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opinião

Editorial (2): Privilegiando os abutres

4/9/2004 14:57:00
Jornal Imprensa Popular
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Uma parte consider√°vel dos candidatos a prefeito de Porto Velho continua subestimando os eleitores da Capital e insiste em vender gato por lebre, prometendo uma nova fase de crescimento, como se isso fosse poss√≠vel sem um planejamento estrat√©gico s√©rio e sem a determina√ß√£o de por ponto final no privil√©gio dos verdadeiros abutres da sociedade. 


 Um dos problemas mais vis√≠veis das administra√ß√Ķes do munic√≠pio, ao longo de mais de uma d√©cada, √© seu comprometimento com a pol√≠tica de garantir privil√©gios para uma minoria que comp√Ķe a chamada ‚Äúelite org√Ęnica‚ÄĚ de Porto Velho, constitu√≠da de tecnicistas (o baronato do servi√ßo p√ļblico), empres√°rios de alto bordo e pol√≠ticos que ignoram os verdadeiros interesses do povo do qual se dizem representantes. Este √© o cen√°rio que precisa ser mudado para transformar o quadro atual, de demandas sociais fortemente comprimidas.

O povo portovelhense, especialmente os moradores das periferias, das comunidades ribeirinhas e dos distritos mais distantes, tem sido condenado ao esquecimento porque o sistema preocupa-se apenas em privilegiar os abutres e os corruptos mais espertos e afoitos. S√£o eles que levam parcelas importantes do or√ßamento p√ļblico, aumentando ou construindo rapidamente suas fortunas, que deveriam ser empregadas em projetos de desenvolvimento social.

Agindo em conjunto com quem tem o poder, estas bombas de suc√ß√£o da economia p√ļblica mant√©m a Capital rondoniense como uma imensa √°rea abandonada, onde a aus√™ncia do Poder P√ļblico se faz sentir na falta de equipamentos que afirmam a cidadania, como ilumina√ß√£o p√ļblica, saneamento, centros culturais e de lazer, teatros, ensino profissionalizante, sa√ļde e seguran√ßa.

O mínimo que se pode dizer do governo municipal é que ele continua perdido. Até agora uma equipe governamental primária, incompetente e voltada apenas para a politicagem rejeitada por qualquer cidadão medianamente informado e politizado é que manda nos destinos de Porto Velho.

Ai estamos n√≥s diante de uma administra√ß√£o que numa atitude de deboche entregou a Cultura a um ex-cartola de baixa express√£o, do futebol idem. Ai estamos n√≥s diante de uma ‚Äúadministra√ß√£o‚ÄĚ que importou pol√≠ticos fracassados do interior para comandar a Secretaria de Obras e de Servi√ßos P√ļblicos, esfor√ßando-se para reintroduz√≠-los, agora, na pol√≠tica. Ai estamos n√≥s diante de uma administra√ß√£o que entregou a Sa√ļde a um bacharel e seus principais cargos a veterin√°rios.

Assim tem sido os governantes do município porto-velhense: sem planejamento estratégico sério, condizente com a grandeza que deve ter uma Capital de estado.

Esta verdadeira face dos √ļltimos governantes municipais est√° perto do fim diante da fadiga na sustenta√ß√£o popular desse sistema. Os dirigentes desse sistema sabem disso e buscam fugir da senten√ßa popular atrav√©s da propaganda e de alian√ßas pol√≠ticas que se destinam a vender gato por lebre.

Na vida p√ļblica rondoniense os valores est√£o invertidos. Se n√£o fosse isso um simples sonoplasta que passou a fazer um p√©ssimo programa de televis√£o com √™nfase para o puxa-saquismo n√£o conseguiria, em tempo recorde construir uma magn√≠fica mans√£o num bairro fechado da cidade. Estes enganadores medram, acumulam riquezas e tratam como coisas indigestas a dec√™ncia, a honradez e a honestidade. Destilam √≥dio contra quem defende a a√ß√£o pol√≠tica voltada para o interesse p√ļblico e bem comum.

S√£o eles ‚Äď os abutres ‚Äď que aplaudem nestas elei√ß√Ķes aquele que mudou de rumo e de lado, traindo a confian√ßa obtida da maioria dos eleitores que um dia depositaram esperan√ßas em suas promessas, em seus discursos.

A economia porto-velhense n√£o suporta mais ser sugada por esta vampiragem em detrimento das necessidades b√°sicas de seus moradores. N√£o suporta a montagem de arapucas para alimentar os donos da ‚Äúind√ļstria da multa‚ÄĚ, num momento em que para o povo n√£o sobra dinheiro nem para as pequenas despesas. N√£o h√°, num quadro em que as pessoas s√£o obrigadas a reduzir a quase zero o consumo de alimentos, lazer, rem√©dios, visitas aos dentistas, etc, nada melhor que nunca. O povo saber√° se comportar como um intranspon√≠vel obst√°culo aos arreganhos desses aventureiros, daqui e de fora, que vivem no bem bom enquanto a maioria geme no sofrimento e na pobreza. E ai sim, a situa√ß√£o de Porto Velho ficar√° melhor que antes.


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