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Morre o jornalista José Aparecido, um dos ícones da imprensa

30/9/2004 13:44:04
Por Audálio Dantas, de São Paulo
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Faleceu em Presidente Epitácio, de câncer, na manhã de 29, o jornalista José Aparecido, aos 74 anos de idade. Filho de Antonio Gonçalves Barros e Octacília Evangelista Barros, José Aparecido nasceu em 17 de outubro de 1929, na cidade de Pirajuí-SP. 



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Autodidata, aprendeu o ofício de jornalista em sua mocidade, quando era eletricitário na Companhia Docas de Santos. Foi repórter da empresa “Folha da Manhã”, sucursal de Santos; correspondente do “Correio da Manhã”; chefe da sucursal da “Folha de S.Paulo” em Santos; a “Folha” transfere-o para de São Paulo.

Lá foi repórter, chefe de reportagem, coordenador de matérias especiais, editor regional, repórter especial e redator do Banco de Dados. Recebeu o prêmio de Jornalismo instituído pelo Sindicato dos Lojistas de São Paulo em 1971;

prêmio Paramount de Reportagem Econômica em 1973 e em 1974 o prêmio Centenário de Poços de Caldas. Paralelamente aos trabalhos como jornalista, foi assessor de imprensa: da Secretaria de Transportes de 1968 a 1971 e da Ferrovia Paulista S/A – Fepasa, de 1972 a 1980. Chefe do setor de imprensa da Secretaria do Interior de 1982 a 1984, ocasião em que foi assessor de Fernando Henrique Cardoso.

Em 1985 foi para a Secretaria de Assuntos Fundiários, como assessor de imprensa. Em 1988 assumiu a Assessoria de Imprensa da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, onde ficou até 1991, para em seguida assessorar na Secretaria de Recursos Hídricos, Saneamento e Obras, até 1994. Transferiu-se para Presidente Epitácio em 1996 onde foi um dos fundadores e editor do jornal “Correio do Porto”. Antes disso, exerceu a editoria do bissemanário “A Fronteira”.

ATUAÇÃO

Engajado politicamente, militou quando jovem na União da Juventude Comunista e no Partido Comunista. Em 1964 foi preso em Santos, logo após o golpe militar de 1º de abril daquele ano. Pertenceu ao movimento “O Petróleo é Nosso”, que culminou com a promulgação da lei 2.004, que criou a Petrobrás, em 1953. Sindicalista atuante, foi vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo de 1975 a 1978 e diretor até 1982. Foi presidente do Centro Paulista de Pesquisa e Memória da Imprensa e coordenador da Comissão de Ética do Sindicato dos Jornalistas, tendo participado também das comissões responsáveis pela organização e julgamento do prêmio “Vladimir Herzog” de Jornalismo.

Ficou conhecido em Presidente Epitácio a partir de 1967, quando levantou o caso “Zé Dico” na imprensa estadual e nacional.

Casado com a professora Maria Aparecida Leão Aparecido, tinha dois filhos do primeiro casamento: Edna Morina Aparecido e Edson José Aparecido.

Seu corpo foi velado na sua residência à rua Maceió, 20-39 e o enterro ocorreu hoje (30/09), às 10 horas no Horto da Igualdade, em Presidente Epitácio.


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