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Data: 20/5/2011

Que benefício trará para o povo a ida de deputados rondonienses para Santa Catarina?



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Porto Velho,  qua,   17/julho/2019     
COLUNISTA: Gessi Taborda

Em Linhas Gerais

20/11/2003
taborda@enter-net.com.br
 
  
A VITÓRIA DE ORESTES
A roda das mudanças na OAB começará a girar em Janeiro, quando o advogado Orestes Muniz substituirá Hiram Marques. O advogado Orestes Muniz tornou-se, durante a campanha, o símbolo mais confiável para uma categoria que vem procurando por seu ponto de equilíbrio para a consolidação do status do advogado num quadro de incertezas econômicas. Agora ele terá diante de si a monumental tarefa de fazer valer as prerrogativas da categoria e ampliar as oportunidades de trabalho principalmente para aqueles jovens profissionais afastados da estabilidade econômica dos mais tarimbados. Orestes Muniz, o vencedor, tocou sua campanha dentro de uma idéia-síntese usada no passado por John Kennedy: “Se uma sociedade livre não pode ajudar os muito pobres, não poderá salvar os poucos ricos”. O traço mais evidente disso foi a mudança de postura dos advogados mais jovens, em principio de carreira. Eles se movimentaram no eixo centrífugo e preferiram fazer marolas de baixo para cima. Esse segmento preferiu empurrar a roda das mudanças, entendendo que Orestes poderá representar um novo ciclo institucional na OAB-RO. Há um anseio de boa parte dos advogados por uma instituição menos recheada de números frios e com metas mais alcançáveis.
A administração de Hiram Marques parece ter compreendido isso só no final da corrida eleitoral, quando começou a anunciar programas humanísticos como a cooperativa de crédito e a conscientização da opinião pública para a importância de contratar advogados até mesmo de forma preventiva. A verdade é que Orestes Muniz soube compreender melhor o mecanismo da solidariedade sentimental do advogado, que não é muito diferente da população leiga. Daí, talvez, a insistência com que Orestes abordava a importância da OAB no posicionamento dos movimentos sociais de um modo geral. Como político que foi, o dr. Orestes Muniz estava convencido de que esses movimentos não acontecem à margem das instituições nacionais. Na esfera das percepções, o dr. Orestes Muniz espraiou uma mensagem com o sentimento de que o presidente da OAB-RO não é tão onipotente como alguns imaginam, daí seu compromisso de nunca decidir de forma unilateral sobre tudo e todos. E, se assim for, conseguirá mais adiante a confiança até mesmo daqueles que não tinham expectativas com sua eleição.
Experiente como político, Orestes Muniz sabe como ninguém que a fé do povo não é um cheque em branco a ser preenchido por mandatários a seu bel-prazer. Ele já viu isso de perto, quando militava na política partidária, com seu amigo e ex-guru, Jerônimo Santana. Orestes terá, agora, a oportunidade de ser aquilo que se propôs: um novo olhar social em favor da categoria dos advogados de Rondônia e da valorização crescente da cidadania no nosso estado.

O CANDIDATO DO PMDB
“Como vereador, a minha missão está praticamente cumprida”, costuma argumentar o presidente do legislativo de Candeias do Jamary, município próximo de Porto Velho quando fala sobre sua decisão de tornar-se candidato do PMDB à sucessão do prefeito Lindomar Garçom. Ponderado em suas palavras, evitando fazer críticas aos possíveis concorrentes, Pedro garante que “quer fazer o melhor para honrar o nome dos moradores do município e elevar ainda mais o nome de Candeias do Jamary, como uma cidade que está sempre disposta a lutar por mais representatividade no cenário estadual e nacional”.
No próximo ano o atual presidente da Câmara Municipal de Candeias do Jamary vai dedicar boa parte de seu tempo a construir uma aliança forte em torno do PMDB para viabilizar seu nome como o próximo prefeito da cidade. Ele explica porque tem tanta certeza de que o seu partido vai ganhar as eleições naquele município vizinho: “O nosso município vive praticamente das verbas oriundas de emendas orçamentárias conseguidas pelos nossos representantes parlamentares, tanto na Assembléia Legislativa, como na Câmara e no Senado. E ai o PMDB tem para trabalhar em favor dos interesses de Candeias os nossos deputados federais, os nossos senadores e uma expressiva bancada na Assembléia Legislativa. Um prefeito do PMDB terá, portanto, um apoio imprescindível para realizar uma grande administração municipal”, acentua.

SÓ COM APOIO
Porto Velho foi uma cidade que cresceu sem projeto. A maior parte de seus bairros surgiram de invasões ou de assentamentos precários. Nos anos 70 e 80 poucas cidades no mundo experimentaram tamanho fluxo migratório. Esse modelo nunca foi corrigido, daí sua tendência ao caos, especialmente no uso do solo. Essa “doença” das invasões não poderá ser controlada pelo prefeito se ele não contar com o apoio do estado e até da União, para implementar programas habitacionais que possibilitem a erradicação dos espaços transformados em favelas e das moradias conhecidas aqui por “estâncias”. Nessa questão das ocupações urbanas, conta muito a inércia dos políticos que se aproveitam do caos para deflagrar a sua demagogia costumeira nos anos eleitorais. Daí, tais políticos trabalham no sentido de as soluções para estes dramas urbanos caminhem em passo de tartaruga.

ELE ACEITA
O deputado federal Confúcio Moura, de Ariquemes, garante aceitar a indicação de seu nome para disputar o governo de Rondônia. Ele não teve, como diz, nada a ver com o prematuro lançamento de seu nome, num encontro político do interior, por alguns correligionários. “Mas confesso que achei a idéia maravilhosa”. O médico Confúcio Moura está cumprindo seu terceiro mandato como deputado federal, pelo PMDB. Entre os membros da bancada rondoniense em Brasília é um político respeitado nas diversas correntes partidárias que compõe o Congresso Nacional e graças isso tem conseguido destacar-se entre os que mais conseguem recursos da União para aplicação em Rondônia. Confúcio goza de respeito não só por ser um político que sabe pensar, mas, também, por que sabe fazer. Marcando seus sucessivos mandatos no plano federal pela seriedade e pela competência, Confúcio já foi várias vezes convidado para disputar o governo de Rondônia, mas sempre preferiu esperar:

NOVO ANO, BOAS NOVAS
A Comissão Mista de Planos, Orçamento Público e Fiscalização do Congresso Nacional prevê investimentos de R$ 49,6 milhões em Rondônia, a partir de 2004. O estado pode elevar esse valor, porque também receberá verbas de outras fontes, destinadas à região norte. Mas não vamos nos iludir. Temos cortes já decretados e outros à vista. O Governo confirmou um rombo de R$ 6 bilhões e a conta não fecha, em conseqüência de despesas adicionais, aquelas causadas pelas emendas à reforma tributária.

O PIOR ANO
Orivaldo Canoza está a trinta anos em Porto Velho. Ele veio de Araraquara (SP) e aqui se transformou no maior revendedor de pneumáticos da capital. Se não fosse o otimismo inerente a quem vive do comércio Canoza já teria abandonado o barco. Para ele este é o pior ano de todos os vividos aqui. “Desta vez a gente não está conseguindo nem trocar seis por meia dúzia. Quem estiver trocando seis por quatro já pode se sentir feliz”, afirma.
Procurando não espalhar pânico, Orivaldo Canoza acha que “2003 vai acabar como o ano mais sombrio para o comércio” rondoniense por ter sido “o ano da transição política no estado e também na administração do Brasil”. Justificando sua reputação de otimista ele nutre esperanças de que em 2004 as coisas serão muito diferentes, “com o Brasil e Rondônia voltando a crescer”, surgindo novas condições “para que todos possamos sair do atoleiro”.

PRESENTE DE NATAL
As escolas da rede privada já estão em franca articulação para subir os preços de suas mensalidades a partir de janeiro de 2004. Fontes do setor deixaram escapar que o reajuste deve ficar entre 10 e 20%. Enquanto isso, o MEC informa que está preparando portaria que disciplinará os gastos dos estabelecimentos de ensino da rede privada. Paulo Xisto, presidente da Associação Cidade Verde, uma Ong especializada em defender o consumidor, alerta que é direito do consumidor, no caso, pais e alunos, ter acesso às planilhas de custos que justifiquem os reajustes das mensalidades. 'A lei também determina que o consumidor tem de ser informado com 45 dias de antecedência à data para matrícula sobre o reajuste', acrescenta.

CULTURA É FUNDAMENTAL
Moisés de Oliveira, diretor da Escola do Legislativo, é o único nome integrado à política local que não abre mão de valorizar a cultura, apoiando eventos que são indispensáveis ao funcionamento dos costumes democráticos. Culturalmente, a cidade de Porto Velho está completamente excluída de eventos capazes de elevar a cultura de massas. Faltam iniciativas capazes de integrar nossa capital ao conjunto da cultura brasileira. A falta de equipamentos como teatro, centro de convenções, pinacotecas, museus, bibliotecas, etc, inibe os esforços para a produção de uma cultura de valor, que mereça a atenção da intelectualidade nacional. Esse quadro tem provocado inquietação no professor Moisés de Oliveira. A presença de Moisés de Oliveira à frente de importantes projetos do Legislativo bem como o apoio que recebe da mesa diretora para levar avante suas propostas é a prova mais cabal de que pelo menos naquele Poder há vida inteligente.

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