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Data: 20/5/2011

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Porto Velho,  qua,   17/julho/2019     
COLUNISTA: Gessi Taborda

Em Linhas Gerais

23/3/2004
taborda@enter-net.com.br
 
  
LEVANTANDO A BOLA

Para combater a mais recente temporada de críticas, o governo deve iniciar no próximo mês seu calendário de publicidade institucional. Isso é o que afirma uma fonte muito próxima de Ivo Narciso. Segundo tal fonte, o responsável pela criação e veiculação das peças publicitárias, o marqueteiro Jarí, já está com a programação praticamente definida para veicular em rádio, televisão, jornal e outras mídias. No segmento da mídia impressa espera-se que essa publicidade seja distribuída sem levar em conta critérios de manipulação política, já que o dinheiro público “não deve servir para premiar veículos alinhados com os interesses político-eleitoral do governo”, discriminando aqueles veículos com mais independência editorial em relação ao poder. Se a distribuição dessa verba acontecer apenas para veículos explicitamente ligados aos interesses do chefe de plantão, certamente os excluídos baterão à porta da Justiça.

SUPREMACIA DOS MEDÍOCRES

Toda política, ensinou Rousseau, não passa de rivalidade de minorias organizadas. Estas minorias montam o espetáculo para os eleitores (a maioria) aplaudir ou debochar, como fazem os assistentes de uma sessão de telecatch com os atletas vitoriosos e os vencidos. Ou seja, o eleitor pouco contribui para o desfecho da luta. No entanto, as eleições contribuem para despertar a consciência de todo o povo. Mesmo assim, são poucos, raros, os eleitores que percebem quais são os verdadeiros interesses em jogo na disputa pelo poder. Os políticos sensatos quase nunca são ouvidos. E ai é perfeitamente possível elegermos pessoas sem nenhuma originalidade do gênio, sem a menor faísca de talento, sem o menor vislumbre de estadismo.

A supremacia dos medíocres fez de Rondônia esse estado tão vilipendiado pela mídia nacional, tão menosprezado nos centros culturais importantes do Brasil. A eleição de vereadores medíocres contribui para que o executivo invada o legislativo, fazendo colocando os edis numa posição subalterna, anulando a essência do chamado “governo representativo”.

As forças da reforma política em nosso estado têm sido derrotadas praticamente em todos os pleitos. Mesmo os aquinhoados com a vitória parcial acaba assimilando, quando no poder, os métodos dos que agem como “donos do poder”. E doloroso admitir, mas basta ver como estão setores importantes da cidadania, como a cultura, a saúde, a educação, o abastecimento, a moradia, etc, para constatar-se que a mediocridade tem sido, sempre, a vencedora. Os nossos políticos, fora as honrosas exceções, foge aos conclaves da competência, do estadismo, com o diabo foge da cruz.

E ai vamos nós, sem teatro, sem educação que forme cidadãos, sem segurança, sem transporte coletivo decente, sem saneamento básico, sem urbanismo adequado, sem rede hospitalar capaz, sem coisas capazes de nos orgulhar perante o resto do país. Somos governados por tontos, por hipócritas, todos democraticamente escolhidos.

Uma classe política acostumada a mentir, protegendo membros da classe dirigente e mentindo aos dirigidos. Uma classe política que não faz nada para evitar que Rondônia persista no caminho do desastre e da vilania.

Muito pouco pode fazer o povo para modificar essa realidade. Até porque essa transformação não acontecerá sem educação para todos e como educação é um produto cada vez mais caro, mais inacessível à grande massa, então não resta outra esperança se não o voto. É, convenhamos, uma esperança muito tênue.

PROJETO PRÓPRIO

O prefeito de Porto Velho, Carlos Camurça, não vai fechar acordo político com o time do governador Ivo Narciso, como se alardeou por ai. Presidente regional do PDT, Camurça não passou seis anos à frente da prefeitura da capital rondoniense para ir, agora, à reboque de um grupo que não se insere em seu projeto político próprio, para quando 2006 chegar. Ele sabe como ninguém que é mais vantagem ficar dos “frentões” construídos sem nenhuma base idealista, sem deter nenhuma grande bandeira popular.

Sem ele, os tais “frentões” perdem a musculatura e a importância na hora de arrumar o tabuleiro do jogo sucessório. E isso apenas reforça a figura do prefeito de Porto Velho como uma liderança incontestável no cenário político estadual. No caso do “frentão chapa-branca”, Camurça não tem nenhum estímulo para aderir: o município não recebeu quase nada de repasses vindos da “cassolândia”. A tendência natural de Camurça – em favor de seu projeto político de médio prazo – é dar uma força ao atual presidente do PSB, pois naquela seara não há riscos iminentes para complicar as aspirações futuras do nosso “mayor”.

DIFÍCIL

O pretenso candidato do PL a prefeitura de Porto Velho, Oscar Andrade, ainda não conseguiu manter o ansioso dedo de prosa com a cúpula do PT local. Ele quer porque quer marchar unido com a petezada em outubro, nos mesmos moldes da tentativa de JB, nas eleições passadas, quando tentou enganar o eleitorado aliando seu nome à propaganda de Lula. O problema é que o PT nem quer ouvir falar disso.

IPERON

Há uma grande movimentação nos bastidores palacianos em torno da definição do próximo presidente do Iperon, cargo que vinha sendo ocupado até agora por Odacir Soares. O nome de José Antunes entrou rol das especulações a partir do momento em que se descartou a nomeação de Reditário Cassol, o pai do governador, para o cargo.

COMPLICADO

Do ponto de vista eleitoral, a situação em Cacoal complicou-se de vez. Gente de lá me contou que na prefeitura, após o pré-lançamento de Divino Cardoso, o desespero bateu pra valer. Se for derrotada dona Suely deixa de ser uma alternativa para o governo em 2006. A confirmação de que dona Sandra vai entrar na disputa (se alguém não levantar problemas de ordem legal) não ajuda em nada.

DESAGRADOU

Desse jeito Amir Lando vai acabar ficando sem mandato após 2006. Por todos os lados por onde andei só vi gente torcendo o nariz diante de sua proposta de aumentar impostos. Amir recuou. E daí? A má impressão não foi desfeita. Agora imaginar que o nosso senador, agora Ministro da Previdência Social de Lula, anunciou a idéia sem consultar o chefão, é puro infantilismo.

ELA MANDA

A senadora Fátima Cleide manda mesmo. Em Brasília, a conversa que se ouve é que no governo Lula nada se decide sobre Rondônia sem que dona Fátima seja chamada a opinar. E a senadora canaliza esse prestígio para um objetivo de médio prazo, ou seja, para 2006.

GOSTARIA

Se algum deputado mais afoito propor a criação de uma CPI para investigar certos negócios da china que se realizam em Rondônia não encontrarão, podem apostar, nenhuma barreira no deputado Carlão de Oliveira, presidente da Assembléia. Ele só não estimula a criação de uma nova CPI pelas limitações que a postura de presidente lhe impõe.

DIALOGO

Dois vereadores num papo-cabeça após uma das sessões relâmpago, da Câmara Municipal de Porto Velho: - Colega, qual o pior defeito: a ignorância ou a indiferença? E o colega retrucou: - Não sei, nem me interessa!

NO CAMINHO

Renato Lima começou a falar de política no ano passado. Era apenas um engenheiro bem sucedido na vida, com vontade de entrar na política. Ninguém, claro, acreditava que Renato tinha qualquer possibilidade de se dar bem na vida pública. Ele começou a contar para a população detalhes da visão que tinha para uma cidade ser bem administrada. E nos seus encontros começou a destacar a importância da consulta à população sobre suas necessidades, como uma característica que deveria ser permanente em qualquer administração municipal. E de repente, com o seu programa de Colaboração Popular começou a ganhar visibilidade, saindo do zero para uma posição de dois dígitos, em menos de um ano falando sobre política.

Foi com base nessas conversas com a comunidade que Renato começou a dar ênfase a idéias como cooperativas, guarda municipal, frentes de trabalho, etc, mostrando-se capaz de conduzir um projeto de governo para reduzir o desemprego e gerar renda. Hoje não é apenas o pré-candidato do PTB que fala sobre guarda-municipal, cooperativa de artesanato e industrialização de fundo-de-quintal. Já tem um monte de concorrente querendo pegar a mesma bandeira. Deve ser porque o Renato está no caminho certo.

OTIMISTA

O PMDB de Porto Velho está otimista com seu desempenho no pleito de outubro. O médico José Augusto, considerado o melhor candidato do partido, não sofre mais resistências dos grupos que preferiam Nelson Marques ou José Guedes levantando a bandeira do partido. Descobriram que o principal ingrediente de uma campanha ainda é o chamado vil metal. Nelson e Guedes, principalmente o ex-prefeito, estão na chamada pindaíba, quando comparados ao médico.


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