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Data: 20/5/2011

Que benefício trará para o povo a ida de deputados rondonienses para Santa Catarina?



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Porto Velho,  sáb,   19/outubro/2019     
COLUNISTA: Gessi Taborda

Em Linhas Gerais

25/10/2003
taborda@enter-net.com.br
 
  
IRONIAS
Rondônia é, há muito tempo, vítima das ironias que fazem da política brasileira verdadeiro samba do crioulo doido. Nesta semana a ambigüidade foi o tempero principal do noticiário da grande imprensa local, tratando do tema “invasões” ou, como acham alguns, “ocupações da propriedade privada”. Pelo que li nos jornais, sem tetos protagonizaram um movimento de resistência contra os desígnios do stablishment; determinado a desalojar aqueles que ocupavam apartamentos construídos pela Caixa que, em tese, seriam destinados àqueles sem a casa própria.
O porrete cai sempre no lombo do zé-povinho e desta vez não foi diferente. Li que a polícia fez algumas prisões e colocou os deserdados pra fora na base das balas de borracha e das bombas de efeito moral. E onde está a ironia nesse teatro do absurdo? Ora não foi o próprio presidente Lula da Silva que dia desses defendeu a idéia de alojar sem tetos em prédios abandonados ou não acabados do governo? Então quem foi buscar abrigo naquele conglomerado de apartamentos ao lado da avenida Jatuarana, não fizeram apenas o que o presidente Lula diz que tem que ser feito?
Por que a Caixa Econômica não tratou de entregar logo a quem precisa e estava habilitado os tais apartamentos? Simples: a burocracia é a essência da administração pública. Ela tem sido flagelo principalmente para o segmento mais pobre. Num ambiente onde a carência residencial é enorme, como acontece em Rondônia, deixar fechados apartamentos como aqueles é uma perversão, uma imoralidade. Um deboche contra quem espera uma vida pelo reconhecimento de seu direito à moradia, sem nunca ser atendido. O governo do PT não mudou nada a face opressora do Estado, principalmente em relação às classes mais baixas.
A cada dia a população percebe mais que a frase “sem medo de ser feliz” era só truque de campanha. A alegria está cada vez mais distante, mais impossível. E mesmo assim o governo não deixa de se divertir com as desventuras dos nossos sem tetos, desempregados e desesperançados.
Não cultivo o pessimismo sombrio. Todavia, diante das coisas que vejo acontecendo aqui na Rondônia, ou mesmo em Porto Velho, não consigo ter mais do quem um otimismo raso. O que fazer, quando a gente ouve o presidente garantir que vai distribuir 15 milhões de dentaduras para a população carente? Não é de revolver o estômago do contribuinte-eleitor?
Pra mim, com esse tipo de conversa, não haverá outra coisa no fim do túnel que não seja a tragédia nua e crua. Não é atoa que tenho visto no rosto de tantos militantes petistas, antes cheios de ideologias – alguns chegados num patrulhamento dos “companheiros da esquerda” – um risinho cínico e um olhar cheio de cobiça.
Esse pessoal perdeu aquele entusiasmo de tomar a frente de movimentos de resistência popular. Se antes viviam denunciando o que consideravam perseguição e exclusão contra o populacho, agora param no meio do caminho para anunciar medidas populistas, apostando na ingenuidade do povo.
Dona Fátima e seus valetes, agora longe da mediação desses conflitos e do apoio ao povo, que se cuidem. Quando o povo decide pela tolerância zero aos enganadores da opinião pública, o programa funciona e o “traidor” é riscado da vida pública. Bem diferente do tal “fome zero”, até agora apenas mais um desses truques de madame que não resolveu nada.

CASA NOVA
Desde ontem o PFL rondoniense está de casa nova. Agora a sede do partido está na rua Nicarágua, na Vila dos Médicos, num espaço muito mais amplo do que aquele que era ocupado na rua José de Alencar. Mais uma mudança fruto do dinamismo do deputado Carlão de Oliveira, presidente regional do PFL, já chamado pelos seus pares partidários de “Supercarlão”.

NA BRIGA
Uma importante adesão para o grupo que enfrenta os ecólatras (viciados em ecologia) interessados, a todo custo, em melar a construção de novas hidrelétricas e do gasoduto de Urucu, além de outras obras previstas no Plano Plurianual do governo Lula para a nossa região, foi conseguida esta semana no Senado. Não, não se trata da senadora rondoniense, a Fátima Cleide. Essa gosta mesmo é de aplaudir e assinar embaixo das posições da Ministra Marina Silva, mesmo as contrárias ao nosso Estado. Quem entrou decididamente no bloco foi o senador Gilberto Mestrinho, do Amazonas. Bom para nós, pois Mesrinho é relator da Comissão Mista do Orçamento: “As obras previstas no PPA deveriam ter sido feitas desde a época do navegador Francisco Orellana”, disse o senador amazonense.

UDANÇA DE DATA
A “Supernoite Imprensa Popular”, show musical que reunirá no palco do Peixe Beer artistas da importância de Chiquinho do Acordeon, Orlando do Estácio, H. Montenegro, Nicodemos e seu violão, Júnior Johnson, Carlinhos Maracanã, Rubens Parada, Júlio Yriarte, para homenagear o segundo aniversário do jornal IMPRENSA POPULAR, mudou de data e será realizado no próximo dia 5.
Essa foi a maneira que os editores do jornal encontraram para ganhar mais fôlego com a produção do espetáculo, diante do tempo exíguo entre o fechamento da edição que marca o aniversário e a data em que estava previsto este show. Por motivos alheios à sua vontade, foi necessário cancelar o recital de Yamandu. Ele não teve como cancelar apresentações marcadas anteriormente. Em seu lugar haverá a apresentação de Zé Coco, um cartaz sempre requisitado nas temporadas turísticas de Paraty, no Rio. Outros artistas locais poderão juntar-se ao grupo que vai prestigiar o jornal nesse show de 5 de novembro.

NO PEREAS
Foi no Peréas o almoço de confraternização de membros do PP, que realizou ontem sua convenção partidária, na sede de seu diretório regional. Maurão de Carvalho está exultante com o resultado da mobilização e não esconde sua vontade de ver o partido na disputa de 2004 com candidato próprio a prefeito de Porto Velho.

CHEGANDO
Desembarca na terça em Porto Velho o artista plástico Stival Forti para participar da vernissagem de sua exposição, no próximo dia 30, às 19h30, no Salão Nobre da Assembléia Legislativa, dentro da série de eventos que marcarão o segundo aniversário de IMPRENSA POPULAR, periódico editado pelo colunista.
Stival é artista premiado em vários salões nacionais e suas obras estão espalhadas em coleções de três continentes. A exposição internacional mais recente aconteceu em Houston, no Texas, Estados Unidos, coroada de pleno sucesso. Aliás, sucesso foi o que Stival conseguiu também no exigente mercado artístico de Paris, onde seu trabalho foi elogiado pela crítica especializada. Esta é a primeira vez que Stival vem a Rondônia. Aqui, além da exposição, estará buscando estabelecer intercâmbio com nossos representantes das artes.

AUDÁLIO
O consagrado jornalista Audálio Dantas está completando 53 anos de carreira. Começou como fotógrafo da Folha de São Paulo, em 1950, e logo passou a repórter, e depois secretário do suplemento dominical e chefe de reportagem do jornal. Como repórter da FSP Audálio ganhou enorme destaque já em 1958, quando elaborou uma reportagem sobre a favela Canindé e descobriu a favelada Carolina Maria de Jesus, revelando para o mundo como autora do livro Quarto de Despejo, que chegou a ser traduzido em 13 idiomas.
Audálio foi repórter da histórica revista O Cruzeiro, na época (1959) a principal do país. De lá foi para a Editora Abril, chefiar a reportagem de Quatro Rodas. Chefiou também a reportagem da revista Realidade, um dos marcos editorais do país. Mesmo ocupando cargos de chefia, Audálio nunca deixou, ele mesmo, de ser repórter, de viajar boa parte do mundo para escrever reportagens memoráveis.
Em 1974, deixando a Editora Abril foi chefiar a redação das revistas Bloch, em São Paulo, de onde se demitiu por defender companheiros de redação e condenar o tratamento que a empresa de Adolf Bloch dispensava aos jornalistas. Retornou à Editora Abril, em 1975, Audálio quando foi eleito presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo. Era o período da ditadura e Audálio desempenhou um importante papel pela redemocratização do país enfrentando situações de extrema dificuldade, como aquela que acabou culminando com a morte de Vladmir Herzog.
Líder incontestável, Audálio foi sucessivamente deputado federal, presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e presidente da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. Hoje é presidente da União Brasileira de Escritores (UBE-RO) e do Instituto Ulysses Guimarães.
Ele chega quarta-feira em Porto Velho. Aqui participará dos eventos que marcam o segundo aniversário do periódico IMPRENSA POPULAR, realizando palestra e debate aberto ao público, especialmente aos acadêmicos de comunicação social e profissionais do setor, no dia 31, às 19h30, no auditório da Escola do Legislativo. Antes visitará as redações da imprensa de Porto Velho e concederá entrevistas. No momento Audálio coordena um importante trabalho cultural, junto ao Senac, em torno de Graciliano Ramos.

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