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Porto Velho,  dom,   13/outubro/2019     
COLUNISTA: Gessi Taborda

Em Linhas Gerais: A dengue avança sobre nós

06/04/2011 02:32
taborda@enter-net.com.br
 
  
TODO CUIDADO É POUCO

Não se trata de estatística oficial e sim de pura constatação. Ontem andei por ruas importantes do Jardim Santana e do São Francisco. Fiquei estarrecido com os relatos de moradores sobre o avanço da dengue em nossa capital. Na verdade, me corrigiu o Ceará, feirante que mora na mesma rua da Secretaria de Obras do Município, é um avanço em todo o estado.

A maioria dos moradores daquela região reclama, justamente, do péssimo serviço de saúde pública e confessam que nunca viram por lá o Secretário de Saúde. Na verdade poucas pessoas sabem o nome do Secretário da Saúde, tanto o municipal como o do estado.

Os moradores estão conscientes de que todo cuidado é pouco para enfrentar essa epidemia. Afirmam também que o poder público não está desenvolvendo nenhuma medida efetiva para a eliminação dos focos do aedes naquela área. Também, disseram, ninguém faz nada para melhorar o atendimento na UPA do JK, onde as pessoas ficam mais três horas para conseguir atendimento.

Como os vereadores (salvo raríssimas exceções) não demonstram nenhum interesse em exigir as mudanças necessárias no segmento da saúde pública e como os dirigentes da pasta continuam intocáveis, certamente está longe de acabar esse capítulo negro de irresponsabilidade no combate à dengue e outras endemias comuns em Porto Velho.


A CIDADE “MAIOR”

Há uma característica muito comum ao prefeito de Porto Velho: a loquacidade. E assim ele atua nas entrevistas, principalmente à mídia eletrônica, procurando forçar a barra para confundir ouvintes e insistir na tecla de que em sua gestão tudo é “o maior do Brasil”. E o interessante é que o alcaide rondoniense sequer chega a corar.

Ontem, aplicando essa técnica surrada, o lamentável prefeito falou na televisão, sem piscar, que sua gestão realiza em Porto Velho “um dos maiores programas de pavimentação para recuperar a dá (sic) condições de tráfego às principais ruas da cidade”. É cômico se não fosse trágico. Ora, basta perguntar a moradores das ruas onde chegou o asfalto da prefeitura sobre a qualidade do serviço. Certamente a resposta não será outra: “A josta do Roberto está toda esburacada e vários trechos viraram farinha”. Quer exemplos: o asfalto no bairro da Lagoa, ligando a Guaporé ao hipermercado Atacadão. A obra inconclusa (praxe dessa (des) administração) da Mamoré, no Tancredo Neves.

Se fosse em outros municípios, tamanho desperdício de dinheiro em obras fajutadas daria algum tipo de investigação pelos MPs da vida.


CULPADA

E na sua verborragia psistácea o burgomestre apontou a culpada da zorra em que se transformou o trânsito da cidade: “A duplicação da BR-364”. Pasmem, mas é isso mesmo. Não vai demorar para alguém dessa lamentável gestão concluir que o problema está no crescimento da cidade. Se voltássemos – deve ser o que pensam – a ser um mero acampamento de garimpeiros, todos os males de que Porto Velho padece desaparecerão.

E ai, no caradurismo muito comum de políticos carreiristas, vem mais uma edição das promessas antigas: “Esses problemas serão resolvidos com a conclusão dos viadutos”. O problema é que ninguém pode acreditar numa data limite para que isso venha realmente acontecer.


VALTER PRESSIONA GOVERNO

Quem imaginava o naufrágio da Oposição ao governador na Assembléia Legislativa é bom reavaliar seus critérios. Após as visitas protocalares, uma decisão do presidente da ALE, deputado Valter Araújo, que foi reeleito apoiando o ex-governador (e agora senador) Ivo Cassol, certamente constatará a manutenção de Valter no grupo de oposição a Confúcio Moura.

O deputado conseguiu aprovação de seu requerimento exigindo cópias de todos os contratos assinados pelo novo governo, no âmbito da administração direta e indireta, referentes a prestação de serviços, consultorias, terceirizações, etc. Certamente o deputado deverá demonstrar interesse pessoal no contrato firmado entre o governo e uma empresa ligada ao sub-secretário da Saúde, para intermediar empréstimos consignados ao funcionalismo do governo.

Uma fonte da Assembléia garantiu que Valter não fará oposição à Rondônia, sem deixar, contudo, de fazer oposição ao governador Confúcio Moura. Com isso, disse a fonte, todos os projetos que interessam ao povo de Rondônia terão encaminhamento prioritário e devem ser aprovados. Como se recorda, Valter Araújo emplacou 4 anos à frente da presidência da Assembléia contra a vontade do governador peemedebista, Confúcio Moura.


PROMESSAS DE NOVO

Bem a seu estilo, o alcaide de triste figura veio com outra promessa para adoçar o povo que já não o agüenta mais: “150 km de asfalto novo na cidade”. Isso com recursos do PAC II, disse o alcaide. Ora, se nem o PAC I chegou a termos em Porto Velho, imagine quando essa nova cascata vai virar realidade.

Nunca se deve esquecer que esse prefeito é o mesmo que não conseguiu acabar até hoje o processo de retificação do igarapé que passa nos fundos da rodoviária, obra iniciada em seu primeiro mandato. Esse é o prefeito que nunca terminou o projeto de duplicação da avenida Vieira Caulla, mesmo com todas as manifestações do Ministério Público e do judiciário em virtude do superfaturamento de obras e do pagamento a uma empreiteira suspeita por obras nunca realizada.


VIAJANDO NA MAIONESE

A aparição do prefeito num desses programas sem audiência na TV local foi um repeteco de seu canhestro exercício de populismo e demagogia. Dessa vez a viagem do alcaide na maionese chegou ao cúmulo de propor que os lagos formados com o barramento do rio Madeira sirvam para a implantação de um pólo pesqueiro, blá, blá, blá. Ora, certamente essa idéia está longe da originalidade. Pouco importa as propostas desse alcaide que, graças a Deus, estará longe da vida pública quando as tais hidrelétricas estiverem prontas.

No release da prefeitura, os escribas do alcaide não escondem a felicidade diante do reconhecimento do “apresentador” da tortura.., digo tertúlia televisiva com os avanços (??) da Saúde. Ora, o tal apresentador é reconhecidamente um mestre no puxasaquismo desde os tempos que considerava Mário Calixto (então dono de uma TV) o maior líder empresarial de Rondônia.


NO MESMO LUGAR

Definitivamente os ambulantes espalhados pelas ruas mais importantes de Porto Velho, com maior concentração no centro da cidade não dão a mínima para as decisões do prefeito da capital. Afinal, quem não se lembra da promessa do prefeito que a solução definitiva para a retirada dos camelôs das calçadas e praças da cidade seria consumada com a inauguração do tal shopping popular, um eufemismo usado para rebatizar o antigo camelódromo construído ainda na gestão do saudoso Chiquilito Erse, como se fosse uma obra dessa interminável gestão.

O início e o tempo de duração da mudança dos ambulantes para o novo local foi anunciado. Mas não resolveu nada. Camelôs e comerciantes de pirataria estão no mesmo lugar, dominando o mesmo espaço público, desafiando o prefeito como se tivessem o objetivo de rir da autoridade fraca e sem interesse de fazer cumprir a lei.

E também tem as banquinhas (verdadeiras lanchonetes) vendendo sucos, banana chips, sanduíches e até cachaça instalada sobre as calçadas, impedindo o trânsito de pedestres ou então ocupando espaços e reduzindo as áreas de estacionamentos de veículos.

É claro que esse tipo de comércio que se espalha pelas calçadas é nocivo à coletividade. Mas em Porto Velho a autoridade está tão desprestigiada que não consegue remove-los. Ali na Jorge Teixeira com a Sete de Setembro esse comércio funciona por mais de uma dezena de anos como uma espécie de frutaria. E não é que após todos esses anos afrontando a lei os “donos” daquele pedaço ainda esperam uma indenização ou uma compensação do poder público. E como o nosso prefeito é chegado em desconhecer certas leis, acabará “dando” alguma coisa pública para os “donos da frutaria” que nem sequer vende mais barato que supermercados.


DEPUTADOS APELAM A GENERAL

Os deputados estaduais de Rondônia, Valter Araújo (Presidente da Assembléia) e Luizinho Goebel, aproveitaram a viagem a Brasília para conversar com o comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, de quem cobraram medidas efetivas no sentido de ampliar a presença do Exército na fronteira de Rondônia com a Bolívia. “É preciso aumentar o contingente, criar bases ao longo da fronteira com a Bolívia e equipá-las para combatermos o tráfico de drogas, só assim teremos alguma chance contra o aumento da criminalidade em Rondônia”, explicou Valter Araújo ao general Enzo.

Ora, todos nós sabemos que as forças armadas do Brasil vivem seu pior momento, uma quebradeira generalizada. Vai ser muito difícil para o general assumir qualquer compromisso no sentido de atender o pleito dos deputados rondonienses, pelo menos até o Exército recuperar o prestígio junto ao governo do PT para pagar sua dívidas comezinhas (como consumo de luz elétrica) e custear o aumento de seu contingente.

Do jeito que está, com general ganhando menos que coronel da PM rondoniense, vai ser muito difícil ver a construção de novos quartéis no estado rondoniense.


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