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Porto Velho,  dom,   13/outubro/2019     
COLUNISTA: Gessi Taborda

Coluna Em Linhas Gerais

1/4/2005
taborda@enter-net.com.br
 
  
AMIR: UM SEVERINO COM CANUDO

Transcrevo, pela sua importância para os leitores de Rondônia, o que escreveu nesta semana o jornalista Sebastião Nery sobre a queda de Amir Lando: “Hoje, em Brasília, há dois potes até aqui de mágoas: os senadores Amir Lando e Roseana Sarney. Sentem-se usados, abusados e jogados fora pelo PT, desde o "impeachment" de Collor, em 92. Roseana era a jovem e linda deputada do Maranhão, filha predileta do ex-presidente Sarney. Amir, um jovem advogado gaúcho, fiscal do Incra, que chegou a Rondônia e logo trocou de lado na estrada, deixou de ser funcionário para ser fazendeiro.

E se elegeu senador. Quando a CPI de PC Farias começou, o alto clero do Senado e da Câmara não sabia aonde ia dar e tirou o corpo fora. Entregou a presidência e a relatoria a dois novatos e bisonhos do baixo-clero: Benito Gama (PFL), deputado da Bahia, e Amir Lando (PMDB), senador de Rondônia. Amir deslumbrou-se com os holofotes e mandou ver. Virou "o muso do impeachment". Falava o que devia e não devia. Um Severino com canudo.

Quando Collor foi derrubado no "impeachment" do Senado e absolvido pelo Supremo Tribunal por 5 a 2, um grupo de estudantes de Direito da Universidade Católica de Minas foi a Brasília conversar com ele no gabinete:

— Senador, por que o Supremo absolveu Collor, se o Senado condenou?

Recostado na poltrona, o rosto avermelhado, Amir deu uma risada:

— Ora, meus jovens, o Supremo julga pela lei, o Congresso pela política. Na verdade, nós fizemos uma quartelada parlamentar vitoriosa.

Em Rondônia, o PT também ajudou o PFL a tomar o mandato de Amir, só reconquistado em 98.

Eleito Lula, Amir se julgava, com razão, credor do governo. Lutou e ganhou a Previdência, mas logo percebeu que era uma armadilha. O PT lhe deu o ministério, mas de novo tomou os dois braços: o INSS e a Dataprev. Isolado, humilhado e demitido, viu, no dia seguinte, Dirceu (Casa Civil), Palocci (Fazenda), Bernardo (Planejamento) posando diante das TVs e jornais com o novo ministro Jucá, para ele anunciar “a salvação da Previdência”.

O “muso” deve estar preparando uma “quartelada” contra o PT.

ESTÁ NA MÍDIA


A campanha eleitoral de 2006 não está nas ruas, mas já está na mídia. Mais do que os sinais contidos nas notas e “reportagens” plantadas na mídia, a disputa pelo poder – que se dará daqui a 19 meses – tem estimulado troca no comando das grandes publicações de Rondônia. Um dos jornalões do estado, editado no interior, já está sendo dirigido por gente com interesse direto na reeleição do atual governador. Todo o trabalho do “gigante caipira” busca convencer a opinião pública de que o governo de Ivo Cassol “é o melhor que Rondônia já teve” e que por isso “precisa continuar por mais quatro anos”. Tenta atribuir os dasacertos (quando os reconhece) às intrigas da oposição e “traições” de gente que bordeja o Poder.

CAIXA RECHEADO


Pode ser coincidência, mas o jornalão que tem sua linha editorial monitorada pelo Palácio, tem recebido a mais generosa fatia (para não dizer quase toda) da publicidade oficial. Certamente vai robustecer o caixa, deixando de lado o misere de não pagar salários e contribuições sociais em dia. Afinal, sempre haverá espaço para campanhas contra a dengue e outras aleivosias que só são atacadas pra valer com a propaganda oficial. Enquanto isso, a chamada mídia independente continuará recebendo o tratamento destinado aos inimigos do rei.

PT PREOCUPADO


As cabeças pensantes do PT rondoniense – que defendem candidatura própria do partido ao governo – consideram que “o monopólio de imprensa nas mãos do baronato associado ao PSDB e ao PFL não pode ser enfrentado apenas por meio da batalha de idéias ou de operações táticas que permitam aproximações com alguns veículos importantes”; sugere que o partido e o governo adotem medidas para “o fortalecimento de iniciativas que permitam romper este monopólio com uma política estratégica de apoio à imprensa independente”. Ufa! Descobriram que a Terra é redonda. Só falta conseguirem agora incentivar órgãos e estatais do governo federal (CEF, BB, etc) a anunciar em jornais alternativos.

ARREPENDIMENTO

A maioria dos moradores do município de Candeias do Jamary estão arrependidos de terem escolhido o bronco Chico Pernambuco para prefeito da cidade. Estão convencidos de que terão pela frente – se os tropeços do personagem em questão não justificar uma cassação antecipada pela edilidade – quatro anos de tragédia. Começam a pulular as queixas e reclamações do povo contra os primeiros desacertos do longo período que se pronuncia horrível.

Moradores queixam-se que a prefeitura andou fazendo a pintura de um pequeno imóvel alugado gastando cerca de R$ 30 mil reais, quantia considerada um absurdo para o serviço que foi feito. Claro, tudo sem licitação, na base das manjadas cartas-convite.

Queixam-se também moradores do Candeias diante da constatação de que os cargos melhores remunerados, em sua maioria, foram entregues a pessoas que não moram no município.

CAINDO AOS PEDAÇOS

Uma das maiores broncas da semana, vem do setor de Educação, mais precisamente do serviço de transporte escolar. Consta que este serviço foi entregue à JL Turismo, empresa com sede em Porto Velho, de José Luiz (um dos apoiadores do perigoso prefeito), que tem uns ônibus caindo aos pedaços. Ele estaria recebendo cerca de 2,50 reais por quilômetro rodado, para transportar alunos na zona rural. São ônibus com mais uma década de uso, sem equipamentos de segurança ou qualquer conforto, caindo aos pedaços. A prefeitura – afirmaram os reclamantes – não realizou concorrência pública para contratar o serviço. Eles dizem que hoje “virou rotina os alunos serem largados na beira da estrada porque os dois ônibus utilizados para prestar o serviço estão quase sempre quebrados”.

TRUQUE DE MADAME


Empresas de ensino superior que iniciaram neste ano o curso de medicina em Porto Velho estão descobrindo que não vai ser fácil manter a previsão de faturamento inicial. No caso destes cursos da área biomédica as empresas não esperavam que boa parte dos aprovados nos vestibulares e matriculados nos cursos tratariam de pedir, logo, logo, transferência para alguma faculdade de suas regiões de origem. Os efeitos dessa manobra são quase idênticos ao dos altos índices de inadimplência. A coisa vai ficar dramática, dizem especialistas do setor, “é no momento em que os bancos quiserem resgatar os empréstimos concedidos”.

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