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Data: 20/5/2011

Que benefício trará para o povo a ida de deputados rondonienses para Santa Catarina?



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Porto Velho,  qui,   18/julho/2019     
COLUNISTA: Gessi Taborda

Em Linhas Gerais - 24/10/2003

23/10/2003
taborda@enter-net.com.br
 
  
AMIR DEPLORA IDÉIA DE IVO
Numa denúncia que enviou até ao Fórum Permanente de Assuntos Indígenas da ONU, além de outras importantes instituições internacionais que defendem direitos constitucionais, o senador Amir Lando lembrou o genocídio praticado contra os índios Cinta-Larga em 1963: “Os mandantes nunca foram presos e as testemunhas e denunciantes foram mortas e/ou enlouqueceram em sanatórios. Neste período, os Cinta Larga foram reduzidos de 5.000 pessoas para cerca de 1.300 sobreviventes”. O senador, ao tocar no assunto, afirmando que hoje a maior pressão sobre aquela tribo tem origem na exploração ilegal de recursos naturais, madeiras e minérios em suas terras, em especial de diamantes, através de investidas de intermediários de empresas de mineração e do Governo de Rondônia, voltou a lamentar, afirmando que o governo rondoniense coloca-se claramente a favor dos interesses dos mineradores e garimpeiros, agravando a situação de risco dos Cinta Larga.

Amir demonstrou alta indignação com a proposta do governo rondoniense, protocolada junto ao Ministro da Justiça, onde a CMR teria o papel de coordenar a exploração mineral na reserva: “Causa-nos indignação a pretensão e o requerimento protocolado no Ministério da Justiça em 01/10/03, em que o Governador de Rondônia, o Sr. Ivo Narciso Cassol, gestiona a invasão de 3.000 garimpeiros e apresenta proposta de "parceria" para aproveitamento econômico de diamante dentro de Terras Indígenas Cinta Larga, demarcadas, homologadas e registradas no SPU (Serviço do Patrimônio da União)”. O Senador considerou a proposta de Ivo Narciso como “um verdadeiro atentado contra o povo Cinta-Larga e a Constituição Federal”. Por isso Amir Lando pediu “repúdio público do Governo Federal às propostas enviadas pelo Governador de Rondônia ao Ministério da Justiça para aproveitamento econômico de diamantes nas Terras Indígenas dos Cinta Larga, por violarem a Constituição Federal e os direitos fundamentais desse povo indígena”.

JOGO PESADO
Amanhã começa circular a edição de número 20 do periódico Imprensa Popular. É quase uma edição especial, afinal, neste mês de outubro o jornal completa seu segundo ano de lançamento. E nesse período a publicação, que só circula uma vez por mês, enfrentou todos os percalços sofridos por seus congêneres. Perseguição política censura e apreensão de duas edições, além de um rocambolesco esquema montado no período da campanha eleitoral anterior, atingindo o filho do colunista, submetido a ameaças e depois levado a Polícia Federal, tudo para atender interesses de quem detinha o poder no Estado e sofria críticas do Imprensa Popular. Em Rondônia não é fácil fazer jornal. Aqui os governantes sempre desejaram uma mídia de joelhos. Para isso quando a interferência econômica, buscando sufocar a imprensa crítica, não surte efeitos, usa-se outros expedientes, inclusive os de efeito letal. Fundamental para o pleno exercício da cidadania, a mídia independente come o pão que o diabo amassou. Talvez não haja um Estado onde jornalistas sejam processados com tamanha facilidade, onde sejam perseguidos de forma sutil, até dobrar os joelhos ou se quebrar economicamente. Nem todos os donos de jornais ou de outros meios midiáticos morrem ou sofrem atentados, embora na crônica da vida deste jovem Estado existam alguns mártires. Algumas vítimas desse “diálogo de dragão” com os “donos” do Poder acabam aceitando o comprometimento. Outros, por receio dos fortes tentáculos do establishment adotam a autocensura e deixam de abordar, claramente, os temas que desagradam os mandatários.

A independência da imprensa é primordial para garantir o crescimento da sociedade num clima de justiça social, de democratização das oportunidades. Esta independência é muito mal compreendida em Rondônia. Aqui, afinal, para quem detém o poder, toda observação da imprensa independente, são impertinências. Mesmo assim, nesse cenário sombrio, o periódico Imprensa Popular, editado pelo colunista, começa circular amanhã mostrando que não abre mão desse jornalismo que premia a polêmica e não aceita ser pautado pelos nichos de poder. Acreditamos que o mais difícil para este tipo de jornalismo já passou. O atual governo malgrado sua idiossincrasia, parece entender que o sistema da chibata não funciona e pode voltar a um diálogo construtivo com a imprensa. No caso do Imprensa Popular, ele deverá continuar independente, até porque aqueles que se devotaram ao governo esquecendo o leitor acabaram se arrependendo.

CARESTIA
Ontem fui ao supermercado e vi que os índices oficiais não valem para Rondônia. A vida aqui fica mais cara todo dia. Aliás, não é só no supermercado. Na farmácia, no hospital, na escola e até no cemitério. A escalada de preços em Rondônia evidencia a falta de tudo, principalmente de fiscalização em cima dos cartéis. Sabias que até nas papelarias o sistema cartelizado é uma realidade? Para conferir é só ver, por exemplo, o preço cobrado numa resma de papel A4. Em todo lugar o preço é de R$ 15. A diferença está em ínfimos centavos. O a explosão de preços administrados pelo governo? Fica cada dia mais difícil pagar a conta de luz, de telefone, água... E vai por ai afora. Quem votou nos barbudinhos descobre todos os dias como esse pessoal do PT mudou. Ninguém parece disposto a fazer o que é certo! Como eles vão pedir novamente os votos do povão!

É CANDIDATO
A recente aparição de Oscar Andrade no programa oficial do PL, na televisão, é mais do que uma pista de que ele vai mesmo disputar a prefeitura da Capital. Pelo tom de suas palavras, o queridinho do Vice-Presidente José de Alencar vai dizer que o trabalhador remediado (leia-se pequenos comerciantes, funcionários de escalão médio, etc) precisa ser respeitado. E que precisa dele na prefeitura de Porto Velho.

ENGODO
Diferente de outras propostas do Executivo, ávido para mostrar a que veio, diferente da boa iniciativa, em tese, das reformas previdenciária e tributária, apesar de alguns pontos eivados de injustiça e da mais pura demagogia, a discussão da proposta governamental de "desarmamento geral" é um engodo, quando se limita a proibir ao cidadão politicamente correto de possuir arma para defesa pessoal, até mesmo no âmbito de sua residência, deixando a bandidagem no mais puro privilégio e comodidade de continuar na clandestinidade da importação de modernas e pesadas armas.

CÂMARAS MENORES
As Câmaras Municipais estão se mobilizando em Brasília para tentar impedir que uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) obrigue a maioria delas a reduzir o número de vereadores já nas próximas eleições municipais. O sinal amarelo acendeu em abril, quando o plenário da Corte interrompeu, por causa de um pedido de vistas, o julgamento de um recurso do Ministério Público de São Paulo contra uma lei do município paulista de Mira Estrela, que fixou em 11 o número de vereadores da cidade. As Câmaras Municipais estão se mobilizando em Brasília para tentar impedir que uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) obrigue a maioria delas a reduzir o número de vereadores já nas próximas eleições municipais. O sinal amarelo acendeu em abril, quando o plenário da Corte interrompeu, por causa de um pedido de vistas, o julgamento de um recurso do Ministério Público de São Paulo contra uma lei do município paulista de Mira Estrela, que fixou em 11 o número de vereadores da cidade.

QUESTÃO DE COR

Respondendo por 46% da população brasileira, os negros e pardos ocupam apenas 6% das vagas na direção das empresas. A situação se repete no caso das mulheres. As conclusões fazem parte de um estudo divulgado pelo instituto Ethos com base nos resultados da pesquisa nacional por amostra de domicílio, realizada pelo IBGE. O estudo revela também que a probabilidade de um branco ocupar um cargo de chefia é 12 vezes maior do que a de um negro com semelhante grau de qualificação. A situação se agrava quando o profissional, além de negro, tem menos de 40 anos. Só o governo pode combater o desajuste com o crescimento da nossa economia, geração de empregos, oportunidades de trabalho e maior investimento na educação. Mas, na mais santa ignorância, tenta enfrentar a discriminação com medidas autoritárias que exigem das universidades maior participação dos negros nas vagas oferecidas quando a pesquisa em questão já demonstrou: mesmo com igual formação intelectual, o trabalhador negro ganha salários menores do que os pagos aos brancos.

FECHADO EM COPAS

Lindomar Garçom é grande liderança de Candeias do Jamary, município vizinho de Porto Velho. As pesquisas realizadas na cidade dão conta de que “70% da população” votaria sem sobressaltos num candidato indicado pelo prefeito, para sucede-lo. As mesmas pesquisas apontam o primeiro prefeito de Candeias, Chico Pernambuco, como líder na preferência dos eleitores. Acontece que Pernambuco não é “o nome preferido do prefeito Lindomar”, de quem sempre foi desafeto político. Garçom deverá apoiar para sucessão um candidato oriundo da Câmara Municipal. E entre os vereadores há pelo menos dois que estão ávidos para ser anunciado como o preferido do prefeito Lindomar.

SPC E SERASA MAIS BARATOS

Quem estiver afiliado ao SIMPI poderá, nos próximos dias, fazer consultas ao SPC e ao Serasa por um preço reduzido em quase 80% do que pagam atualmente os micros e pequenos empresários. O anúncio foi feito Leonardo Sobral, presidente do SIMPI, acrescentando que faltam “apenas detalhes” para o serviço entrar em operação.

GANHANDO PRESTÍGIO

O vereador Silvio Gualberto está aumentando, e muito, seu prestígio junto à população e aos seus pares. Trabalhando com um orçamento exíguo, vai conseguindo, mesmo assim, melhorar as condições da Câmara Municipal de Porto Velho, numa necessária obra de reforma dos vários gabinetes da Casa. Contando com espaço mais racional para desenvolver suas atividades, vereadores e servidores do legislativo municipal poderão prestar um serviço muito melhor às centenas de cidadãos que recorrem à Câmara à espera de atendimento em seus pleitos. Para o ano, com orçamento novo, Gualberto pretende inserir aquele poder no novo conceito de modernidade exigido pela população.

YOUNG
O artista plástico e designer Young Blood assinará todas as peças de artes e decorações da nova casa de espetáculos que o centro da cidade vai ganhar, graças ao empenho do empresário Uirandê, o nome de maior respeito no mundo da diversão de Porto Velho. O novo “point”, com o nome de Barcaça, terá um mundo de inovações para atender as exigências de lazer dos portovelhenses e dos visitantes da Capital.

RICHARD

É o que se ouve nas rodas palacianas: “Richard Morant terá, finalmente, oportunidade de mostrar competência na sua função de chefe do Departamento de Comunicação do Governo. Ninguém quer mais ver o governador pagando micos como aconteceu com sua aparição no programa do Ratinho”. E tudo isso antes do Decom ganhar status de Secretaria de Estado.

FAZENDO HISTÓRIA

O deputado Carlão de Oliveira vai tomando decisões que aumentam seu respaldo não só na Assembléia como nas ruas de Rondônia. Ele vai firmando a imagem de que é homem que faz. Por isso começa a ser apontado com uma alternativa de governo para 2006. Carlão, quando perguntado sobre isso, prefere desconversar. Mas aí está um homem que não se omite. A Assembléia está atuando em importantes frentes de investigação: invasão de terras indígenas, luta entre grileiros e camponeses, corrupção sexual de menores, sonegação fiscal e cartelização. E mesmo assim Carlão não se descuida de apoiar movimentos sociais importantes, como o anuncio feito agora de que contribuirá para dotar instituição de apoio social de uma moderna padaria. Imaginem esse homem comandando um Executivo!

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