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Porto Velho,  dom,   29/março/2020     
COLUNISTA: Gessi Taborda

Em Linhas Gerais

6/3/2004
taborda@enter-net.com.br
 
  
VIDA CARA

Sou obrigado a comprar mensalmente remédios para o controle do diabetes e do ácido úrico. Sei, por isso, como é intolerável ficar à mercê dos cartéis que leva o preço desses produtos às alturas. Duro é ver a ausência do governo que não faz nada, não interfere quando os preços de produtos essenciais, como alimentação, educação e medicamentos sobem, e daí por diante. Na verdade o governo faz sim: ele torna a vida das famílias tão cara que tenham de passar necessidades, que não são supridas pelo Estado guloso, nem por ele compensadas. Quando será que os governantes entenderão que o estado está cada vez mais esmagador das esperanças do povo. Estudo da Fundação Getúlio Vargas revelou que de cada R$ 100,00 do orçamento de uma família brasileira, 31,30%, ou seja, cerca de um terço, são gastos em serviços públicos ou itens com preços controlados ou administrados pelo governo. Na composição do IPC (Índice de Preços ao Consumidor), 31,3% referem-se a preços administrados ou tarifas.

A vida em Rondônia está cada vez mais cara. Um político que é empresário do setor dos transportes disse, alto e bom som, que mais da metade das pessoas que usavam o transporte coletivo hoje andam de bicicleta, porque não agüentam pagar mais a tarifa. A energia elétrica também chegou a preços proibitivos, a ponto de uma conta de uma residência comum da classe média (ainda existe?) custar mais do que uma mensalidade de escola superior. Onde vamos parar?

Segundo o economista Carlos Thadeu de Freitas Filho, do Grupo de Conjuntura da Universidade Federal do Rio de Janeiro, as tarifas públicas subiram acima da inflação média, durante os últimos anos. Este o motivo por que vem abocanhando uma parte maior dos gastos das famílias, ano após ano. Em 1999, quando o Banco Central adotou o conceito de preços administrados, o seu peso no IPCA, calculado pelo IBGE, era de 24,8%. No final de 2003 já estava em 28,8%.

Ainda ontem um empresário do setor mercadista garantia à coluna que grande parte do setor está operando no vermelho. Reflexo da queda de consumo. Hoje, qualquer chefe de família ou dona de casa parte para a substituição ou eliminação de itens de consumo. Compra o mais barato. Ou pára de comprar o que, embora não seja supérfluo, não é essencialíssimo. O que está acontecendo é que as famílias estão deixando de consumir produtos para pagar tarifas. A gente não consome, não come, para satisfazer a gulodice ou a política errônea do governo que deveria deixar mais dinheiro nas mãos dos cidadãos. Pior de tudo é não ver a classe política preocupada com esta realidade. Ninguém aponta para uma luz no fim do túnel.

JABACULÊ

Agindo na base dos comparsas, um desses “jornalistas” que mal sabe rabiscar algumas linhas chega a faturar algo próximo dos 32 mil reais na área da administração pública da terrinha, a título de assessoramento de imprensa. Imaginando que a boquinha pode acabar com as mudanças políticas que advirão do resultado eleitoral do próximo pleito, o casal está vivendo uma temporada de neura. Muito dos contratinhos que garante a mordômica vidinha do casal pode ir para o beleléu, complicando o futuro de quem está tão acostumado a nadar de braçada, a ponto de acreditarem-se gurus insubstituíveis. O medo do casal é plenamente justificável diante de uma possível investigação quando o dilúvio chegar.

APLAUSOS

Ivo Narciso deve estar feliz com o resultado de uma pesquisa de opinião destinada a aferir a popularidade de alguns políticos em evidência no Estado. A pesquisa colheu dados mostrando que no geral a população é condescendente com o governador e até o aplaude. No viés, a população mostra insatisfação contra o governo. A mesma maioria que “aplaude” o governador condena a administração em setores como saúde (principalmente), cultura, educação e segurança. O resultado da pesquisa (de conhecimento restrito) ressalta uma contradição comum a um povo que está acostumado ao desemprego, à falta de assistência de saúde, ausência de segurança, grana curta, falta de equipamentos culturais, etc. Mesmo sem motivos para crer em melhores perspectivas de vida, essa gente acaba se conformando, como se estivessem num beco sem saída, mas sem nada assustador. Assim, basta identificar algum bode expiatório para desabafar. O governador, expressa o povo na pesquisa, “é um dos nossos”, um habitante típico desse rincão, por sua origem e linguagem. Para essa gente o governador não tem responsabilidade direta com aquilo que ela mesma condena quando responde a pesquisas.

ESTE É O JOGO

Uma dessas figuras que costuma saber de muitas coisas rompeu cautelosamente o silêncio a que sempre se impôs, para anunciar que raios e trovões irão bagunçar a calmaria daquelas “hienas” travestidas de vestais da moralidade. O jogo de xadrez está sendo montado, dia após dia, corroendo as garantias de proteção dos integrantes da omertá do enriquecimento rápido. A vida pública aqui tem tudo a ver com teatro do absurdo em que foi transformada no resto do Brasil. A omertá que vigora em coisas como marmitex, kits escolares, carteiras de salas de aula, dedetização, jogos e loterias, passagens aéreas, nepotismos, associações de filantropia e assistência (ações eleitoreiras), limpeza pública, impressos, materiais de expedientes, etc, não é coisa da democracia. Quando menos se espera acontece o xabu e as “hienas” param de sorrir.

E A QUALIDADE?

Pelo menos duas instituições de ensino privado de nível superior de Porto Velho garantem que terão, ainda neste ano, instalados novos cursos de medicina. E tem vários jovens vibrando com isso, principalmente aqueles que tentaram entrar na Universidade Federal de Rondônia e foram barrados no vestibular. A abertura indiscriminada de escolas médicas é um mal que se alastra por todo o Brasil. Com uma freqüência jamais vista, brotam, quase que diariamente, novas peças publicitárias anunciando a criação de cursos de Medicina. O problema é que um número expressivo de faculdades não oferece condições adequadas de ensino. E o mais grave: desovam no mercado de trabalho profissionais com formação insuficiente, o que, no final da cadeia, representa potencial risco à saúde dos cidadãos.

O Brasil já conta com 121 cursos de Medicina, e um deles está aqui em Rondônia, na Unir, embora o setor de saúde pública do estado seja precaríssimo. Mesmo com pareceres contrários do Conselho Nacional de Saúde (CNS) foram abertos de 1996 a 2003, mais 37 cursos no país. Isso sem quaisquer critérios de avaliação de necessidade e de qualidade.

O debate sobre a abertura de novas escolas de Medicina é de extrema importância para a sociedade. É preciso haver critérios rigorosos para garantir a plena capacitação do formando e uma fiscalização exemplar para o cumprimento dos mesmos. A má formação e o excesso de médicos estão relacionados com o aumento de infrações éticas, salários aviltantes, honorários vis, condições de trabalhos desfavoráveis, assistência médica com competência reduzida e baixa carga de humanidade. Geram, portanto, frutos nefastos para a sociedade.

DIA DA MULHER

Porto Velho ganha na segunda-feira, Dia Internacional da Mulher, um novo e sofisticado hospital. Graças ao esforço da Ameron, empresa de maior destaque na área dos planos privados de saúde na região norte, será inaugurado neste dia 8, na avenida Carlos Gomes, 1385, no centro da capital, este hospital especializado no atendimento às mulheres, equipados com tecnologia de ultima geração. O grupo Ameron é genuinamente rondoniense. Ele completa agora 15 anos de existência. A Ameron foi criada pelo médico carioca Paulo Roberto da Silva e hoje conta, na direção, com dois filhos do fundador. A direção técnica está a cargo do cirurgião Alexandre Brito da Silva e a de organização e marketing é da responsabilidade de Renata Brito da Silva. O grupo Ameron de Saúde é hoje um dos orgulhos de Rondônia pelo seu padrão de excelência, que nada fica a dever às gigantes do setor.


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