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Porto Velho,  seg,   25/maio/2020     
reportagem

Poluição visual de Porto Velho é um desafio para o próximo prefeito

14/10/2004 09:01:16
Por Imprensa Popular
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Sem o prefeito que se preocupe com os nocivos efeitos da mídia exterior, a poluição visual tenderá a descaracterizar ainda mais a vida urbana da Capital. 


 Independente de qual seja o prefeito eleito, Porto Velho está destinada a se transformar nos próximos anos num importante pólo de turismo e de serviços. Isto será o reflexo natural dos investimentos programados na construção de mais duas hidroelétricas e do gasoduto de Urucu. Sem se falar na reconstrução da rodovia ligando a capital a Manaus e na sinalização da hidrovia do Madeira, permitindo a navegabilidade de embarcações de alto calado durante todo o ano.

A cidade hoje não é uma das mais belas do Brasil. Ela é vítima de sucessivas administrações que não tiveram nenhuma preocupação em implementar aqui uma política de urbanismo que levasse em conta sua própria plasticidade. E nesse contexto, pela política do desleixo, a capital rondoniense sofre com a super-poluição visual.

Este foi um assunto recentemente debatido entre freqüentadores do Le Petit Taborda, quando o artista plástico Nonato Cavalcante lamentou:

“Ela não pode ficar visualmente mais poluída como vemos hoje, com cada poste, árvore e fio sendo transformado em meio de comunicação”.

Concordando com o artista, o agitador cultural Carlinhos Maracanã, acrescentou que “não para entender porque em Porto Velho não há uma regulamentação que impeça não só essa poluição visual, com outdoors invadindo até as calçadas públicas”, como se isso não tivesse importância. Mas “Maraca” também faz ressalvas à poluição sonora para atender “a uma comunicação das promoções comerciais com os horríveis carros de som” que transformam ruas e esquinas em verdadeiros pandemônios, “como acontece com a chamada esquina do barulho”.

Esqueceram-se o dois observadores da cena da cidade de mencionar a praga da Rádio Cipó que pendurou caixas de som em praticamente todos os postes das áreas de maior movimento, “numa coisa brega no estilo de quermesses ou parque de diversões”.

AGÊNCIAS CHAPA-BRANCA

O editor Gessi Taborda disse esperar que o novo prefeito faça aprovar na Câmara Municipal uma lei que regulamente isso e que entre em funcionamento o mais rapidamente possível, para ser respeita já e também nos períodos eleitorais, “quando o abuso é monstruoso”. E já que o assunto era comunicação, o editor foi convidado a opinar sobre as agências de publicidade:

“Nunca houve por parte dos governantes daqui, sejam em nível do município ou do estado, preocupação de profissionalizar o rol de empresas que trabalham para os órgãos públicos. Aqui sempre houveram as agências chapa-branca, que sobrevivem com as contas governamentais, com as contas do poder público. Elas crescem e desaparecem conforme o desempenho político de as sustentam. É por isso que a propaganda rondoniense, especialmente a do varejo é tão ruim, chegando a se converter num tipo de agressão ao consumidor. Poucas são as agências com competência para sobreviver apenas atendendo a iniciativa privada. Hoje você pode destacar a NDA, a Minha Agência e a HNCO que além de atender órgãos oficiais produzem coisa de qualidade para a iniciativa privada”, disse.

Concluindo, Taborda concordou com os artistas Nonato Cavalcante e Carlinhos Maracanã no sentido de que os portovelhenses precisam e merecem a implantação de uma política de comunicação visual para a nossa cidade - mais profissional e criteriosa, que valorize a peça publicitária e ao mesmo tempo ajude a limpar a paisagem já tão sofrida da nossa metrópole.

Só a ingenuidade e a falta de conhecimento dos rudimentos da publicidade, diz o editor Taborda, leva tantos “empresários” a usar o outdoor como instrumento de comunicação publicitária. “Do jeito que a coisa está, são poucas as marcas que conseguem se comunicar, se diferenciar frente a tanta poluição visual presente em quase todas as principais ruas e avenidas de Porto Velho. Infelizmente, a se julgar pela quantidade de faixas, galhardetes e banners de candidatos instalados ilegalmente (ou pelo menos imoralmente) por toda a cidade, não me parece que essa seja uma questão prioritária dos nossos políticos”, disse o jornalista.


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