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Data: 20/5/2011

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Porto Velho,  qui,   21/novembro/2019     
COLUNISTA: Gessi Taborda

Em Linhas Gerais

9/12/2003
taborda@enter-net.com.br
 
  
A MESMA CANTILENA
O Natal vai chegando e no Brasil de Lula a cantilena √© a mesma. O brasileiro continua pagando o pato para sustentar a pol√≠tica econ√īmica de uma equipe de governo que praticamente nada mudou em rela√ß√£o ao governo anterior, embora Lula e o PT tenham chegado ao topo prometendo um pa√≠s diferente, com a gera√ß√£o de milh√Ķes de empregos, combate √† fome, democratiza√ß√£o do ensino, valoriza√ß√£o do trabalhador e resgate da dignidade da classe m√©dia. Para economizar 4,25% do PIB com o objetivo de pagar a d√≠vida brasileira, sobretudo a contra√≠da no Exterior. A verdade √© que com essa economia o Brasil n√£o paga nem os juros dessa d√≠vida que o governo, como os anteriores, nega-se a renegociar, auditar, alongar ou reduzir os juros. A situa√ß√£o seria a mesma se ao contr√°rio dos 4,25% o governo petista decidisse a economizar 10% do PIB.
Diante da determina√ß√£o dos barbudinhos do PT de arrasar o que ainda resta da chamada classe m√©dia (praticamente extinta) ‚Äď que n√£o tem os meios da classe alta para sonegar impostos ‚Äď recai sobre todos n√≥s de uma forma cada vez mais cruel o imposto de renda (cobrado na fonte), juros estratosf√©ricos dos bancos, ICMS, IPTU, Cofins, IPVA, IPI, CPMF, tributos indiretos, taxa de lixo, taxa de ilumina√ß√£o, licenciamento do carro, taxa de inc√™ndio (para manter o m√≠nimo necess√°rio ao Corpo de Bombeiros), plano de sa√ļde, escola particular, e v√°rias outras obriga√ß√Ķes que teoricamente teriam de ser responsabilidade do Estado. O governo do PT vem tratando a classe m√©dia (?) como se esta fosse um saco sem fundo capaz de ag√ľentar pagar mais impostos.
A situa√ß√£o do pa√≠s n√£o podia ser mais dram√°tica, mesmo assim os petistas daqui e alhures est√£o mais alegres que vi√ļvas em baile. Afinal para eles o tempo das vacas magras terminou. Individualmente ou em grupos reduzidos s√£o vistos nos melhores e mais sofisticados restaurantes, est√£o usando roupas de griffe, aparecem nas colunas sociais, ganham polpudos sal√°rios nos melhores empregos do governo federal e sabem que nesse Natal haver√° fartura de peru e castanhas em suas ceias. Est√£o, em sua maioria, prontos a esquecer durante o embalo natalino as promessas feitas durante a campanha de combater o d√©ficit social onde est√£o os desempregados e o exclu√≠dos. Ser√° que os nossos petistas ir√£o se lembrar, nesse Natal, que prometeram √† nossa gente investimentos nos buracos das nossas famigeradas estradas federais, no saneamento b√°sico, na sa√ļde, na seguran√ßa, na educa√ß√£o, etc? Ser√° que pelo menos deixar√£o de lado essa mania de fazer pol√≠tica lastreada em desaven√ßas pessoais, produzindo discursos prejudiciais √† imagem de nosso Estado?

GRANDE EXEMPLO
Numa terra onde h√° car√™ncias de bons exemplos na administra√ß√£o p√ļblica voltados para a inf√Ęncia, vale registrar a festa de formatura dos alunos da pr√©-escola Francisco Alves, de Candeias do Jamary, promovida pela prefeitura municipal na noite do √ļltimo domingo, na Est√Ęncia Dallas. Foi uma grande festa de congra√ßamento das fam√≠lias dos alunos. Certamente as dezenas de meninos e meninas que receberam na noite daquele domingo o seu primeiro diploma v√£o se lembrar daqui a muitos anos o quanto eram felizes metidos naquele uniforme alvirrubro. Impressionante o carinho devotado ao prefeito Lindomar Gar√ßom pela popula√ß√£o do Candeias. Impressionante ver o empenho de sua equipe, liderada pelo Secret√°rio de Educa√ß√£o, Euz√©bio Lopes, para que um simples festa de formatura de petizes se transformasse um evento de grande import√Ęncia popular.

AMARILDO
Na rela√ß√£o de nomes cogitados para assumir a pasta da Sa√ļde estadual no pr√≥ximo ano, ganha peso o do deputado Amarildo Almeida, do PDT de Ouro Preto do Oeste. Ele j√° foi Secret√°rio Municipal de Sa√ļde, diretor da Unidade Mista de Sa√ļde, al√©m de vereador na cidade do prefeito Carlos Magno. Seu nome √© respaldado pelos maiorais de sua cidade e por fortes lideran√ßas na Assembl√©ia Legislativa.

DOENTE
O vereador Affonso Brazil passou os √ļltimos dias reclamando de problemas com a sa√ļde. Na segunda-feira ele garantia que est√° sendo submetido a uma bateria de exames cl√≠nicos. Aparentemente, no entanto, nem o vereador e nem seus amigos t√™m motivos para maiores preocupa√ß√Ķes.

ARTE
Tem aumentado bastante o interesse da classe média de Porto Velho por obras de arte, especialmente pela pintura. Acreditando que esta é uma tendência que deve continuar a Molduart vai tomando cada vez mais ares de galeria artística, expondo obras de consagrados pintores locais e representantes das artes de países vizinhos. Diante da procura cada vez maior por obras de artes para serem dadas como presente natalino, a Molduart está disponibilizando o que há de mais moderno em termos de moldura. Para quem manja do riscado, a moldura é para a tela, como a roupa de um grande estilista para a silhueta da mulher.

N√ÉO √Č FIGURA√á√ÉO
Tem muita gente no circuito pol√≠tico dizendo que Mois√©s de Oliveira n√£o ser√° candidato a prefeito de Porto Velho pelo PFL, que teria desistido da postula√ß√£o. O pr√≥prio Mois√©s lembra aos boateiros de plant√£o ‚Äúque n√£o fala de pol√≠tica como simples coadjuvante‚ÄĚ. Na verdade o professor Mois√©s n√£o tem porque n√£o se candidatar, principalmente se tiver o apoio do irm√£o, o presidente da Assembl√©ia, Carl√£o de Oliveira. Atualmente no cargo de diretor da Escola do Legislativo, institui√ß√£o que ajudou a criar, Mois√©s tem todos os qualificativos para reivindicar a candidatura.
Tem o preparo intelectual (possuí sólida formação universitária) para administrar um município do porte da capital, não sofre nenhuma restrição de ordem moral e ética, além de ser um nome perfeitamente assimilável pelos integrantes do diretório pefelista. O que falta a Moisés é ser mais conhecido da população de Porto Velho, onde tem residência há mais de oito anos, embora tenha passado maior parte desse período envolvido com a política do interior, onde seu irmão Carlão de Oliveira tem os principais redutos eleitorais.

SEMPRE LIGADO
Embora a Justi√ßa tenha decidido, liminarmente, pela suspens√£o do contrato de explora√ß√£o dos ‚Äúpardais‚ÄĚ e lombadas eletr√īnicas implantadas em v√°rias ruas de Porto Velho, a lombada da avenida Calama, no Quatro de Janeiro, permanece funcionado desde quando foi ligada. Sabendo que o sistema pode ser manipulado, motoristas temem que os eventuais excessos se convertam em multas com a simples mudan√ßa das datas da ocorr√™ncia. Se essa vigil√Ęncia eletr√īnica foi suspensa, porque a tal lombada permanece ligada?

DUPLA DE PESO
Andam trocando confid√™ncias pol√≠ticas (e poderia ser sobre outra coisa?) o presidente do IPAM, ex-deputado Ded√© de Melo, e o Secret√°rio de Estado da Sa√ļde, Miguelzinho de Souza. H√° quem garanta que n√£o √© mais sonho ver os dois numa dobradinha para faturar a prefeitura de Guajar√°-Mirim, cidade que vive hoje em quase total imobilismo econ√īmico. Gente chegada a Ded√© garante que a voca√ß√£o do mo√ßo √© o parlamento, para onde pretende retornar em 2006, e n√£o a administra√ß√£o municipal.

NEM TCHUM
A fidelidade partidária vem sendo o tema mais discutido nas prévias da reforma política em gestação. Os partidos defendem que seja rigorosa, mas nenhum deles, efetivamente, faz alguma coisa objetiva para que seja viabilizada no Congresso Nacional. Até porque, a maioria do eleitorado não está nem aí para o assunto, ao contrário do que acontece em países como os Estados Unidos, onde o eleitor nasce republicano e, se não houver acidente de percurso, morre republicano. Como acontece até no Paraguai.

MAIORIA
O governador Ivo Narciso vai terminar o ano sem maiores dores-de-cabeça em sua articulação política. Conseguiu aprovar tudo que quis na Assembléia Legislativa. Mesmo com todo o bate-boca entre Executivo e Legislativo que marcou o princípio da gestão, Narciso conta hoje com pelo menos 18 votos para aprovar seus projetos numa Assembléia de 24 parlamentares. Político rondoniense não tem o menor apego à oposição.

MILION√ĀRIO
Um pol√≠tico da Capital acaba de mudar o mobili√°rio de seu ‚Äúbarco‚ÄĚ de pesca e lazer. Gastou, segundo as bocas malditas, quase 60 mil reais na nova decora√ß√£o. Nada melhor do que viver uma longa temporada de vacas gordas.

BASTIDORES
Os comentários mais picantes e efervescentes nas coxias do poder mostram a aguçada curiosidade daqueles que começam a elencar temas a serem utilizados na próxima campanha. O assunto do dia é a compra da Trescinco. Por que?

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