Anuncie:  

Debate do Mês

Data: 20/5/2011

Que benefício trará para o povo a ida de deputados rondonienses para Santa Catarina?



Colunistas
Receba as matérias do site em seu e-mail

Cadastrar
Cancelar Cadastro


 

Porto Velho,  qua,   26/fevereiro/2020     
COLUNISTA: Gessi Taborda

Em Linhas Gerais - 03/03/2004

2/3/2004
taborda@enter-net.com.br
 
  
QUALIDADE
Para uma sociedade andar mais rápido na conquista do desenvolvimento dependerá da qualidade de seus líderes. Isto deve colocar em alerta os eleitores que neste ano irão às urnas escolher novos prefeitos e novos vereadores. Em termos de Porto Velho, assistimos um processo preocupante de fulanização da política. Isso facilita o surgimento de lideranças menos carismáticas, que solapam as ideologias e se aproveitam do enfraquecimento dos partidos e da desmotivação popular para entrar na trilha aberta ao poder, como se fossem autênticos salvadores da pátria. Nomes em total declínio de confiança, sem maiores realizações no aspecto da solidariedade pessoal consideram-se preparados para governar comunidades cansadas dos fracassos destes políticos de tinturas carismáticas.

Quem viu Oscar Andrade na televisão (entrevistado por Sérgio Pires) dividindo espaço com Mauro Nazif num programa da TV Candelária certamente constatou que ali está um político que apenas deseja o poder – com o qual sempre se deu bem – sem ter, contudo, a verdadeira paixão do líder capaz de arrebatar as massas. É daquele tipo que gosta de jogar com as ilusões. Espera fazer a população acreditar que as altas tarifas pagas pelos usuários do transporte coletivo de Porto Velho não remuneram as empresas. Julga-se o melhor nome para conduzir os destinos de Porto Velho porque, pasmem, é empresário exatamente do setor de transporte e chega, pasmem de novo, a garantir que se for prefeito irá reduzir pela metade os preços cobrados hoje daqueles que ousam passar nas catracas dos ônibus.

É claro que o povo não tem motivos para se animar diante de um pretenso candidato como esse que se julga mais capaz por ter sido deputado-federal, por pertencer a um partido da base do governo federal (o PL) e por ter um irmão vice-governador em Minas Gerais.

Oscar sempre usou os partidos como meras aderências do Poder. Já foi inclusive PSB (quando se tornou deputado pela primeira vez). Percebe-se claramente que busca fazer parte daqueles políticos treinados nas artimanhas que por tanto tempo vem infelicitando o povo desse país. Quem acompanha o modus operandi desses ícones fabricados pelo marketing e pelas estratégias mercadológicas sabe não existir nada neste tipo de político que possa ser glorificado ou admirado por todos. Se desejarmos o progresso econômico e social para a nossa comunidade não precisamos desse tipo de proeminência que, mesmo na televisão, não consegue ultrapassar o óbvio e ululante quando entram em questão assuntos realmente significativos para o nosso povo.

FAZENDO FALTA
Leitores que andaram vibrando com os discursos de Ronilton Capixaba no princípio dessa legislatura, quando aparentemente fazia oposição ao governo, perguntam: por onde anda o vice-presidente da Unale? Cadê os seus grandes discursos diante dos milhões que o governo está gastando com marmitex, com escovas de dente e com dedetização de hospitais de Porto Velho? Será que o Ronilton agregou-se aos interesses do palácio?

É DE ARREPIAR
Algumas notícias publicadas na imprensa alternativa de Rondônia são de arrepiar os cabelos e de tirar do sério qualquer cidadão esperançoso de ver a decência como timbre da administração pública. Quem não sente o estômago se revolver quando toma conhecimento de que o governo estadual destinou a duas empresas (empresas que ninguém sabe e ninguém viu) 10 milhões de reais, a título de fornecimento de alimentação a hospitais públicos de Porto Velho? Quem não fica indignado ao saber que mais de um milhão de reais poderão ir para o caixa de uma outra empresa a título de dedetização de pouquíssimos prédios públicos existentes na capital do Estado? E agora, quando se pensava que estas notícias calhordas estavam no fim, vem outra, dando conta de que 80 mil escovas de dente, compradas pela Secretaria de Saúde simplesmente desapareceram, ou nunca foram entregues, embora tenha sido pago a uma dessa firmas que ninguém conhece.

Ou esse pessoal do governo tem muita cara-de-pau ou não acredita mesmo em punição de seus atos irresponsáveis, achando que, em república onde pululam Waldomiros, qualquer coisa totalmente imoral cai no esquecimento e não muda nada quando as eleições chegam, pois sempre é fácil enganar esse povão que vota.

A esperança do povão é que os “donos” do poder, autores dessas façanhas não tenham forças suficientes para acuar instituições sérias como o Ministério Público e o Judiciário de um modo geral. Isso porque no Legislativo a alquimia torpe que sabe cobrir desejos e interesses com benesses sempre consegue obter a subserviência daqueles que receberam delegação do povo para fiscalizar o Executivo. E assim a impostura que metamorfoseou a capacidade de administrar em esperteza que garante a ascensão daqueles que conseguiram os melhores cargos da vida pública, acaba virando praxe.

O problema é que a imprensa, pelo menos a grande, não está livre da censura imposta por seus donos, quase sempre beneficiários desses “donos do poder” cuja prioridade nunca é o povo e sim os grupelhos, as paróquias. Essa grande imprensa fecha os olhos para esta triste realidade, afasta de suas páginas jornalistas com brio suficiente para não cair na vala comum dos puxa-sacos, que se alimentam das migalhas do festim, preferindo denunciar estas barbaridades.

Assim como os maus políticos, estes donos da mídia estão acostumados a fazer qualquer acordo com estes sacripantas para manter suas contas bancárias engordadas com o dinheiro público.

Não fosse a imprensa alternativa, um vasto rol de negócios imorais por onde a grana pública cai no dinheiroduto que alimenta estas empresas (?) desconhecidas que compõe o autêntico laranjal, ficaria totalmente escondido da opinião pública.

Quem esperava ver a administração desse governo moralizar o Estado – como prometeu na campanha – investindo em políticas sociais essenciais para tirar a maioria da população da crescente miserabilidade, quem imagina esse governo levando o Estado para a prosperidade, para a democratização das oportunidades, deve estar muito triste diante dessas notícias que realçam apenas o aspecto caricatural daquilo que está sendo conhecido como cassolândia, algo que apenas alegra os sanguessugas de sempre.

É PRECISO CUIDADO
Falta pouco tempo para as eleições e os prefeitos que pretendem disputar a reeleição têm que ficar de olhos bem abertos e com a atenção direcionada para onde estão sendo colocados seus esforços para se reelegerem. O prefeito que não tiver posições coerentes certamente irá, no dia 4 de outubro, se decepcionar com o resultado apresentado pelas urnas e não mais poderá chorar o leite derramado. Este período pré-eleitoral em que estamos é o momento oportuno para que sejam feitos os acertos entre as ações e o discurso; simplificando: é hora de ter atitudes equilibradas. O prefeito Carlos Camurça não disputa a reeleição, mas, é claro, pretende influenciar de forma decisiva na eleição de seu sucessor. Eu bem que gostei de ver o prefeito anunciar um arrocho contra aqueles proprietários de imóveis relapsos que não murarem e fazerem calçadas em seus terrenos baldios. Ainda não percebi nenhuma atitude por parte da prefeitura para fazer cumprir a promessa do prefeito. Será que ele teme que se apertar estes especuladores imobiliários pode ver a vaca ir pro brejo? Se o prefeito começasse esta ação pelo centro, possivelmente veria sua popularidade crescer. Se começar pelos bairros periféricos certamente sofrerá arranhões em sua popularidade. Então tudo deve ficar como está.

Nenhum comentário sobre esta coluna

Mais colunas de Gessi Taborda
Páginas: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13


Últimas Matérias
Publicidade: