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Porto Velho,  dom,   29/março/2020     
COLUNISTA: Gessi Taborda

Em Linhas Gerais

13/4/2004
taborda@enter-net.com.br
 
  
DIAMANTES

Estou preocupado. A tibieza do governo federal causa prejuízos à imagem de Rondônia. A ineficiência da Funai e dos órgãos de segurança para tratar a questão indígena e a exploração do nosso rico subsolo foi alimento e combustível para fazer da Reserva Indígena do Roosevelt, em Espigão, palco de chacinas que revoltam o mundo civilizado. Ora, é claro que a maior parte dos garimpeiros sabem das proibições de entrarem na área. Sabem que não podem negociar diretamente com os índios. Muitos lá estão não só pelos diamantes. O desemprego que grassa, a reforma agrária que não sai, as humilhações que sofrem de um sistema de saúde falido, a falta de alternativas empurram-nos para estes campos minados, onde a vida praticamente não vale nada. Diacho! É claro que não estou achando certo índios fuzilarem esses homens rudes e desesperançados. Mas também não posso concordar com garimpeiros dispostos a dizimar os nossos irmãos da floresta. Quer queiram ou não, os invasores são os garimpeiros. E só estão lá porque certamente a Funai falhou em garantir a integridade da reserva.

Enquanto a mídia em todo mundo estampa a foto de um índio assustado diante da ameaça de linchamento em praça pública, a inanição do governo federal preocupa. Uma situação dessas, e o Lula visita a região (mais precisamente o Acre) para entregar uma obrinha, uma coisa de prefeito e nem de governador. Parece coisa de quem está em final de mandato, de presidente sem obra. E enquanto isso vidas são trucidadas numa louca aventura que faz o Brasil perder mais de bilhão com o contrabando da nossa riqueza rondoniense. Engraçado é que nem o ofício do governador Ivo Narciso serviu para acordar a petezada do governo federal!

Essas coisas acontecem aqui no nosso Estado porque a sociedade desde muito passou a eleger personalidades e não programas, fulanos e não idéias. Daí, por vivermos uma época em que governantes não têm um projeto estratégico para o Brasil e muito menos para os Estados, um projeto de governo de longo alcance as crises cada vez se agudizam mais. Os políticos, espertos, sabem que o eleitorado acha mais fácil escolher seus representantes na base da emoção, com a expectativa do paternalismo estatal. Tomara que esta tendência mude nas eleições deste ano.

TOPA ABANDONAR

A crise econômica e junto com ela a dificuldade de conseguir bons financiadores de campanha poderá acabar limitando o número de candidaturas fortes, com chances reais de chegar ao poder, na disputa pela prefeitura de Porto Velho. É quase uma contradição para um quadro onde a realização de um segundo turno é praticamente certa. Ontem circulava nos bastidores, com maior intensidade, informes sobre o pré-candidato do PMDB, o médico José Augusto, dando conta de que ele estaria mais interessado em ser vice na chapa de uma das duas candidaturas fortes: a de Everton Leoni ou a de Mauro Nazif. A idéia de coligação ainda não agrada às chamadas bases do PMDB, principalmente àqueles que estão interessados em concorrer no pleito como candidatos a vereadores. Na cúpula do partido há um posicionamento mais maleável, principalmente porque o próprio Augusto não firmou, até agora, uma posição irredutível em ser cabeça de chapa.

CONVERGÊNCIA

Apesar de ter sinalizado seu desejo de conseguir a indicação do PDT como candidato a prefeito da Capital, o deputado Edison Gazzoni demonstra ser plenamente favorável à convergência defendida pelo prefeito Carlos Camurça em favor da aliança com o pré-candidato do PSB, seu antigo adversário Mauro Nazif. A pretensão de Gazzoni, como apostam a maioria dos personagens que contam na montagem do tabuleiro, não se sustenta até junho. Trocando em miúdos: o deputado não vê nenhum problema em desistir, mesmo se Leonel Brizola vier a Porto Velho avalizar seu sonho de disputa, desde que o prefeito Camurça diga a Mauro para aceitar Edison Gazzoni como vice.

PONTA DE FACA

O PFL da Capital não definirá nada antes de ter em mãos resultados de pesquisas próprias. Na verdade o PFL não acredita que nenhum partido, salvo o PSB, definiu ainda o que fazer em termos de coligações. É por isso que o presidente regional da sigla sempre afirma que o partido está aberto a conversações, “acreditando na possibilidade de um grande Frentão”. Carlão de Oliveira não pretende abrir mão de sua influência, de seu peso político, na formatação do que deverá valer para Julho, quando os partidos terão de registrar seus candidatos. Demonstra, de imediato, seu desejo de não bater cabeça em ponta de faca. Se dentro do grupo político que lidera na Capital outros nomes com maiores chances de disputa do que seu próprio irmão, o professor Moisés, demonstrar real interesse em ir para a guerra, o deputado poderá até estimular uma coligação e a desistência do mano em concorrer.

COORDENAÇÃO

Dois pré-candidatos a prefeito, um de Porto Velho e outro de Candeias, convidaram o colunista para coordenar suas respectivas campanhas. Agradeço a deferência, mas por enquanto a resposta é não. Problemas de ordem pessoal (o desejo de implementar o jornal Imprensa Popular como semanário) me impede de, neste momento, dizer sim aos amigos.

NOVO PARTIDO

Heloisa Helena, senadora, Luciana Genro, deputada, e o também deputado federal Babá, todos ex-radicais do PT que integram o Movimento de Esquerda Socialista e Democrática que pretende ser transformado em partido, com fundação em junho, pretendem visitar Porto Velho no próximo mês. Eles querem falar para aqueles em busca de uma alternativa partidária nova. O novo partido ainda não tem nome, o que deverá ser definido até o dia 5 de junho, quando 101 filiados assinarão a ata de fundação, em Brasília. Até agora já foram realizadas plenárias em Goiânia, São Paulo, Belém, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Fortaleza. Para legalizar a nova sigla são necessárias quinhentas mil assinaturas respaldando o pedido junto à Justiça Eleitoral. A data da visita das estrelas do novo partido a Porto Velho será definida nos próximos dias.

NOVO ENCONTRO

O presidente do Poder Legislativo, deputado Carlão de Oliveira, teve ontem um novo encontro com jornalistas e formadores de opinião, em café que patrocinou para a categoria no Rondon Pálace. Como sempre não faltaram os tradicionais penetras e puxa-sacos. Na oportunidade Marcos Grutzmacher, presidente do Sindicato dos Jornalistas, deu explicações sobre como funcionará o curso universitário destinado aos jornalistas provisionados que atuam no Estado. O curso se tornará possível em virtude do patrocínio da Assembléia, através de sua Escola do Legislativo, em parceria com uma instituição de ensino superior da Capital.

SUPER-NANICOS

Ainda não é fato consumado a desistência de Cláudia Carvalho, viúva do deputado Sérgio, na disputa pela prefeitura de Porto Velho. O PcdoB acredita que sua presença nesse jogo pelo Poder poderá ajuda-lo a eleger o primeiro vereador da Capital. Na verdade os partidos nanicos dificilmente desistirão de confirmar seus pré-candidatos, muito menos os extremamente nanicos, como o Partido Verde, o dos Aposentados e o Prona. Possivelmente a relação oficial de candidatos a prefeito de nossa Capital ultrapassará a meia-dúzia de nomes. Todo mundo de olho em 2006.

TRABALHO INTENSO

Rodolfo Claros, Amado Rahal, Célio Alberto, Edson Silveira, Seixas e Jaime Ledo começam a trabalhar intensamente suas prováveis candidaturas a vereador nos bairros de Porto Velho. Outro que não para é Alexandre Brito, esse inclusive com out-doors espalhados desejando “boa saúde” à população portovelhense.

ELITIZAÇÃO

Silvio Gualberto, presidente da Câmara Municipal de Porto Velho, nome tido como um daqueles com reeleição garantida sem maiores dificuldades, acha que a redução do número de vereadores na Capital (terá apenas 16 na próxima legislatura) vai elitizar a representação do poder legislativo municipal, “porque praticamente exclui os pequenos partidos do processo da escolha popular”.

OAB

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em parceria com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), lançou segunda-feira a Campanha Nacional de Combate à Corrupção Eleitoral de 2004. A OAB se comprometeu a encaminhar ao Ministério Público denúncias que receber sobre compra de votos nos estados. A CNBB pretende auxiliar conscientizando os eleitores sobre a importância do voto, através das dioceses e paróquias nos municípios. “Vamos fiscalizar e denunciar desvios e a utilização de verba pública em campanhas eleitorais, fazendo um combate sem trégua a essa prática perniciosa que ainda persiste no Brasil", afirmou o presidente em exercício da OAB, Aristoteles Atheniense. Em Rondônia o presidente da OAB, Orestes Muniz, deverá reunir a imprensa para explicar como será a atuação da entidade em todo o Estado dentro dessa Campanha.

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