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Porto Velho,  sex,   23/agosto/2019     
reportagem

Oscar revela: Pesquisa da Isto É foi mentira

24/8/2004 09:18:25
 
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Depois de ironizar a pesquisa publicada na revista Isto É, colocando-o em quarto lugar na disputa pela prefeitura da capital rondoniense, Oscar Andrade disse que estas são manobras de adversários que na verdade nunca fizeram nada por Porto Velho. Lamentou que o prefeito atual, Carlos Camurça, tenha devolvido 19 milhões arranjados por ele para a avenida Beira Rio, “porque não teve competência para fazer licitações sem vícios”. 



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O primeiro obstáculo vencido por Oscar Andrade na corrida eleitoral desse ano foi a recuperação da voz, que tinha praticamente perdido em função de uma cirurgia sofrida em Brasília. Parecia impossível, mas como sempre Oscar derrotou a barreira. O segundo obstáculo vencido foi rompimento da barreira do isolamento em que estava seu partido, o PL, na formação das alianças partidárias. Oscar agregou na sua batalha o PFL, o PSL, o PTB, o PAN e o PTN, garantindo o segundo tempo de televisão no horário da propaganda eleitoral gratuita.

Conquistou, dentro desse quadro, a carismática liderança de Silvana Davis, a vice sonhada por todos os candidatos majoritários dessa disputa. Silvana, ao contrário dos outros vices, tem a cara de Porto Velho. É simples, negra, humilde, detentora de um eleitorado fiel que nas últimas eleições garantiu-lhe quase 100 mil votos como candidata ao Senado.

No momento o empresário Oscar Andrade, ex-deputado federal por duas vezes, tenta romper outros obstáculos (alguns internos) para garantir sua presença no segundo turno, realizando uma campanha onde as limitações financeiras são visíveis. Ele não se abate. Confiante, trabalhando com a orientação da maior pesquisa já realizada em Porto Velho (foram ouvidos um terço das famílias da cidade), batizada por ele de “verdadeiro censo”, Oscar diz a Imprensa Popular: “Serei o prefeito de Porto Velho porque o povo sabe que mais do que um empreendedor, do que um administrador, eu serei o líder que fará com que esta comunidade seja respeitado não só no Estado, mas no Brasil todo”.

NAZIF EM QUEDA

Oscar Andrade crê que o quadro eleitoral de Porto Velho só estará definido dentro de mais 40 dias. Daqui até lá, ele “o segundo colocado” poderão ultrapassar Mauro Nazif que mesmo estando no primeiro lugar, ainda, “é um político em queda”, na avaliação do candidato do PL. A explicação de Oscar é simples: “Quando foi candidato a governador, esse que agora é o candidato do prefeito ficou quase sempre com 45% das intenções de voto e agora está em torno de apenas 27%. Está muito claro que isso é uma caída grande. Assim que ficar bem claro para a população que ele é o candidato do continuísmo, a caída ainda será maior. Portanto não é nada impossível que ele acabe não indo para o segundo turno”.

Com este argumento o candidato do PL acrescenta que “a pesquisa publicada pela revista Isto É, colocando-o no quarto lugar”, não passou de uma “deslavada mentira que custou 180 mil reais para seus patrocinadores”. A realidade, sentenciou o candidato de número 22, é que “estamos praticamente emparelhado com o segundo colocado nessa disputa, com uma variação entre 3 e 5 pontos, e ambos distanciados menos de 10 pontos do primeiro colocado”. Continuando, Oscar foi enfático: “O candidato do continuísmo sabe que já caiu muito e está apavorado, pois quem está nesse processo de queda dificilmente volta a crescer, por mais que faça uma campanha rica, financiada pelo prefeito”.

REALIZADOR

Continuando sua fala a Imprensa Popular, Oscar Andrade afirmou que sua vitória será o reflexo do forte trabalho que tem desenvolvido a favor de Porto Velho, um trabalho reconhecido até pelos mais ferrenhos adversários. “Nenhum dos nossos opositores, nenhum dos outros concorrentes tem algo de significativo para apresentar de realização em favor do povo porto-velhense. O candidato do continuísmo, por exemplo, não fez nada palpável, nada que possa ser visto, em favor do município e de seu povo. É um homem apenas de discursos e nada mais. E o povo sabe entender isso, tanto é que quase não se reelegeu deputado. Entrou em seu último mandato caindo pelas tabelas, com 4 mil votos aproximados”.

Oscar deixou claro que “o peso da máquina, tanto da prefeitura quanto do governo do estado”, tem muita influência no processo eleitoral mas no caso “do candidato do continuísmo”, destacou, “fazer uma campanha tão rica é uma incoerência a mais, pois ele sempre afirmou que estava acostumado a fazer campanha barata”.

A marca de empreendedor de Oscar Andrade ultrapassa sua ação como empresário que garante mais de 400 empregos diretos em Porto Velho. Ela está visível, por exemplo, no complexo do Sest/Senat. Oscar, como deputado federal, foi o campeão na garantia de recursos para Porto Velho:

– Eu usei o meu mandato de deputado para ajudar nosso município a melhorar. Aloquei mais de 51 milhões de reais para aplicação em obras, inclusive na infraestrutura, como saneamento e asfalto. É uma pena que o prefeito Camurça não demonstrou sabedoria em usar todos esses recursos, deixando se perder muito milhões que teremos de recuperar com uma administração verdadeiramente eficiente, capaz, reconhecida nos principais pontos de decisão da República. Só para o Projeto Beira-Rio, o prefeito Carlos Camurça perdeu 19 milhões de reais, dos 22 milhões que eu tinha alocado como deputado. Ora, desse jeito Porto Velho não avança nunca. A população certamente sabe que não se pode entregar a nossa cidade nas mãos de quem não tem preparo para administra-la, de quem não fez nada além de discursos.

COM O POVO

A primeira diferença que Oscar Andrade deseja estabelecer com o início de sua administração começa, como afirmou, “logo no primeiro de janeiro de 2005, quando vamos buscar a realização junto com o povo”. Ele vai por fim “a essa estória de gabinete militar”, porque um prefeito que respeita o povo não precisa ter ao seu lado “um oficial de alta patente da Polícia Militar como ajudante de ordens e nem precisa de um aparato de segurança para sair às ruas”. O gabinete do prefeito, diz Oscar, “terá livre acesso da população e a prefeitura será uma casa do povo e não de pequenos grupos privilegiados, de negocistas”.

Seu desejo é o de se comportar como político “completamente consciente de que aceitou ser um empregado da população, pronto portanto a ouvir seus pedidos, suas exigências, suas aflições” para fazer “o que tem de ser feito”. Com isso Andrade reforçou a idéia de que não pretende apenas ser “o gerente de uma cidade” mas o líder escolhido pela população para “transformar Porto Velho numa cidade que conquistará o respeito não só do Estado, mas de todo o Brasil, como a capital de um Estado destinado a um grande futuro”.

Oscar Andrade mora a 22 anos em Porto Velho, quando investiu no setor de transporte urbano, se tornando o líder desse segmento. Sempre foi visto como um milionário e mesmo assim, por sua simplicidade, ganhou popularidade e respeito da população que lhe deu dois mandatos de deputado federal:

– Eu não sei porque as pessoas cultivam de mim essa imagem. Eu não sei como alguém que possuí 70 ônibus possa ser confundido com milionário. Ora, certamente temos uma vida confortável, mas daí a ser milionário a distância é muito grande. Vejam se um milionário iria conduzir uma campanha eleitoral de pé-no-chão, visitando bairros, conversando com as pessoas, apertando suas mãos, caminhando uma média de 6 horas por dia, quando estamos enfrentando o candidato do prefeito, o candidato do governador e até o do presidente da República. A nossa campanha é modesta porque o povo de Porto Velho é modesto, porque ela é a única campanha que é do povo, que não é financiada pelo prefeito, pelo governador e etc. A campanha nossa é pobre porque eu não tenho, como muitos imaginam, dinheiro sobrando. Temos dificuldades financeiras mas em contrapartida temos o apoio do povo.

Lei também: Mais que um prefeito, um articulador


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