR MENSALIDADE

Com a nova orientação para reduzir a inadimplência, a Faro está procurando conscientizar seus alunos da importância de manter em dia seus pagamentos. “Temos a menor mensalidade do mercado de todos os cursos do ensino superior de Rondônia e portanto não podemos ficar sempre abrindo negociação de débitos, como acontecia no passado. Os próprios alunos precisam compreender que para garantirmos um ensino de qualidade, precisamos ter receita, não podemos aceitar esta idéia de que o pagamento da Faculdade é a última prioridade de quem está estudando aqui”.

A nova sistemática de cobrança mais rígida adotada pela diretoria geral da Faro está tendo o apoio “daqueles alunos que pagam sempre, mesmo com dificuldade, religiosamente suas mensalidades”. Eles, como contou Sebastião, vinham sendo as grandes vítimas “dos devedores relapsos”.

Com o próximo processo de rematrícula a Faro pretende reduzir para um índice mínimo a inadimplência atual. Com o que a instituição deverá arrecadar de imediato, através dos boletos, e com a injeção de recursos da mantenedora, Sebastião acredita que terá condições de fazer os investimentos necessários “em laboratório para os vários cursos e bibliografia, em qualificação dos docentes, pois é isso que é prioridade, isso é que vai dar o resultado final, com um aluno lá na ponta, formado com alta qualidade”. Para o atual diretor geral “investir em coisas como estacionamento não é uma prioridade em si”.

O plano de Sebastião Pinto está dando resultado. Graças a ele, a Faro não entrou em greve na última sexta-feira. O corpo docente e os funcionários estão confiantes, principalmente porque começaram a receber na sexta-feira os salários atrasados.

INSTITUIÇÃO FORTE

Embora até o momento a Faro tenha recebido menos de 1/3 do montante de recursos que compõe o quadro de inadimplência, a instituição vai levar avante o programa que a manterá como uma das mais fortes e importantes instituição de ensino superior do Estado, com um número de alunos quase superior à própria Universidade Federal.

E quem acredita nisso não é apenas sua nova diretoria, mas o próprio Ministério da Educação. Através da portaria 3.429, do último dia 22 de outubro, assinada pelo Ministro Tarso Genro, renovou pelo prazo de mais dois anos, o reconhecimento do Curso de Direito da Faro, na verdade única instituição privada rondoniense que tem esse curso reconhecido pelo MEC.

O Curso de Direito da Faro atingiu um padrão de excelência que pode ser comprovado pelo índice de aprovação de seus alunos no exame de ordem da Ordem dos Advogados do Brasil. Também são os alunos formados pela Faro que mais consegue aprovação em concursos públicos para as carreiras da magistratura e em concursos para delegados de polícia.

Neste quadro de dificuldades, alguns investimentos foram feitos ao longo desse ano. “Nós melhoramos os laboratórios dos grupos de comunicação social, já temos uma emissora de rádio funcionando e vamos investir agora num laboratório fotográfico para este segmento”, informa Sebastião, acrescentando que a Faro “está comprando, ainda este ano, 50 novos computadores para o laboratório de informática, além de uma grande bibliografia para tornar sua biblioteca uma das melhores do Estado”.

Foto: Aldrin Willy


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