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Data: 20/5/2011

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Porto Velho,  qui,   18/julho/2019     
COLUNISTA: Gessi Taborda

Em Linhas Gerais: a crise generalizada nos serviços governamentais

9/4/2011 14:33:57
taborda@enter-net.com.br
 
  
CRISE NOS SERVIÇOS

Há quase cem dias de novo governo, a população de Rondônia enfrenta uma de suas piores crises na prestação dos serviços públicos de obrigação do estado, mesmo em áreas essenciais, como saúde, segurança, transporte e educação. O próprio governador Confúcio Moura não se avecha em reconhecer essa situação de caos quando, por exemplo, admite a existência de mais de 3.500 professores em desvio de função. E mesmo assim o governo não consegue sequer explicar se andou fazendo alguma coisa nestes praticamente 100 dias para resolver esta questão.

A providência do novo governo para superar esse impasse (que poderia ser corrigido com uma canetada obrigando cada professor a retornar à sala de aula) foi iniciar a contratação de pessoal temporário, após obter autorização da Assembléia Legislativa para dar continuidade ao lamentável sistema corriqueiro nas administrações do passado.

Ao falar num encontro estadual dos responsáveis pela política assistencial nos municípios, na manhã de ontem (8 de abril), o governador demonstrou conhecer os vários pontos de estrangulamento da gestão estadual. Para casos como os dos professores em desvio de função, Confúcio sinalizou com a instalação de grupos de trabalho para corrigir essas distorções.



COMBATE À POBREZA

Ao comparecer ao 5º andar no dia de ontem, o governador Confúcio prestigiou o gestor do ministério da promoção social, Fernando Brandão, que ali estava para destacar como um dos objetivos maiores da presidenta Dilma Roussef o combate à pobreza extrema no país. Este é, também, o objetivo principal Cláudia Lucena Aires de Moura, irmã do governador e secretária de estado responsável pela política social do governo peemedebista.

Acabar com os desníveis econômicos entre os habitantes de Rondônia não é uma tarefa fácil. Afinal o próprio governador destacou que há um abismo econômico entre a chamada classe média e os mais pobres do estado. Em sua fala o governador afirmou, também, que a exclusão a que está sujeita a população da Amazônia pela própria política brasileira é uma “coisa extraordinária”.

De forma enfática, Confúcio desdenhou da política social levada a efeito pelos municípios, classificando seus esforços de “serviço inútil”, porque feito sem planejamento e sem ações para auferir os indicadores sociais de suas populações.



LEMBRANDO D. RUTH

Embora não tenha anunciado nenhum programa especial para a inclusão da pobreza rondoniense em patamares melhores da economia, Confúcio afirmou ser necessário fazer aqui na Amazônia uma revolução para que sua gente seja aceita num processo de inclusão nacional. Antes de alertar sobre a necessidade desse processo revolucionário o governador reconheceu que “foi isso o que fez dona Ruth Cardoso, no governo de seu marido Fernando Henrique, com o Comunidade Solidária”, programa aperfeiçoado no governo de Lula.



DINHEIRO DIFÍCIL

Ainda sobre as ações municipais para a efetiva implantação da política social, o governador disse que falta capacitação para prefeitos e seus colaboradores na elaboração de projetos factíveis nesse segmento. “Hoje temos muitos prédios construídos para atendimento social ao povo que estão fechados. Tudo isso porque os prefeitos conseguiram recursos para a construção e não para os equipamentos e a contratação do pessoal necessário”.

O governador lembrou que “Brasília é muito exigente e muito burocrática, com isso um projeto com a vírgula fora do lugar é devolvido para o município que fica esperando o tal dinheiro mais de um ano”. É o mesmo que acontece com as tais “emendas” de deputados e senadores. As prometidas nesse ano, disse Confúcio, não chegarão às prefeituras para serem aplicadas pelos atuais prefeitos.



ANO PERDIDO

Com a experiência de quem está na vida pública há muitos anos e chegou a ser prefeito por duas vezes (de Ariquemes) o governador Confúcio alertou representantes dos municípios presentes em Porto Velho no dia de ontem para a participação no seminário onde se analisou a política de assistência no estado para os problemas do próximo ano.

O governador disse que os prefeitos precisam aproveitar muito bem esse 2011 se quiser deixar um legado para suas populações, “por que 2012 é praticamente um ano perdido, onde só se pensará nas eleições municipais”. Em relação às demandas de responsabilidade do Estado o dr. Confúcio nada falou.



TURISMO DA DILMA

Ninguém é de ferro: a presidente Dilma Rousseff, ao fim de sua viagem à China, aproveitará para cumprir um roteiro turístico, que inclui da famosa muralha (hoje, mais de 70% de sua extensão necessita de reparos e maior manutenção) a uma visita à histórica cidade de Xian para conhecer o exército de terracota no mausoléu do primeiro imperados chinês.



SILÊNCIO TOTAL

Depois da denúncia feita aqui na coluna sobre o esquema fraudulento que vinha acontecendo com o beneplácito do governo nas chamadas operações de crédito consignado para os servidores com intermediação de uma empresa (criada apenas para esse fim) ligada aos interesses do sub-secretário Batista, da Saúde, o Tribunal de Contas decidiu por um ponto final nessa verdadeira manobra para sugar dinheiro público, proibindo que a tal empresa (supostamente no nome da mulher de Batista) continuasse prestando “o serviço” (quah! quah! quah!) e faturando milhões de reais, como vinha acontecendo. A tal arapuca, digo, empresa; vinha mamando nessa teta sem ter enfrentado qualquer concorrência pública para tal.

Ainda não há uma grande onda de denúncias de corrupção no governo. São apenas marolas do tipo dessa tal de multi-margem. Nem por isso a nossa Assembléia Legislativa pode se dar ao luxo de ficar calada. O novo presidente da Casa está exigindo vários documentos do governo sobre contratos considerados maledicentes. Os deputados, como acontecia nas legislaturas do passado recente, continuam, em sua maioria, catatônicos, como que esperando um novo grande escândalo de corrupção, do tipo daquele investigado pela Operação Dominó, para se manifestarem.



PRIVATIZAÇÃO

Já tem neguinho pelai sonhando em pegar do estado mais um desses intermináveis contratos milionários. A tchurma ficou ouriçada depois de ouvir do próprio governador sua decisão de entregar a administração de parte dos sistema prisional à administração privada, graças a uma lei aprovada pela Assembléia que permite esse tipo de iniciativa. Já estão dizendo nos corredores do poder que o Batista espera ser favorecido com essa nova abertura.



COMEMORE

Se durante os 100 dias do governo Dilma não surgiu nenhuma obra para alimentar o seu ufanismo, comemore mesmo assim: Afinal, a sua conta de luz subiu, o combustível e o aluguel. Também subiu o preço dos remédios e o preço dos alimentos, nem se fala. O salário do brasileiro continua a mesma m*. Console-se: as promessas do lamentável prefeito de Porto Velho também aumentaram. De qualquer maneira não se esqueça: quando o caruru azeda, sobra pra todo mundo.



NA LIDERANÇA
Quem acessa o site do Banco Central, querendo saber quais foram os bancos campeões de cobrança de juros na quinzena anterior para cheque especial pessoa física, registra que, quase empatados, entre 33 instituições, o Citibank (9,83% ao mês) e o Santander (9,56% ao mês) lideram o vergonhoso placar.


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