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Data: 20/5/2011

Que benefício trará para o povo a ida de deputados rondonienses para Santa Catarina?



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Porto Velho,  qua,   26/fevereiro/2020     
COLUNISTA: Gessi Taborda

Em Linhas Gerais

16/12/2003
taborda@enter-net.com.br
 
  
NADA. APENAS O NADA!

A gente vai chegando em mais um final de ano e novamente a sensação é aquela de que parece não haver jeito do Brasil dar certo. E tudo por que nossas esperanças são sempre traídas, deixando-nos um vácuo, uma descrença de que ainda haja alguma liderança responsável, alguém realmente disposto a resgatar o Brasil da falta de perspectiva, da falta de compromisso com o seu povo. Imagine como está a cabeça do cidadão que votou no PT e assistiu o partido degolando sem dó nem piedade gente como a senadora Luisa Helena, essa brava alagoana que enfrentou com dignidade o cadafalso, mas não traiu a sua coerência, os seus princípios? Para quem está acostumado a observar como o poder muda as pessoas e seus conceitos, o trauma até que não foi grande. Mas para o eleitor comum, que via em Lula e no PT uma das últimas esperanças de que o Brasil iria mudar, ficou um sentimento de frustração que certamente será refletido nas urnas e provocará, no mínimo, um descrédito ainda maior nas possibilidades de mudanças através do voto. Se antes já havia um enorme desinteresse pelos partidos e pelos políticos, em 2004 será ainda mais difícil levar o eleitor a acreditar em programas e bandeiras de transformação.

Depois do desfecho (esperado) da reunião do PT nacional punindo com a expulsão, em nome de uma disciplina fascista, quem coerentemente defendia as bandeiras que o partido desfraldou diante do povo brasileiro por tantos anos como esperar alguma coisa desse governo, como acreditar nas suas afirmações populistas, do tipo “o espetáculo de desenvolvimento do país vai começar!”, como acreditar em programas batizados de “Fome Zero”.

O Brasil vai continuar na mesma marcha, com os seus milhões de excluídos. Ninguém, no nível do governo, está verdadeiramente disposto a enfrentar essa tragédia social de forma decisiva, corajosa. Mais e mais se impõem, diante da enganação em que se transformam governos populares, que empresas e pessoas assumam uma parte cada vez maior da responsabilidade pelo resgate da chamada dívida social. O governo que ai está, no plano federal principalmente, apenas promove barulho marqueteiro enquanto o povo continua sem condições de exercer plenamente a cidadania, com meios para produzir e consumir. Boa parte da população vai continuar, talvez por décadas, sem condições de comprar comida, sem acesso à moradia, ao lazer, à saúde, educação, etc.

É doloroso ver, por exemplo, como os petistas de Rondônia, no episódio em que o partido tratou a senadora Heloisa Helena como uma autêntica Joana D’Arc cabocla, preferiram ficar em cima do muro, mais parecidos com os tucanos. Hoje, aquinhoados com a melhor fatia do bolo, são felizes membros do baronato do serviço público, cada um tratando de defender o seu, deslumbrados com as benesses do poder. E doloroso ver o Roberto Sobrinho, só para exemplificar, falando do tal Fome Zero, como se isso realmente existisse, como se isso estivesse provocando alguma mudança na vida das pessoas mais pobres.

O Fome Zero já começou errado. Como um programa destinado a garantir comida na mesa da população mais carente tem exatamente esse nome? Fome é o que não queremos para ninguém, e Zero significa exatamente nada. Ora, do ponto de vista neurolinguístico, o programa é exatamente isso: mais uma promessa vazia, mas um esforço que nem chega a ser esforço. Algo feito sob medida para dar a petistas ávidos das luzes da ribalta esse discurso vazio e essas promessas sem nexo da “explosão de crescimento”, com efeito menor do que um traque. Não é por mera coincidência que a logomarca do tal programa é um prato vazio.

Se alguma comida tem chegado à mesa daqueles que nesse Natal jamais poderão saborear um peru, um lombinho defumado, castanhas, etc, deve-se isso ao crescente número de pessoas envolvidas no trabalho comunitário, mostrando que o brasileiro é uma pessoa solidária.

Este momento, caro leitor, é propício a estas reflexões. Não devemos esperar muito dos governos. Eles são, no geral, maus gestores e dificilmente cumprem aquilo que falam na hora de ganhar o voto. Daí, neste Natal ajude como puder às comunidades mais carentes, com dinheiro, com trabalho, com aconselhamento. No voluntariado você descobrirá como é prazeroso ser útil sem a necessidade de enganar, de trair suas convicções. E no final seu galardão será, no mínimo, uma bem-aventurança garantida pelo Filho de Deus. Este, sim, é o espírito de Natal.

MIRANDA CONTINUA

O ex-deputado Eurípedes Miranda não vai entregar o cargo de presidente da Ceron, como se especulou, em conseqüência do rompimento do PDT com o governo de Lula. Ele se sente confortável no melhor gabinete do 6º andar da sede da estatal e age como um autêntico neopetista. Miranda, experiente político, sabe que em Rondônia o seu PDT está totalmente descaracterizado e não segue, há muito tempo, o discurso e os ensinamentos da cartilha do socialismo moreno. O ex-deputado Mirando não chega a ser um ortodoxo dos preceitos socialistas defendidos pelo PDT. Se precisar o ex-deputado sai do partido mantendo a confortável simbiose com os ex-barbudinhos da estrela.

CANDIDATO PRÓPRIO

Engana-se quem vê o PMDB atual como um partido frágil, sem condições de competir de igual para igual com os demais concorrentes no pleito de 2004, em Porto Velho. Essa foi a opinião transmitida pelo Senador Valdir Raupp à coluna, quando participou da convenção partidária que elegeu o deputado federal Confúcio Moura, presidente do diretório regional. O senador não escondeu a tese que defende, da participação do PMDB com candidato próprio. Para ele existem pelo menos três nomes com amplas condições de disputar e ir para o segundo turno.

SATISFEITA

A prefeita Suely Aragão, de Cacoal, afirmou que está satisfeita com a administração de Ivo Narciso, “porque o governador tem sido uma presença constante” em sua cidade. Segundo ela, “o governo vem cuidando direitinho da malha rodoviária estadual” em seu município e graças a isso “os produtores rurais não terão dificuldades em escoar sua produção” durante o período chuvoso. Suely, candidata a reeleição, afirmou que o governo tem sinalizado que irá atender várias reivindicações de Cacoal no próximo ano.

ELOGIO

Silvio Gualberto, presidente da Câmara Municipal de Porto Velho, não cabia em si de contentamento diante do reconhecimento público feito pelo prefeito Carlos Camurça à maneira como conduziu o parlamento mirim durante esse ano. O prefeito atribuiu a serenidade de Gualberto “boa parte do sucesso de sua administração, ao aprofundar o relacionamento de equilíbrio entre a edilidade e o Executivo municipal”.

RODA DA FORTUNA

Se a Justiça não atender apelo de pequenos empresários do setor editorial, a roda da fortuna rondoniense poderá premiar, no próximo dia 23, uma dessas empresas desconhecidas de fora do Estado. Serão mais de 4 milhões de reais que irão pra fora na aquisição de “kits pedagógicos”. A “licitação” sofrerá pedido de impugnação dos empresários locais que se julgam prejudicados. Como sempre, para quem vive em aqui, pagando seus impostos, gerando empregos, fica sempre o restolho, ou seja, as comprinhas que quase nunca passam dos R$ 40 mil reais. Até agora não se entende porque essa licitação foi feita na forma da aquisição global, quando poderia ter sido promovida por itens, permitindo a várias pequenas empresas locais participar do bolo milionário.

CALOUROS

O jornalista Adaídes Batista, o Dada, está pensando em antecipar a rota etílica natalina, para comemorar a entrada de sua linda filha Janaína na faculdade. Graças à sua inteligência, a charmosa filha do Dada vai cursar ciências contábeis na Unir. Eu, se não tivesse esse drama do diabetes, faria o mesmo para comemorar a entrada do meu caçula, o Roger, no Curso de Biologia da Unipec. Aliás, no meu caso os motivos são duplos: a aprovação de minha mulher, Conceição, no primeiro ano de Fisioterapia, da Universidade São Lucas, e do meu filho Aldrin, no primeiro ano de Jornalismo, da Faro, e de Informática, na Unir. Como se vê, o Natal está sendo gordo para o Dada e para o colunista. Mesmo assim, se quiserem, pode continuar mandando presentes.

CONFRATERNIZAÇÕES

São várias as confraternizações nesse período. Ontem, num café da manhã, o INSS reuniu jornalistas, no barco da instituição que está ancorado no Rio Madeira, para falar das metas de 2004. Hoje quem patrocina o café, no Rondon Pálace, é a Assembléia Legislativa. Na 6ª feira o presidente regional do PTB, deputado Nilton Capixaba, reúne a imprensa política num jantar. No dia 18, em torno do lançamento de seu livro, “A Flecha”, quem reúne o pessoal será o deputado Confúcio Moura. Nesta semana O Estadão do Norte faz a sua festa de confraternização e no próximo dia 20 acontece a confraternização dos jornalistas, promovida pelo Sinjor, o sindicato da categoria.


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