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Data: 20/5/2011

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Porto Velho,  ter,   19/novembro/2019     
COLUNISTA: Gessi Taborda

Em Linhas Gerais - 02/11/2003

1/11/2003
taborda@enter-net.com.br
 
  
DEVER CUMPRIDO
Com a palestra de Aud√°lio Dantas, na noite de sexta-feira, este colunista acredita ter cumprido outra vez seu papel tentando contribuir, mais uma vez, para a supera√ß√£o das dificuldades de Rond√īnia em lidar com temas de relevante import√Ęncia cultural, para conectar-se ao c√≠rculo representativo da cultura e da arte nacional. Certamente a pouca presen√ßa daqueles rondonienses tidos como a nata da nossa intelectualidade aos eventos realizados a pretexto do segundo anivers√°rio do peri√≥dico editado pelo colunista (o Imprensa Popular), s√≥ refor√ßou a id√©ia de que tanto a pintura de Stival Forti (ainda aberta √† visita√ß√£o p√ļblica no Sal√£o Nobre da Assembl√©ia) como a palestra de Aud√°lio Dantas (no audit√≥rio da Escola do Legislativo) n√£o s√£o coisas para principiantes. Pela vez primeira Rond√īnia recebeu um dos mais influentes jornalistas do Brasil na recente hist√≥ria da redemocratiza√ß√£o do pa√≠s, pelo papel que desempenhou como presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de S√£o Paulo ou, depois, como deputado federal e presidente da Federa√ß√£o Nacional dos Jornalistas, a Fenaj.

Imaginava-se que a possibilidade de contato da comunidade da m√≠dia local, pouco conhecedora da hist√≥ria do jornalismo no processo da recupera√ß√£o da democracia e da cidadania ap√≥s o golpe de 64 atrairia um p√ļblico capaz de lotar o audit√≥rio da Escola do Legislativo. Sobretudo com uma plat√©ia onde os estudantes de jornalismo, publicidade, RP, e os integrantes das reda√ß√Ķes dos segmentos midi√°ticos (jornais, r√°dio e tv) fossem mais representativas. Curiosamente esse p√ļblico alvo estava l√° em t√≠midos n√ļmeros. A impress√£o que ficou √© que a cidade n√£o est√° preparada para coisas s√©rias. E, assim, vai demorar ainda para sair da crise cultural em que se debate e a transforma numa mera caricatura, quando vista l√° de fora pelas comunidades mais sofisticadas, acostumadas a freq√ľentar teatros, pinacotecas, semin√°rios, palestras e eventos de alta-qualidade. √Č assustador constatar o desinteresse da ‚Äúelite‚ÄĚ local pelo mercado das artes, pelo contato com o belo. Vamos continuar a reboque da ignor√Ęncia, da produ√ß√£o cultural chinfrin, num mundo onde os bons modos e a disciplina intelectual s√£o essenciais a atra√ß√£o de novos investimentos.

A qualidade de vida est√° completamente associada ao esp√≠rito do Capitalismo. E n√£o se pode falar de qualidade de vida numa capital que despreza o teatro, as artes pict√≥ricas ou simples exerc√≠cio intelectual. Rond√īnia sequer empata, quando o assunto √© cultura, com boa parte de seus estados vizinhos. N√£o temos a menor chance enquanto prevalecer a vis√£o zarolha de jornal√Ķes e das tvs de simplesmente desconhecer fatos significativos do mundo cultural. Essa indulg√™ncia que leva √† sonega√ß√£o de informa√ß√Ķes para a sociedade, estas faculdades desajustadas do mundo real, constitui impeditivo para que nosso Estado entre na comunidade que verdadeiramente conta a n√≠vel nacional. Ou nos ajustamos a estas exig√™ncias de um mundo cada vez mais sofisticado no plano do conhecimento e da sensibilidade ou nos preparemos para viver durante muitos anos como um dos temas do deboche nacional. Nessa olimp√≠ada a conquista de medalha, mesmo de bronze, √© imposs√≠vel. A psique estadual continuar√° criando o clima para a humilha√ß√£o do Estado l√° fora.

Certamente quem esteve na vernissage de Stival Forti ou, depois, tomou contato com sua arte; quem assistiu a palestra de Aud√°lio Dantas, com certeza tirou proveito desses eventos que foram organizados para a comemora√ß√£o dos dois anos desse jornalismo alternativo realizado sobre a responsabilidade do colunista e editor daquele peri√≥dico. Assim como se expressou, nos dois eventos, o professor Mois√©s de Oliveira, lan√ßamos, outra vez, mais sementes ao solo. Elas, creio, h√£o de germinar. Foi assim quando decidimos organizar o primeiro Encontro Estadual de Jornalistas, vencendo os incr√©dulos e a torcida contra. Hoje, gratificados, vemos ve√≠culos dotados da parafern√°lia tecnol√≥gica semelhante √† dos grandes centros, vemos faculdades ‚Äúformando‚ÄĚ profissionais para o setor.

Ainda veremos essa nossa capital dotada de teatro, de centro de conven√ß√Ķes, de museus, galerias e pinacotecas; tudo isso com o povo capaz de compreender que arte e cultura est√£o mundo acima dos ‚Äúrodeios‚ÄĚ, dos mercantilistas carnavais fora de √©poca, concursos que exploram o erotismo no lan√ßamento enganador de ‚Äúmodelos‚ÄĚ que nunca pisar√£o uma passarela, ou dessas promo√ß√Ķes ca√ßa-n√≠queis que entregam trof√©us e diplomas a quem paga mais.

Take home value. Ou literalmente, ‚Äúo valor que levamos para casa‚ÄĚ, continuar√° sendo a tese pela qual nos bateremos sempre nas nossas iniciativas, enquanto pudermos contar com o apoio das cabe√ßas mais evolu√≠das, como demonstraram ter o deputado Carl√£o de Oliveira e seu irm√£o, o professor Mois√©s. Assim como eles, estou convencido de que o melhor que podemos fazer por uma pessoa e pela coletividade √© dar a ela oportunidade de ter acesso ao que existe de melhor em termos intelectual, art√≠stico, de lazer, etc.

Estou convencido de que eventos como a exposi√ß√£o de Stival Forti, no sal√£o nobre da Assembl√©ia, primeiro artista laureado em centros importantes como Londres, Paris, Houston e diversas capitais brasileiras que vem mostrar sua obra em Rond√īnia, ou como a palestra de Aud√°lio Dantas √© como o p√£o que alimenta e por isso o melhor √© sua partilha, sua divis√£o. Este foi o pensamento que norteou nosso trabalho na elabora√ß√£o desse calend√°rio de anivers√°rio de um jornal, para uma cidade repleta de eventos sem nenhum valor cultural verdadeiro mas que acabam sendo valorizados pela ‚Äúmassmidia‚ÄĚ e por um mecenato incapaz de fazer sua pr√≥pria autocr√≠tica. Acreditamos que Porto Velho precisa de exemplos para mudar, para produzir coisas com as quais possa angariar o respeito da opini√£o p√ļblica mais exigente desse pa√≠s. Um jornalista, um jornal, um pol√≠tico, um professor, um intelectual, uma institui√ß√£o n√£o deve perder a f√©, deixar de acreditar que mudar √© poss√≠vel, que a utopia de um mundo melhor para se viver √© inating√≠vel.

Da√≠, meus agradecimentos especiais ao O Estad√£o do Norte, pela cobertura. A Assembl√©ia Legislativa, na pessoa do deputado Carl√£o de Oliveira; a Escola do Legislativo, na pessoa do professor Mois√©s de Oliveira, √† R√°dio Rond√īnia, atrav√©s de seu pessoal do jornalismo e de seus apresentadores do programa Hora do Povo, pela cobertura dada aos eventos realizados. Certamente estes contribu√≠ram para que as pessoas que assistiram a palestra de Aud√°lio Dantas, ou que viram e ver√£o a mostra individual de Stival Forti se sentir√£o melhores e mais felizes do que antes. Ainda temos pela frente um novo evento, no dia cinco, quarta-feira, no Peixe Beer. Ali, gra√ßas ao apoio do vereador Emerson Castro, vamos reunir o que h√° de melhor entre m√ļsicos e int√©rpretes de nossa cidade, numa promo√ß√£o aberta ao p√ļblico de bom gosto. Ali se repetir√° o ‚Äútake home value‚ÄĚ t√£o fundamental em Porto Velho.

O JANTAR
Estive rapidamente no jantar oferecido pelo senador Valdir Raupp e sua mulher, deputada Marinha Raupp, na noite da sexta-feira. Ali o senador distribuiu seu primeiro livro reunindo discursos e outros documentos de sua atividade no senado. Foi um jantar muito concorrido. Mais do que o lan√ßamento do livro, o jantar marcou tamb√©m o natal√≠cio desse que, no momento, √© o l√≠der mais carism√°tico de Rond√īnia.

RECEBER
O empres√°rio Miakael Esber est√° vivendo dois momentos antag√īnicos: um de alegria e outro de indigna√ß√£o. De alegria porque anda atarefado com os preparativos de evento com o qual a col√īnia libanesa de Porto Velho marcar√° a data nacional de seu pa√≠s, o L√≠bano. O de indigna√ß√£o √© com a quase impossibilidade de resgatar um cheque dado em pagamento pela impress√£o de um tabl√≥ide lan√ßado recentemente na capital. Nesse caso, como vai fazer ainda n√£o sabe.

SORRY
Certamente os leitores esperavam coment√°rios sobre as recentes decis√Ķes do Judici√°rio, mandando recolher ao xilindr√≥ algumas figuras soturnas da pol√≠tica rondoniense, na capital e no interior. Em virtude do tempo ex√≠guo em que nos debatemos nesta semana deixaremos para depois estas an√°lises. Mas elas vir√£o, podem anotar.

PINDAIBA
O maior jornal de desinformação do interior está à beira de um ataque de nervos em razão da política de pagamentos do governo do Estado. Nem a babação do tal jornalão está livrando-o do fracasso. Há quatro meses seu pessoal não vê a cor do pagamento. A coisa pode estourar numa greve a qualquer momento.

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