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Porto Velho,  dom,   13/outubro/2019     
COLUNISTA: Gessi Taborda

Em Linhas Gerais

25/3/2004
taborda@enter-net.com.br
 
  
VALE A PENA VER

A empresa exibidora não costuma divulgar sua programação. Mas o filme “A Paixão de Cristo”, de Mel Gibson, está sendo exibido no circuito cinematográfico de Porto Velho. O filme está gerando polêmica em todo o mundo por ser uma peça singular e impressionante. O filme de Gibson é uma reconstituição das últimas 12 horas de Cristo extremamente realista, brutal e, por isso mesmo, bem feita. O perfeccionismo do diretor (que demonstra sincera vontade de fazer as pessoas levarem alguma coisa para casa, além de pura diversão) criou um filme que nos obriga, necessariamente, a refletir sobre nós mesmos.

Com esse filme está clara a importância do cinema como poderosíssimo instrumento pedagógico. Que o digam Fernando Meirelles ou Walter Salles Júnior, os cineastas brasileiros que produziram os excelentes “Cidade de Deus” e “Central do Brasil” para nos lembrar de como a nossa vida é, quase sempre, medíocre e mesquinha.

Esses filmes, produzindo esse choque de realidade que muitas vezes deixamos de perceber, nos lembra que devemos cultivar a humildade, nos tornando mais solidários e responsáveis perante os outros.

Coloque no armário as críticas sobre o suposto ortodoxismo católico anti-semita. Deixe de lado idéias pré-concebidas e vá assistir ao filme. Está passando no “Veneza”, uma boa sala de exibição.

A retratação do açoite de Cristo e da sua crucificação é, provavelmente, o conjunto de cenas mais violentas, cruéis, sanguinárias e angustiantes que o cinema já produziu. Agora, o mais grave: uma reconstituição muito próxima do que realmente aconteceu, já que o perfeccionista Gibson mobilizou uma competente equipe de pesquisadores para investigar o que de fato ocorria com os condenados à morte naquelas circunstâncias.

Acho difícil que alguém vá ver este filme, sem preconceitos, e não se sinta muito mal por saber - ainda que pelas mãos de um ator-diretor de cinema - o que a estupidez, a brutalidade e a mediocridade dos homens foi capaz de fazer com Cristo.

Certamente, leitor, quando você sair do cinema vai ser dar conta de que em nome de absurdas crenças, em nome de políticas centradas na dominação, etc; repetimos essa dose de maldade contra milhões de pessoas, massacradas pelo poderio bélico ou econômico de povos que tentam nos passar justificativas morais para suas perversidades. Como normalmente somos insensíveis para estas tragédias (ninguém, por exemplo, se indigna mais por massacres como os ocorrido no Urso Branco), só por nos fazer refletir sobre estas coisas e nos mostrar, sem retoques, a verdade sobre a nossa medíocre condição humana, o filme já seria uma importante contribuição ao cinema.

Um filme como esse mostra a importância da cultura como objeto de consumo. Mas ela não deveria ser consumida só por hedonismo ou deleite. Deveria servir, também, para levar adiante o que aprendem, dando uma pequena contribuição para tornar este mundo mais habitável para todos nós. Quem sabe se ao assistir esse filme você não se disponha a se tornar mais solidário, mais participativo, mais interessado em atuar na melhoria do ser humano.

Sair do cinema, após assistir a este extraordinário filme só penalizado, mas sem mudar nosso comportamento em relação aos outros, é mera catarse cínica e demagógica. Nada à altura do ser humano excepcional que inspirou o filme. Precisamos de mais solidariedade no planeta. E precisamos logo.

APOIO TOTAL

Neodi Francisco, 1° suplente de deputado em exercício do mandato, ocupando a vaga do deputado Paulo Moraes (que responde pela Secretaria da Defesa e da Cidadania), deixou a liderança do governo na Assembléia. Mas, claro, não mudou de posição. Garantiu que continua dando total apoio à administração de Ivo Narciso, com quem concorda, como fez questão de acentuar, em 100 por cento. Certamente nunca leu Nelson Rodrigues, aquele que afirmava que “toda unanimidade é burra”.

PLENÁRIO VAZIO

Um novo costume dos deputados da Assembléia Legislativa acaba criando uma percepção ilusória em quem costuma ir assistir as sessões ordinárias da Casa. O plenário fica maior parte do tempo vazio, mesmo quando o quorum é alto. Acontece que os deputados estão preferindo ficar fora da visão do público, reunidos numa sala estrategicamente construída atrás da tribuna e da mesa diretora da sessão. Quando aparecem, formam um burburinho no hall da mesa da presidência ou disputam uma das cadeiras que ladeiam a da do dirigente da sessão. E o plenário, chique e com todo o conforto, fica praticamente jogado às traças.

JUNTOS

O prefeito Lindomar Garçom, de Candeias do Jamary, chega hoje de Brasília, onde foi batalhar mais uma vez por recursos para investimentos na cidade. Com ele chega também o presidente da Câmara Municipal, vereador Pedro Beber. Os dois, segundo se comenta, viajaram juntos à capital do Brasil para adiantar conversações em torno da possível união de seus partidos na disputa sucessória de outubro. Pedro é o pré-candidato do PMDB e Garçom tem seu tio, Dinho, como o pré-candidato de seu partido. Os dois líderes políticos sabem que se caminharem unidos não tem para nenhum outro concorrente.

ITINERANTE

A Câmara Municipal de Itapoã do Oeste realizará nos próximos dias sua primeira sessão itinerante, atendendo sugestões de munícipes que moram na zona rural. Vereadores estão empolgados com a iniciativa, esperando que ela ganhe repercussão na imprensa da capital. É o exemplo da Assembléia Legislativa, que no ano passado realizou três sessões itinerantes por iniciativa de seu presidente, Carlão de Oliveira, consideradas altamente positivas para a instituição.

FELICIDADE

O ar de felicidade estampado no rosto de Oscar Andrade, pré-candidato a prefeito do PL de Porto Velho, ao sair de encontro sigiloso mantido com o presidente da Assembléia Legislativa e também do PFL, revelava o fechamento de um acordo entre os dois políticos, com vistas à disputa pela prefeitura da capital. Fontes com acesso ao ex-parlamentar davam conta de que PFL e PL podem marchar juntos, com Oscar tendo como vice o ex-senador Moreira Mendes. Ao deixar o caminho livre para essa composição Carlão de Oliveira sinalizou que não tem maior interesse na disputa pelo poder municipal de Porto Velho.

MENOS VEREADORES

O número de vereadores que comporão a próxima legislatura na Câmara Municipal de Porto Velho será reduzido em seis cadeiras. Significa que neste ano serão eleitos apenas 15 vereadores e não mais 21. A fixação desse novo número nasce de decisão do Supremo Tribunal Federal em julgamento de Recurso Extraordinário interposto pelo Ministério Público de São Paulo, contra artigo da Lei Orgânica do Município de Mira Estrela. A decisão, por enquanto, atinge apenas aquele município paulista, mas servirá para todos os municípios após a decisão ser submetida ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a quem cabe regular a matéria para as próximas eleições. Segundo analistas do setor, o TSE deverá acompanhar a interpretação do STF. Nas Câmaras Municipais compostas de 9 vereadores não haverá modificação, pois este é o número mínimo para a composição dos legislativos municipais.

SEM INTERFERÊNCIA

O deputado Nilton Capixaba vem reafirmando que não vai rifar nenhuma candidatura a prefeito de seu partido, porque não pretende sujar sua imagem política, como “um líder que vende seus camaradas”. Nilton vem sendo açodado por lideranças de outros partidos a “melar” certas candidaturas para integrar-se em algumas alianças em costura no estado. Acontece que o deputado Nilton Capixaba tem como projeto político pessoal tornar-se senador em 2006. Se entrar nessa do negocismo partidário poderá perder apoios importantes. No momento Capixaba acredita que seu partido, o PTB, tem chances reais de eleger prefeitos em Vilhena, Rolim, Cacoal, Ariquemes, Porto Velho, Cerejeiras, Espigão e Colorado. Isso daria musculatura ao partido para consolida-lo como uma liderança estadual capaz de torna-lo um sério candidato ao Senado onde, em 2006, estará será disputada apenas uma cadeira.

É DO COLCHÃO

Mais um mistério começa a ser desvendado: a compra de capas de colchões naquela sistemática própria dos “negócios da China”. O assunto deverá tirar o sono de alguns figurões que continuam acreditando na impunidade.


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