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Porto Velho,  sex,   19/julho/2019     
reportagem

Governador quer que Banco do Brasil faça o teatro de Porto Velho

9/9/2004 14:01:52
Por Aldrin Willy
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O governador propôs que o Banco construa o teatro da Capital como forma de contrapartida por gerir as contas públicas do Estado. 


 Foi durante entrevista ao programa “TV Norte Entrevista”, do filosófico apresentador Paulo Benito. A idéia de Ivo não é destinar recursos públicos do erário estadual para a construção do teatro da cidade (a única capital em todo País que não possui um). O governador pretende, na verdade, “exigir” que o Banco do Brasil – o mais rico do País, segundo dados fornecidos pelo Banco Central em 2003 – banque o projeto.

O projeto seria a exemplo do que o banco faz em quatro importantes capitais do País: São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Brasília. Nessas cidades o banco fundado por D. João VI mantém os chamados Centros Culturais Banco do Brasil. São prédios belíssimos onde a arte encontra palco permanente. Arte de toda sorte: cinema, teatro, música, pintura, etc.

Cassol argumenta que, ao custear o projeto, o Banco do Brasil está dando a contrapartida à população por ser a instituição financeira que gerencia as contas do Estado e pelos vultosos ganhos auferidos em Porto Velho.


RETORNO

Embora retire do Estado parte de sua responsabilidade com a Cultura, a idéia de Ivo é interessante na medida em que questiona que retorno os bancos dão à sociedade pelos seus altíssimos lucros – num ambiente, há pouco, de recessão dominante.

Em todo o período do Plano Real, enquanto a economia, de um modo geral, encolhia, os banqueiros viam seus rendimentos sendo aumentados exponencialmente, com taxas de lucratividade quase obscenas ante a crise de maior parte dos setores.

Uma das contrapartidas que a população poderia esperar pelo exorbitante lucro da rede bancária seria o oferecimento de crédito fácil a juro baixo. No entanto, isso não acontece.

Prova disso é o atual valor do chamado “spread” bancário. O “spread” é a diferença entre a taxa paga pelos bancos para captar recursos e a cobrada nos empréstimos aos clientes. Em outras palavras, o lucro dos bancos.

Segundo a revista da Federação das Indústrias do Distrito Federal (FIBRA), de agosto do ano passado, o “spread” bancário do Brasil é o mais elevado do planeta. Para se ter uma noção do tamanho da mordida dos bancos no seu bolso, “enquanto a taxa básica de juros que vale para o mercado interbancário está em 26% [...] a taxa de juro que se cobra do consumidor no crediário supera o patamar dos 200% ao ano”, afirma, no editorial, Antônio Rocha da Silva, presidente da Fibra.

Daquela época para hoje, o juro diminuiu. A taxa básica de juro (Selic) definida pelo Banco Central atualmente é de 16% ao ano. A proporção entre esta e a taxa cobrada pelos bancos mantém-se a mesma relatada na revista, entretanto.

A reportagem de Imprensa Popular tentou, por e-mail, obter uma resposta da direção do Banco do Brasil quanto à viabilidade de se construir em Porto Velho outro de seus Centros Culturais. No entanto, até o fechamento desta edição, o banco não nos respondeu. Apenas nos informou que nosso questionamento “foi protocolado com o número 38.385.234 e direcionado à área responsável pelo assunto, que em breve o contatará”, conforme e-mail do último dia 03.


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