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Porto Velho,  dom,   17/outubro/2021     
COLUNISTA: Gessi Taborda

Em Linhas Gerais

10/2/2004
taborda@enter-net.com.br
 
  
NO BATENTE

Retomamos com a coluna de hoje a batalha de 2004. Iniciamos predispostos a desenvolver projetos que melhorem nossa prestação de serviço à população na área do “mídia criticism”, algo cada vez mais difícil de encontrar no jornalismo, praticado nesses tempos em que profissionais do setor abdicam de seu papel de monitores independentes do poder. A coluna tentará, durante este ano eleitoral, não ser usada por fontes ligadas a interesses de grupos e núcleos de poder, mantendo seu compromisso com a crítica saudável, com a polêmica.

Vivemos num estado novo e numa capital onde tudo está em construção, especialmente a política. Mesmo assim a representação corporativa vai ficando cada vez mais visível, deixando de lado os interesses comuns do conjunto do povo. A formulação de uma proposta comum de desenvolvimento para o estado e também para os municípios é cada vez mais difícil, quando os políticos só se elegem com o apoio de um grupo determinado.

Os jornalistas sabem que estamos em meio a uma revolução na comunicação de massa. Não é preciso ser um tratadista da filosofia da comunicação para perceber sérios problemas na profissão jornalística, que ao se tornar instrumento corporativo deixa de prestar o relevante serviço público de sua histórica finalidade social, acabando por prejudicar os interesses do conjunto da sociedade, especialmente daqueles que não fazem parte de nenhum grupo organizado.

Ao retornarmos ao batente, aqui na “Em Linhas Gerais” e nos demais projetos que vimos desenvolvendo, pretendemos questionar aqueles que buscarão o voto popular sem, contudo, ter um perfil de unificador do conjunto de toda a sociedade rondoniense, de toda a sociedade que compõem nossas municipalidades.

A população tem o direito de saber quem defende apenas os interesses daqueles grupos com acesso ao poder e, portanto, e não têm compromisso com as propostas sociais que promovem a inclusão dos mais pobres. Cabe sim, à imprensa, auxiliar a cidadania a identificar a possível existência de um projeto aglutinante que possa ser votado nas urnas.

A Câmara Municipal perdeu sua antiga relevância porque sua composição está dividida entre vereadores comprometidos a defender grupos corporativos organizados, deixando de lado as aspirações da grande maioria que não estão incluídos nestas corporações. O tecido social está cada vez mais dilacerado diante da morte de utopias alternativas. Hoje o que vale é a força do lobby que atua na organização política, possibilitando a compra do voto mais do que o convencimento do eleitor.

Cabe aos moradores de Porto Velho, aproveitar as eleições deste ano para ampliar na Câmara Municipal a bancada de vereadores capazes e interessados em ligar corporações através de propostas que sejam verdadeiramente de objetivo comum da população. Sem o atendimento às necessidades essenciais de todos os excluídos, e a construção de um futuro através da educação, da cultura, da saúde e do lazer de nossa juventude, acabando com a apartação de hoje, é ilusão pensar que estamos imunes ao caos das grandes cidades brasileiras. Por isso a imprensa não pode abrir mão do papel de vigilância, de lealdade aos cidadãos, de abrir espaço para a crítica, trazendo para o debate os temas verdadeiramente relevantes. Aqui na “ELG” continuaremos evitando a cultura da fofoca e da celebridade.

ALIANÇA DIFÍCIL

Uma importante fonte do PMDB de Rondônia garantiu ao colunista que as “negociações” com o PT para a formação de uma aliança em torno da prefeitura municipal de Porto Velho ainda estão “na fase inicial”, sendo impossível garantir que ela venha a acontecer. Na verdade, os dirigentes estaduais do partido de Amir e Raupp não descartam, como os próprios dirigentes do PT (até agora) a possibilidade de lançar um nome próprio à sucessão de Carlos Camurça. No seio do PMDB há um consenso de que o partido tem nomes eleitoralmente mais viáveis do que o do petista escolhido no ano passado para a disputa. Aceitar o papel de coadjuvante de Roberto Sobrinho implicaria, para os três nomes peemedebistas, renunciar à posição de lideranças mais populares já aferidas em eleições anteriores. Com Amir Lando integrando o ministério do presidente Lula o partido fica realmente mais comprometido com o PT mas, comentou a fonte, “não podemos em nome desse compromisso levar ao eleitor de Porto Velho a imagem de que o PMDB não é mais competitivo”.

É DE ASSUSTAR

Uma fonte que acompanha de perto o dia-a-dia de nossa Universidade Federal (a Unir) garantiu à coluna que cerca de 60% dos alunos da instituição pagam uma mensalidade para estudar. São aqueles que entraram na Unir via Fundação Riomar. Como as mensalidades desses milhares de alunos costumam ser descontadas em folha ou garantidas em convênios com entidades sindicais, prefeituras, etc, a Unir não sofre os efeitos da inadimplência como as faculdades privadas. Tomara que esse caixa forte proporcione à nossa única universidade pública, condições de garantir a ampliação de seu corpo docente, de aumentar sua participação na área de pesquisas e criar meios para apoiar os estudantes que não podem pagar por sua formação.

CONFETES & SERPENTINAS

Nem bem cheguei e já tenho uma espinhosa missão: participar do júri que irá escolher, no próximo sábado, a rainha do Carnaval da vizinha cidade de Candeias do Jamary. A comunicação chegou pelo Euzébio Lopes, Secretário de Educação e Cultura daquele município, quase como uma intimação. É claro que atenderei, pois sem da capacidade do prefeito Lindomar Garçom em organizar festas que projetam seu município. São imperdíveis! Como são imperdíveis, também, as promoções do Manuelão, o nosso eterno e arrojado “General da Banda do Vai Quem Quer”. Assisti ao lançamento da camiseta da Banda, seguramente a maior manifestação momística popular do norte brasileiro, intimado pelo próprio Manuelão. Foi uma noite memorável, apesar das camisetas não chegarem a tempo. Pelo tudo que estas pessoas fazem para preservar a genuína cultura brasileira aqui no nosso pedaço, só resta ao povo reconhecer o valor de cada um. No caso do Candeias, certamente não será fácil escolher uma “Rainha do Carnaval” diante de tantas beldades que por lá existem.

TOLERÂNCIA

Não é de agora que falta coerência nas mais altas casas políticas dessa re(s)pública. O episódio Mário Calixto apenas reforçou a falta de condescendência das mesmas (casas) com o nosso estado, tido como o patinho feio da nação (Cuidado, revisor! Não é danação, viu!). Mário Calixto construiu, com luta, suor e sangue, um invejável patrimônio no segmento da comunicação. Não praticou o oportunismo daqueles que mandraquearam milionários recursos da Sudam ou de outras fontes públicas, quebrando bancos como o Econômico (lembram-se?). Se fosse um mero oportunista teria certamente sido tratado com tolerância, teria podido se defender. Seus algozes são notórias figuras que sempre buscaram sombra e facilidades na política nacional.

VAI VOLTAR

Como anunciamos no ano passado, antes de entrarmos no recesso das férias, o periódico editado pelo colunista (Imprensa Popular) retornará à sua circulação normal no mês de março para, de acordo com o projeto, tornar-se semanário até o próximo mês de maio. Trabalhamos nesse sentido com o apoio de setores lúcidos que buscam fazer de Rondônia uma sociedade mais democrática e mais solidária para as próximas gerações.

EM ASCENSÃO

Suely Aragão, a prefeita de Cacoal, está em franca ascensão perante a cúpula de seu partido, o PMDB. Ela deverá estar entre as lideranças que recepcionarão a primeira vinda de Amir Lando ao estado, nesta sexta-feira, como Ministro da Previdência. Certamente Confúcio Moura já percebeu que não é o único nome de olho na cadeira ocupada por Ivo Narciso, na disputa de 2006. Ele pode chegar à conclusão de que uma passagem pela prefeitura de Ariquemes fortalecerá suas possibilidades. Não há nome melhor para enfrentar o surrado esquema político de Amorim.


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