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Porto Velho,  qui,   18/julho/2019     
COLUNISTA: Gessi Taborda

Em Linhas Gerais: 100 dias são insuficientes

12/4/2011 03:55:50
taborda@enter-net.com.br
 
  
QUANDO CEM DIAS NÃO BASTAM

Confúcio Moura completou no último dia 10, ou seja, no domingo que passou, os 100 dias de governo. Período em que os olhos dos analistas políticos, dos críticos, dos simples observadores e também dos admiradores de quem está no poder se voltam para as análises procurando determinar o estilo do governante e se as pretensões do governo estão em sintonia com o que pregou durante a campanha.

Em nosso estado, onde boa parte da mídia prefere ficar do lado que a vaca deita, o tema não será convenientemente pautado, até porque a maioria dos veículos está comprometida simplesmente com o faturamento e teme desagradar a corte com opiniões críticas. Também no seio da classe política – especialmente na Assembléia Legislativa – a perspectiva é de nenhum deputado se aventure a tratar dos 100 dias com a profundidade necessária, especialmente porque preferem assuntos mais superficiais.

Na qualidade de mero observador, o colunista considera 100 dias como um período curto para conclusões definitivas. Mesmo assim sinto que o dr. Confúcio Moura não disse, ainda, a que veio. Não dá para sentir, nesses cem dias de governo o que representará de verdade para o estado, para seus eleitores e até para seu partido o novo governo. Qual será a marca do governo que acaba de completar 100 dias de gestão? É uma pergunta difícil de ser respondida até pelo PMDB e demais partidos da base confucionista.


POLITICO ÉTICO

O médico Confúcio Moura marcou sua atuação na vida pública como um político ético. Seu costume de marcar suas falas com gestos largos e sorriso cativante contribuiu para sua consagração eleitoral. Antes de se tornar prefeito, ele foi deputado federal e Secretário de Estado da Saúde, seu primeiro cargo executivo.

Essa simpatia não impediu seu principal fiador no início de sua vida pública, Jerônimo Santana, de ter sobre ele uma opinião de sinceridade atroz: “O Confúcio é muito devagar!” Era assim que o lendário “Bengala” falava do seu Secretário da Saúde, quando governou o estado.

Mas aquele a quem Jerônimo considerava fadado ao fracasso como gestor público acabou conseguindo se reeleger prefeito de Ariquemes. E de lá partiu para uma campanha onde nem de longe parecia sair-se vitorioso, tornando-se 7º governador eleito do Estado de Rondônia, com uma votação (no 2º turno) histórica.

Na campanha, o discurso ético do atual governador prevaleceu às indagações sobre seu enriquecimento meteórico. E de repente seu nome começou a se consolidar como um candidato viável, principalmente porque a candidatura de Expedito Júnior foi rapidamente deteriorada em virtude de suas derrotas no Judiciário, com decisões norteadas pela Lei Ficha Limpa.

Confúcio contou também com a falta de jogo de cintura do candidato de Ivo Cassol, o vice que se tornou governador e candidato à reeleição; cercado de péssimos analistas e sem méritos reconhecidos de marketing político, sem o que era impossível ensinar João Cahula a aprender as necessárias mumunhas da disputa. Ora, foi assim que a bandeira da ética ajudou Confúcio a passar no teste das urnas, vencendo políticos que com muito mais espaço na mídia estadual mas que não tinham muita coisa importante a falar com o eleitorado.


PRIMEIRO SENÃO

Para alguém que cultiva a marca do compromisso ético na vida pública, o governador Confúcio acabou se deparando com o primeiro senão de seu governo graças à maneira nada republicana de agir de certos colaboradores. E assim, nesses primeiros cem dias surgiu o caso da Multi-Margem, até agora uma suposta arapuca montada para canalizar dinheiro fácil usando os servidores públicos do Executivo.

Pode até ser que o dr. Confúcio não tenha se dado conta desse negócio cheio de questionamentos, mas pelo visto ao permitir à tal Multi-Margem o monopólio da intermediação de empréstimos consignados acabou caindo numa grosseira manobra para o enriquecimento fácil de membros de seu governo.

Como tudo aconteceu como um “negócio da china”, onde supostamente de Batista (aquele de triste memória que aceitou fazer a degola de quase 10 mil servidores no governo de Bianco) e outros nomes muito próximos da cúpula governamental estavam faturando os tubos através de uma empresa criada a menos de 100 dias exatamente para explorar esse duto milionário.

Como a coisa era dirigida e foi dada aos companheiros da corte sem qualquer licitação, o Tribunal de Contas decidiu exigir o fim dessa aparente negociata.


CONVERSA DE SEMPRE

Sem ter anunciado ou iniciado nenhuma obra de impacto, o governo Confúcio Moura seguiu a praxe de antecessores de apelar para dificuldades de orçamento e dívidas herdadas.

Nem por isso o governador deixou de fazer promessas, renovando compromissos de campanha. Assim, ele garante que está retomando convênios com os municípios, bem como destaca sua pretensão de tornar realidade um novo hospital em Porto Velho, a ser edificado na zona lesta da capital rondoniense. Mas sobre isso o governador não tem data fixada para o início das obras. Confúcio acredita que o prometido hospital ficará pronto em cerca de um ano e meio.


CÂMARA SELA IRMANDADE

A sessão solene realizada pela Câmara Municipal de Porto Velho para a assinatura do decreto que transformou a cidade chinesa de Jinan, capital da província de Shadong, na China, em “cidade-irmã” da capital dos rondonienses só terminou por volta das 18h15 de ontem (11), presidida pelo vereador Eduardo Rodrigues da Silva, do PV.

O vereador presidente da Câmara foi o proponente dessa iniciativa, aprovada por todos os seus pares, que se efetivou na segunda, quando uma comitiva daquela cidade chinesa se fez presente em Porto Velho. A comitiva foi chefiada pela vice-prefeita da cidade chinesa, integrada por empresários de Jinan interessados em promover um intercâmbio com o estado de Rondônia em diversas áreas.


A BARREIRA

Certamente o decreto tornando as duas cidades irmãs não elimina todas as barreiras para que essa iniciativa possa fluir de maneira proveitosa para as duas cidades, como se viu na própria sessão solene. A primeira barreira foi a do idioma. Certamente a representante de Jinan não entendeu bulhufas do importante discurso do presidente da Fiero, Denis Baú, pela falta de tradução simultânea.

É bem verdade que o discurso presidente da Câmara chegou a ser traduzido, mas não para o mandarim e sim para o inglês que, parece, não era um idioma entendido pela vice-prefeita.

Aliás, ela fez seu pronunciamento no idioma nativo (mandarim) que foi traduzido para o português por um membro de sua comitiva. É... nos dias de hoje o espaço é diminuto para quem é apenas monoglota.


EXPLICANDO

Para aqueles que saíram da tal sessão solene sem entender muito o significado de cidade-irmã vamos explicar: Esse é um conceito através de que cidades ou vilas de áreas geográficas ou políticas distintas criam laços em vários níveis, sobretudo no aspecto cultural mas também econômico ou outro. Na Europa, estes pares de cidades são designados por cidades gémeas ou geminadas, enquanto que na América (dos Estados Unidos ao Brasil) prefere-se o termo "cidade-irmã". Geralmente, mas não obrigatoriamente, as cidades gémeas podem ter características semelhantes a vários níveis (demográfico, por exemplo). Em alguns casos, divisões territoriais mais vastas fazem acordos semelhantes, como é o caso da província de Hainan, na China e Jeju, na Coreia do Sul. Este conceito assemelha-se à prática do "pen pal", onde os amigos por correspondência são cidades ou vilas no seu conjunto. Acordos que levem ao intercâmbio de estudantes, entre outras atividades são, assim, facilitadas.


TÍTULO

Na mesma sessão solene, o presidente Eduardo Rodrigues da Silva concedeu o título de “Amiga de Porto Velho” a Mônica Alves Amorim. De acordo com o decreto assinado pelo presidente do legislativo municipal, ela fez jus à láurea por ter desempenhado um papel importante na viabilização da geminação de nossa capital com a cidade chinesa de Jinan.


NATURAL

O presidente do diretório municipal do PMDB deixou escapar ontem, numa roda de políticos, que o partido vai mesmo ter candidato à disputa da prefeitura no próximo ano. Para ele há pelo menos três nomes interessados em participar da sucessão mas, afirmou, “até agora o candidato natural” é o deputado Zequinha Araújo, o nome de maior expressão eleitoral do partido em Porto Velho.

Para Dirceu, o PMDB começa a falar sobre a disputa do próximo ano com “a visão de que o PT também terá candidato próprio” e isso, claro, inviabiliza raciocinar em termos de aliança com o partido. Para ele, além de Zequinha, o PMDB também não descarta o nome de Emerson Teixeira, atual vice-prefeito no governo comandado pelo petista Roberto Sobrinho.


ISSO É O PT

Delúbio Soares, "o nosso Delúbio", como Lula o chamou, está de volta ao PT: retorna em grande estilo na reunião do Diretório Nacional do dia 29. Aliás, não está de volta: na verdade, nunca saiu, embora tenha sido formalmente expulso.


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