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Porto Velho,  seg,   27/janeiro/2020     
política

Povo disse não a Carlos Camurça

13/10/2004 18:16:25
 
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O povo de Porto Velho deu ao candidato Mauro Nazif o recado que gostaria de ter dado diretamente ao prefeito municipal: a cidade, especialmente na zona periférica, nunca esteve pior “do que nunca”. 


 Quem vive de votos não pode ficar contra o sentimento popular. E por não observar isso Mauro Nazif sofreu a derrota do primeiro turno e está a caminho da derrota final, no segundo turno. A derrota de Mauro começou a ser escrita quando assumiu a aliança com o grupo político do prefeito Carlos Camurça.

ILUSÃO

Naquilo que mais interessava ao povo o governo de Carlos Camurça acabou se revelando uma ilusão, como o mote de sua propaganda de uma Porto Velho “melhor que nunca”. O prefeito entrou num processo de afastamento do povo, principalmente no seu segundo mandato e passou a ser um político de gabinete, insensível ao clamor das ruas. Só Mauro Nazif não percebeu que não seria impossível enganar o povo com simples truques de marketing, diante de realidades de fracasso, como a Maternidade Municipal, há mais de três anos esperando ser inaugurada.

Quando se trata de eleições – e foi isso que novamente aconteceu – o povo em geral acerta, dentro das margens de escolhas que lhe dão. Ao unir-se ao prefeito, ludibriado por pesquisas imperfeitas que davam a Carlos Camurça uma liderança na qual só ele mesmo acreditava, Mauro Nazif passou a personificar os objetivos de um grupo de poder que pautou suas ações deixando de lado os interesses objetivos da cidadania municipal.

Carlos Camurça colocou na mídia a bizonha campanha da “Porto Velho Melhor Que Nunca”, quando na verdade nada fez para modificar a realidade de um município estagnado com desemprego sempre crescente, com o sub-emprego como única possibilidade e com a agudização da marginalidade social. E mesmo com a população estrangulada financeiramente, o prefeito insistiu em penalizá-lo ainda mais. Em alguns casos não conseguiu graças à interferência de entidades como a OAB e o Ministério Público que, através da Justiça, impediu que funcionasse a sua indústria de multas com os pardais eletrônicos.

SEM MENSAGEM

Ao assumir as funções de aríete do prefeito, Mauro Nazif precisou sacrificar sua antiga imagem de defensor dos excluídos no altar de uma parceria política que tinha tudo para ser vista como espúria. Ao recuar de sua antiga militância, de seu passado de “pobreza”, o dr. Mauro ficou sem discurso, perdeu suas bandeiras e ficou sem mensagem.

A derrota de Mauro nunca será surpreendente. Ela é a derrota de um grupo político que até o resultado do primeiro turno acreditava-se ter o domínio absoluto e incontestável na Capital. Aliás, foi por acreditar ter esse domínio, que o prefeito Camurça não preparou ninguém de seu grupo para enfrentar o grande embate eleitoral. Imaginou que cooptando Mauro adquiria “um campeão de votos”. Pagou caro pelo passe e ajudou a tornar ainda mais visível as contradições do político do PSB que sempre fez campanha no nível da mendicância e nesse ano colocou na rua uma campanha miliardária, como raramente se viu por aqui.

SEM AUTONOMIA

Mauro estava obrigado a ganhar. Ele vem de sucessivas derrotas e mais uma, nestas circunstâncias, poderá comprometer definitivamente seu futuro político. Mas como ganhar se certamente terá de cumprir, até o fim, um roteiro de campanha onde não tem autonomia? E não poderia, é claro, ser de outra maneira. Afinal o candidato do PSB nunca teve nada em comum com o grupo político de Camurça e nem com os “deserdados” de Chiquilito.

Se tivesse autonomia certamente não aceitaria como vice a vereador Ruth Morimoto, um nome sem maior importância na política da cidade, mesmo tendo exercido mais de um mandato na Câmara Municipal, mesmo tendo respondido pela Secretaria Municipal de Educação. Ruth sempre foi uma moça mimada, imatura e instável. E, pelo menos para seu tio Antonio Morimoto, nada confiável, a ponto dele se lançar na disputa como candidato a prefeito num confronto direto à parenta.

É difícil entender ou explicar porque Mauro entrou nessa sinuca de bico. É claro que numa eleição onde a grana corre solta, sem limites, a sedução é quase irresistível. Com tanto dinheiro é sempre fácil estar disposto ao “sacrifício”. Se Mauro tivesse clarividência política teria fechado com o PFL, pegado Silvana Davis de vice, feito uma campanha mais modesta e, certamente, não estaria vivendo agora a síndrome da derrota que vai liquidar com suas aspirações futuras e com o ambicioso projeto de Carlos Camurça.


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