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Data: 20/5/2011

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Porto Velho,  s√°b,   19/outubro/2019     
COLUNISTA: Gessi Taborda

Em Linhas Gerais - 19/11/2003

18/11/2003
taborda@enter-net.com.br
 
  
INVESTIGAÇÃO
Alguns nomes de grande import√Ęncia no mundo pol√≠tico, social e econ√īmico de Rond√īnia t√™m todos os motivos para esquentar a cabe√ßa nos pr√≥ximos dias. S√£o nomes que est√£o na mira da chamada Opera√ß√£o Anaconda que, segundo fontes, intensificar√° trabalhos de investiga√ß√£o no Estado. Hoje o Delegado Paulo Lacerda, da Pol√≠cia Federal, dever√° apresentar um relat√≥rio sobre a opera√ß√£o. Esse relat√≥rio, de acordo com a fonte, n√£o esgota as a√ß√Ķes em desenvolvimento no estado. At√© o momento, sempre de acordo com a fonte, ‚Äúcinco empres√°rios rondonienses envolvidos em esquemas de contrabando‚ÄĚ j√° foram presos. As investiga√ß√Ķes continuar√£o sob grande sigilo, especialmente no que se refere √† lavagem de dinheiro il√≠cito.

ASS√ČDIO
Um funcionário passa pela colega de escritório e lhe diz que o seu cabelo tem um cheiro gostoso.
A mulher vai, imediatamente, ao gabinete do chefe e diz que quer fazer queixa de assédio sexual, e explica-lhe por quê.

O gerente fica admirado e lhe diz:
‚ÄĒ Mas, afinal, qual √© o mal de um colega lhe dizer que o seu cabelo tem um cheiro gostoso?
‚ÄĒ S√≥ que o safado √© an√£o!

CIRETRAN EM NOVAS MÃOS
Agnaldo Lopes Bassi tomou posse, ontem, como novo diretor da Ciretran de Candeias do Jamari. Ele substitui Edinalva Lara, mulher do vice-prefeito Osvaldo dos Santos, que foi exonerada a pedido do novo comando do Detran. Os motivos que culminaram com a demiss√£o da antiga diretora n√£o foram explicados.

N√ÉO √Č SOLU√á√ÉO
A opini√£o p√ļblica sempre foi favor√°vel √† redu√ß√£o da maioridade penal. O assunto ganha enorme destaque sempre que ocorre um crime de grande repercuss√£o envolvendo a participa√ß√£o de menores. E isso √© o que n√£o tem faltado na cr√īnica policial. Recentemente um menor foi executado aqui em Porto Velho, dentro da institui√ß√£o correcional existente. E olha que essa institui√ß√£o nem parece com as Febem da vida. Fatos como esse e como a trag√©dia de Felipe e Liana, ocorrida em S√£o Paulo, explorado pela imprensa e especialmente pelos programas sensacionalistas da TV reacende, como nunca, as cobran√ßas do povo para que os menores possam ser responsabilizados criminalmente a partir dos 16 anos. Mas discutir maioridade penal √© enfrentar o problema errado.

H√° bons argumentos em favor da redu√ß√£o da maioridade penal. A arrog√Ęncia dos dimenor, que se sentem impunes; os crimes de dimenores de 17 anos e 11 meses de idade. A fixa√ß√£o da idade em que as pessoas se tornam respons√°veis √© dif√≠cil. Se a fixarmos em 16 anos, teremos sempre um dimenor com 15 anos e 11 meses. Se a fixarmos em 14 anos, que faremos com quem tiver 13 anos e 11 meses? O ch√£o √© o limite: n√£o faz muito tempo, dois garotos de 9 anos assassinaram, com requintes de perversidade, um outro garoto de 8. Um dos mais fortes argumentos em favor da redu√ß√£o da maioridade penal √© o voto dos adolescentes. Se uma pessoa com 16 anos tem responsabilidade para votar, por que n√£o tem responsabilidade pelos seus atos? A pergunta √© irrespond√≠vel. Mas √© melhor, no caso, aumentar a idade do voto.

Menores perigosos devem ser contidos pelo tempo que for necessário, mesmo por dezenas de anos, até que cesse o perigo. Mas, enquanto adolescentes, não devem misturar-se com presos adultos, que os tornam ainda mais criminosos. O que deve mudar é outra coisa: a norma absurda que manda soltar monstros só porque fizeram 18 anos.

As pessoas gostam de classificar alguns crimes como políticos, praticados com conotação social, e outros não. Mas se a gente raciocinar verá que todo crime é político, porque ele se dá a partir de ingredientes sociais evidentes, como a negação, à terça parte dos brasileiros, dos direitos elementares ao estudo continuado, ao trabalho, aos bens culturais e à participação política consciente. Todo crime denuncia o lado podre da civilização brasileira, onde o dogma do progresso está vinculado ao sucesso individual a qualquer preço, gerador de ambição, neurose e frustração.

Seguran√ßa P√ļblica n√£o √© o simplismo da pris√£o perp√©tua ou pena de morte. N√£o √© apenas um caso de pol√≠cia. Para que haja, de verdade, seguran√ßa p√ļblica √© necess√°rio garantir o acesso dos mais pobres a uma educa√ß√£o p√ļblica de qualidade, sa√ļde para todos, mutir√Ķes pelo pleno emprego, moradia decente, terra e financiamento agr√≠cola para quem nela trabalha. Seguran√ßa P√ļblica √© conjunto de pol√≠ticas, onde se fa√ßa, inclusive, a reforma radical do sistema penitenci√°rio ‚Äď esta conhecida academia de banditismo ‚Äď, da Justi√ßa (que, no Brasil, quase sempre, tarda e falha) e das pol√≠cias, para qualific√°-las melhor.

NO IDIOMA TUPI
O presidente Lula, como um verdadeiro cacique, falou ao presidente Sam Nujoma, da Nam√≠bia, sobre a pobreza ind√≠gena do Brasil, associando a √Āfrica √† pobreza e a feiura. Finalizando em tupi-guarani: ‚Äúx√™ curumi poranga, ic√ļ ra√≠ra su√≠ tup√£‚ÄĚ (eu menino bonito, sou filho do deus Tup√£). O presidente Sam Nujoma n√£o teve d√ļvida: presenteou o seu ‚Äúcolega‚ÄĚ brasileiro com um apito de bambu.

PODRE DE RICO

Um americano enjoado de ouvir as lam√ļrias de um colega brasileiro sobre as dificuldades de se ‚Äúviver num pa√≠s pobre como o Brasil‚ÄĚ escreveu uma carta ao amigo para provar que n√≥s, brasileiros, somos muito mais ricos que os americanos. A carta, que transcrevo aqui, parece dar raz√£o ao gringo:

“Vocês brasileiros pagam o dobro do que os americanos pela água que consomem, embora tenham cerca de 25% da reserva mundial de água doce. Pagam, também, 60% a mais nas tarifas de telefone e eletricidade, apesar de 95% da produção de energia em seu país ser de hidroelétrica (mais barata e menos poluente), enquanto nós, pobres americanos, temos de pagar pela energia altamente poluente produzida por termoelétricas à base de carvão e petróleo e pelas perigosas usinas nucleares.

Vocês brasileiros pagam o dobro que nós pela gasolina, que ainda por cima é de má qualidade e acabam com os motores dos carros. Não dá para entender. Seu país é quase auto-suficiente em produção de petróleo e mesmo assim tem preços tão elevados. Aqui nos EUA nós defendemos com unhas e dentes o preço do combustível, que está estabilizado há anos em US$ 0,30 o litro (e gasolina pura, sem mistura).

Por falar em carro, vocês brasileiros pagam R$ 40 mil por um carro que nós, nos EUA, pagamos R$ 20 mil. Vocês dão de presente para o seu governo R$ 20 mil para ele gastar não se sabe com o quê. Na Flórida, caros brasileiros, somos tão pobres que o governo estadual cobra apenas 2% de imposto sobre o valor agregado (o ICMS do Brasil) e mais 4% de imposto federal. Já no Brasil, por serem ricos, vocês concordam em pagar 18%, só de ICMS.

Por falar em imposto, eu n√£o entendo por qu√™ voc√™s se dizem pobres se n√£o se importam em pagar, al√©m desse absurdo ICMS, mais PIS, Cofins, CPMF, INSS, IPTU, IPVA, IR, ITR e outras dezenas de impostos, taxas e contribui√ß√Ķes, em geral cobrados em cascata, e ainda fazem festas como o futebol e o carnaval. Sinal que n√£o se incomodam com esse confisco maligno, que lhes tira quatro meses de sal√°rio por ano. N√≥s americanos, que somos extremamente pobres, estamos isentos de pagar imposto de renda at√© US$ 3 mil (equivalente a R$ 9 mil), enquanto no Brasil os assalariados pagam a partir de R$ 1.200. Al√©m disso, antecipam imposto para o governo, com desconto retido na fonte, sem saber se v√£o ter renda at√© o final do ano. Aqui isso n√£o existe.

Quando soube que voc√™ pagou R$ 2.500 pelo seguro do seu carro, confirmei que voc√™s s√£o podres de rico! N√≥s nunca poder√≠amos pagar tudo isso. Por meu carro grande e luxuoso, eu pago US$ 345. Quando voc√™ me disse que ainda paga IPVA, n√£o tive mais d√ļvida. N√≥s, aqui, por sermos pobres, pagamos apenas US$ 15 de licenciamento anual, n√£o importando o tipo de ve√≠culo‚ÄĚ.

Depois dessa estou convencido de que somos realmente muito ricos e os americanos é que devem viver numa eterna pindaíba.

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