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Porto Velho,  dom,   17/outubro/2021     
COLUNISTA: Gessi Taborda

Em Linhas Gerais

11/12/2003
taborda@enter-net.com.br
 
  
POSSÍVEL RENASCIMENTO DA EFMM
Não há, descobri, pecado mais grave que a morte da esperança. Por uma fresta da noite, nesta semana que se encerra, uma conversa acelerada na porta da Padaria Roma por pouco não reviveu em mim as esperanças esvaídas ao longo do tempo, depois de tanto malogro e de tanta irresponsabilidade no trato com as coisas da cultural de Rondônia. Conversei, meteoricamente, com o Luiz Cláudio Venceslau, esse moço colocado na pasta pela força e influência de gente lá de Espigão do Oeste.
Falou, como se torcesse para eu acreditar, sobre a Estrada de Ferro Madeira Mamoré, e sobre a Casa da Cultura Ivan Marrocos. Sem querer, meu pensamento parafraseou o mais essencial poeta da língua, o Fernando Pessoa, nas reminiscências do princípio dos anos 80, quando era natural fazer nos finais de semana o passeio do centro à Cachoeira de Santo Antonio, na lendária Maria Fumaça da EFMM. “É o trem mais belo que corre pela minha aldeia, /mas a EFMM não é o mais belo trem que corre pela minha aldeia/ porque a EFMM não corre mais pela minha aldeia”.
O pensamento, nestes versos arrancados da clássica lucidez do imortal poeta, teimou em celebrar na minha cachola a importância do moribundo caminho de ferro em nossas vidas de ribeirinhos amazônidas, tão mentidos, tão enganados, tão vilipendiados pelos maiorais da política daqui e alhures, sempre que entraram na conversa temas de recuperação da nossa história e dignidade cidadã. Quantas promessas já passaram ao largo da humildade grandeza dessa legendária EFMM, pela qual nos pede tanto o mundo...
Como acreditar naquilo que o Venceslau acredita, simplesmente porque há uma promessa mais consolidada de aquilo que restou da epopéia mais importante dessa Amazônia vir, finalmente, ser tombada pelo patrimônio histórico nacional? Depois do último esforço, feito pelo Amizael Silva, levando o lírico apito da Maria Fumaça até a Cachoeira do Teotônio a nossa EFMM entrou definitivamente na linhagem das metáforas, como um caminho de ferro que um dia banhou de alegria com seus apitos lânguidos nosso orgulho pioneiro, enquanto povoava concretamente os sonhos da infância.
Sentir no corpo a cadência dançante de vagões centenários no molemolejo da bitola estreita era o bastante para nutrir os campos do sonhou ou da memória de todos nós que ouvíamos falar da “Ferrovia do Diabo” nos tempos do Grupo Escolar; quando tudo nessas bandas brasileiras eram alegorias fantásticas e distantes. Não importa a extensão por onde fluiu o mágico apito, no tempo do Teixeirão ou do Amizael Gomes da Silva. Ali, nós e os turistas, sentíamos na própria pela a importância da geopolítica de nossa região. Estivemos todos, conquistados pelo balanço inesquecível da Maria Fumaça puxando o que restou de sua imponência, dispostos, diga-se logo, a salvar para o mundo e para nós mesmos aquela lendária tentativa do homem de domar a natureza bruta.
Mas, confesso, é difícil acreditar. É que o panorama cultural que tenho visto da janela rondoniense segue sendo trágico, como trágica foi a inércia oficial diante dos estertores da EFMM, e das demais manifestações maiúsculas da cultura aborígene e regional. Assim morreu a EFMM. Assim estão morrendo os eventos marcantes do folclore e da religiosidade cabocla que só aqui existiram. O panorama não é animador. Contra toda a poesia, contra todo o lirismo brejeiro, estamos matando o nosso autêntico carnaval, o nosso autêntico boi-bumbá, o nosso autêntico estilo boêmio, a nossa arte autêntica para dar lugar às promoções caça-níqueis, alienantes, dos famigerados carnavais fora-de-época, ou construindo monstrengos com nomes vindo do Egito antigo para abrigar a horrenda cavalaria do Apocalipse cultural, com seus imperadores batizados de “pagodão”, etc, etc.
Vivemos momentos de uma “epidemia” iníqua, com a mediocridade atacando um futuro que a rigor não sabemos mais se irá existir. A nova ordem vai mostrando determinação avassaladora na manipulação e oferecimento do lixo cultural importado, como alguém com o dedo no gatilho pronto a provocar novas destruições nas massas manobráveis ao bel prazer do poder, para que nada mude, pelo menos para melhor.
A conversa com o Cláudio Venceslau foi curta, e assim mesmo quase alimentou o nosso desejo de acreditar que ainda há possibilidade de futuro para marcos culturais de nossa identidade, como soem ser a tão falada EFMM. Até o presente a cultura e o turismo, com as honrosas exceções de um Vitor Hugo e Amizael Silva, sofreu com os traidores das nossas melhores esperanças. Quem sabe, milagrosamente o governo que ai está faça alguma coisa para acalmar os sentidos daqueles que guardam a sete chaves no coração as inefáveis sensações de uma EFMM viva. Aqueles que estão cansados de ver por esta janela a paisagem de um perfeito abismo saberão agradecer o esforço dessa gente.
Até agora a EFMM conta com a proteção do cinza e do curvo de Ongs marotas. Quem sabe atendida agora por outras instâncias ela não repita o milagre da Fênix. Ah, leitor, a saudade no peito de um homem não deveria desaguar num mar de afogados!

REMATRICULA É ILEGAL
O advogado Fernando Maia, um dos melhores do estado, explicava na quinta-feira a alunos de uma faculdade local que a cobrança da taxa de rematrícula feita por algumas instituições superiores de ensino “é ilegal”. Fernando Maia argumentava que “a família mantém com a escola um contrato de serviço por tempo determinado”. Por isso, acrescentou, “a simples quitação da mensalidade de janeiro mantém o contrato em vigor”. A lei – disse Fernando – não permite cobrar rematrícula do aluno toda vez que passa de ano. Se a escola insistir na cobrança, os alunos (ou seus familiares) devem procurar o Procon ou até mesmo entrar com ação na Justiça para derrubar esse custo. Diante do valor cobrado pela tal “rematrícula”, quem se sentir lesado pode procurar o próprio Juizado de Pequenas Causas.

NÚMEROS
Informada sobre números altamente favoráveis à sua pessoa, em pesquisas de opinião realizadas na capital, Silvana Davis está cada vez mais decidida a disputar a prefeitura de Porto Velho. Seu desejo de ser candidata sofre apenas com um pequeno detalhe: a falta de dinheiro para custear uma campanha desse porte. A excelente aceitação de Silvana junto ao eleitorado transformou-a na jóia rara que todos os concorrentes de peso buscam para ocupar a vaga de vice. No momento o coração dessa líder balança favoravelmente para os lados do PFL.

VOTOU TUDO
Os vereadores de Porto Velho realizaram ontem a última sessão ordinária do ano de 2003. Eles conseguiram um fato inédito, de acordo com o presidente da Câmara Municipal, vereador Silvio Gualberto: limpar toda a pauta para entrar em recesso sem deixar nada pendente. Com quorum alto, a edilidade votou, na sessão de quarta-feira, 22 itens e ontem praticamente não havia mais nada a deliberar. Entre as mais de duas dezenas dos projetos de lei incluídos na última ordem do dia desse ano, ganha destaque o de autoria do próprio Silvio Gualberto, ampliando a proteção da saúde, no âmbito da vigilância sanitária.

MOTOBOYS
Com um número sempre crescente, os motoboys vão dominando o trânsito de Porto Velho. Até ai nada demais. O problema é que a maioria mostra-se despreparada e pilotam suas máquinas como malucos, furando cruzamentos, parando em cima de faixas, ziguezagueando entre as ruas e avenidas repletas de carros. Fazem malabarismo em nome da pressa. Terrível. E cada dia esse pessoal vai se tornando mais bravo e nervoso, agredindo verbalmente os motoristas. Pelas barbaridades que fazem no trânsito é um milagre não morrer um motoqueiro por dia. A situação se agrava a olhos vistos e exige, já, uma campanha educativa por parte das autoridades. Se nenhuma providência for tomada deverá aumentar o índice de motoqueiros que ficarão paralíticos ou daqueles que quebrarão ossos como se fossem ovos.

FECOMÉRCIO
Francisco Teixeira Linhares transformou positivamente a Fecomércio rondoniense, uma entidade que dignifica não só os empresários do comércio, por sua forte representatividade, como os empregados do setor pelos serviços que presta através de entidades como o Sesc e o Senac. E nesse mesmo diapasão Linhares transformou o congraçamento de final de ano da entidade num dos mais importantes eventos sociais da capital. Ontem, no jantar realizado no Sesc-Centro, os nomes mais expressivos da imprensa, do comércio e da cultura foram brindados pelo perfeito e tradicional jantar da Fecomércio.

LIVRO
“A Flecha” é o título do livro que colocará nas letras rondonienses o deputado Confúcio Moura. Seu lançamento acontecerá no próximo dia 18, às 19h30, na Miyoshi Eventos, ali na avenida Guanabara, esquina com Amazonas.

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