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Porto Velho,  sáb,   19/outubro/2019     
COLUNISTA: Gessi Taborda

Em Linhas Gerais: Batista voa solto

29/3/2011 03:40:29
taborda@enter-net.com.br
 
  
COM A MARÉ A FAVOR

É fácil compreender porque a maioria do povo perdeu a fé nos políticos. Boa parte das pessoas vê a política como uma ponte para o enriquecimento pessoal. Eu particularmente tenho procurado acreditar que a política é uma atividade que visa o bem comum.

Fico deprimido diante dos “colarinhos brancos” escapando da cadeia pelas frestas - desvendadas por advogados caros - da lei. A frivolidade das leis também favorece os assassinos sanguinários que escapam de punições, principalmente quando esses homicidas estão unidos aos políticos nos mais vistosos escândalos da alta corrupção.

Para quem insiste em acreditar em instituições republicanas, a impunidade de “empresários” envolvidos em esquemas de corrupção é intolerável. Só para exemplificar: É desanimador assistir o deboche de Sidney Gonçalves Nogueira (denunciado por participar da quadrilha que desviou 70 milhões da Assembléia) rir da sociedade. Ele, que na verdade se chamada Caleb, matou uma pessoa no Amazonas e nunca foi punido por isso.

Esse episódio me veio à cabeça quando vi a luxuosa (e caríssima) caminhonete Ford Ranger do atual sub-secretário de estado da Saúde, o José Batista. Recordei-me de tê-lo visto num supermercado de Porto Velho alquebrado, em virtude de um acidente automobilístico, com vontade de desistir, “porque a coisa tava braba”.

Era o Batista humilde, protegido de Amizael Silva, que lhe deu na Assembléia o cargo de chefe dos serviços gerais.

Hoje, tão pouco tempo depois, lá está o Batista rico e feliz, ocupando um cargo de sub-secretário da Saúde (logo ele, que não entende bulhufas do assunto), dado por um governador que é médico. E a categoria dos profissionais de medicina aceita esse “corpo estranho” sem a gritaria do passado.

É claro que Batista vai continuar enriquecendo-se no jogo da máquina pública sem, é claro, ser alcançado por Lei como a 8.429, de 2 de junho de 1992, mesmo após a denúncia do esquema de intermediação de empréstimos consignados para servidores por parte de uma tal de Multi-Margem, empresa supostamente chefiada por sua mulher. Isso porque o Batista está aonde está por executar ações odiosas como a demissão de mais de 10 mil servidores públicos rondonienses, quando chegou pela primeira vez ao cargo de Secretário de Estado, no lamentável governo de José Bianco.

A denuncia sobre este esquema é muito séria. Precisa ser esmiuçada pelos órgãos responsáveis por zelar pela ética dos governos. A lei citada diz, textualmente, em seu Art. 9º que constitui ato de improbidade administrativa importando enriquecimento ilícito auferir qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do exercício de cargo, mandato, função, emprego ou atividade nas entidades da administração direta, indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios, de Território.

O que supostamente está acontecendo é o Batista utilizando seu cargo de confiança para sustentar uma atividade que funcionando como uma azeitada caixa registradora para consolidar sua meteórica transformação de ex-barnabé da Assembléia Legislativa num invejável novo milionário do estado.

Não dá para acreditar que o governador Confúcio Moura aceitará passivamente esse tipo de conduta entre os servidores de primeiro escalão de sua gestão que só está começando.

José Batista supostamente está não apenas transgredindo uma norma, mas violando um princípio e se insurgindo contra os valores fundamentais que Confúcio Moura sempre garantiu adotar em sua vida pública. Por tudo isso, espera-se que o governador e as demais autoridades interessadas em combater a corrosão moral da estrutura do estado ponha um ponto final nessa maré que permite a consecução desses negócios da China.



É DIFÍCIL ACREDITAR

E ainda tem gente achando mesmo que o Brasil vai chegar ao chamado primeiro mundo, apesar de suas instituições desacreditadas, apesar das bizarrices entranhadas na vida pública nacional. Atente para essa realidade: Dilma herdou 37 Ministérios de seu antecessor. É demais: os EUA, com economia muito maior, tem 15. Não há como decidir, com tantos penduricalhos (não dá nem para reunir o Ministério). Mas Dilma achou pouco: já criou mais uma Secretaria Especial de Aviação Civil, para fazer o que o Ministério dos Transportes, a Infraero e a ANAC não fazem, promete um ministro especial da Irrigação, para fazer o que o Ministério da Agricultura não faz, promete um ministro das Pequenas e Médias Empresas, para fazer o que Ministério da Indústria e Comércio não faz. É preciso criar tetas para alimentar os aliados. Por aqui não acontece algo semelhante?



NÃO É PIADA

Não faz muito tempo descobri que o Brasil estava importando cocos do Havaí. E agora tem mais um exemplo da eficiência desse governo. Tanto se falou do combustível renovável, dos carros flex, da liderança brasileira na tecnologia do álcool, da eficiência da cana em comparação com o milho americano, e agora o Brasil está importando álcool anidro (de milho) dos EUA.



MISERÊ

Houve uma época em que os recrutas do Exército boliviano não tinham coturnos. Era uma pobreza só. E agora o miserê está rondando as Forças Armadas do Brasil. Elas padeciam de falta de dinheiro nos oito anos de Lula, só que agora a situação está mais difícil. Nos primeiros três meses do ano, Exercito, Marinha e Aeronáutica conseguiram ver liberados apenas 1,8% do orçamento, destinado ao custeio da tropa. Em anos anteriores, não havia dinheiro para farda, bóia e nem munição de treinamento. Agora, muitas unidades das três Armas estão sem dinheiro para pagar contas de luz, água, telefone e faturas de fornecedores. Numa situação dessas dá para acreditar na estória dos novos caças para a FAB.



BANCADA

Assim como o Congresso, também a Assembléia Legislativa do Estado de Rondônia ficará mais eclética: com a decisão do STF brevemente teremos a bancada dos não “ficha-limpas”.



NACIONAL

Enquanto políticos desonestes estão livres para voltar ao cenário político, alguns vereadores da Câmara Municipal continuam interessados em defender a vontade popular. Esse é o caso do vereador Cláudio da Padaria que pretende levar ao Bairro Nacional uma sessão especial da Câmara, para discutir o quadro de abandono em que vive o bairro onde estão localizadas as principais distribuidoras de combustíveis do estado.



SEM FALAR NADA
Até o momento o reitor da Universidade Federal de Rondônia, a UNIR, permanece fechado em copas sobre as reivindicações dos acadêmicos e docentes que estão com suas atividades paralisadas, na esperança de obter algum tipo de compromisso na questão do abandono das instalações, das obras paradas e até da limpeza do campus ao lado da BR-364, em Porto Velho. Os problemas da Unir deveria motivar maior interesse da própria população que, é claro, depende dessa instituição pública para a formação de nossa juventude.


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