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Porto Velho,  dom,   13/outubro/2019     
COLUNISTA: Gessi Taborda

Em Linhas Gerais

18/10/2003
taborda@enter-net.com.br
 
  
DIGNIDADE
A firme decisão do presidente da Assembléia Legislativa de Rondônia, deputado Carlão de Oliveira, de enfrentar a campanha movida por núcleo ligado à (agora) senadora Fátima Cleide Rodrigues da Silva, que formulou a Ação Popular 001.2003.013126-9, em mais um lance coordenado por interesses forjado na fogueira das vaidades de um outrora poderoso serviçal do Executivo, certamente repercutirá ao longo de sua trajetória política, projetando-o como defensor intransigente da dignidade de uma Casa, que não pode aceitar mais, passivamente, atos redutores de suas competências. A decisão de Carlão de Oliveira, buscando na própria Justiça o reparo a uma decisão que diminuía o parlamento (anulando, liminarmente, sua competência de indicar componente da corte de contas), Carlão prestou um inestimável serviço à democracia. Sua decisão de peticionar no Judiciário a pronta suspensão da liminar traduziu concretamente o desejo da maioria dos membros do Poder Legislativo. Aliás, a preservação do Legislativo interessa a todos. Sem um Legislativo capaz de concretizar ações de sua competência, o que se vê a expansão do poder invisível, esse que ataca por seus ventríloquos, às vezes no papel de inocentes úteis. Ainda bem que o Judiciário mantém seu necessário nível de discernimento. Isso ficou consubstanciado na histórica decisão de último dia 15, prolatada pelo desembargador Gabriel Marques de Carvalho. Ali está uma dessas autoridades que reconhece a importância de se manter na normalidade a vida institucional, respeitando-se as questões próprias de cada nível de Poder, no âmbito de suas competências. Ele e o deputado Carlão são, portanto, duas personalidades capazes de identificar as práticas da contrafação na missão investigativa, emolduradas por objetivos personalistas, com finalidades funestas.
A justificativa visível nesse imbróglio está longe do interesse social. Ele nasceu, na verdade, de uma relação incestuosa entre falcões partidários agindo como intermediários de uma vindita, com a esperança de que essa “guerrilha” acabe funcionando como estação elevatória de suas próprias vaidades. Ora, quem não percebeu que essa “guerra” é apenas palco para a encenação de atores políticos de menor expressão que hoje, por simples “acidente” eleitoral estão em Brasília, levados pela enxurrada de “lulismo” das eleições passadas? Estes que agem contra uma decisão do Parlamento (de sua competência), imaginando fazer do Legislativo um circo, buscam com seus atos tresloucados desmoralizar as três esferas da administração para, com isso, ganhar a fosforescência da mídia, enganando a opinião pública. Ainda bem que o Poder Legislativo tem hoje a sua frente um dirigente que não se deixa levar pela insídia do grupismo, do caciquismo e do oportunismo político desses “esquerdistas” de araque.

CHEIO DE DIVERGÊNCIAS
Ao contrário do Interior, em Porto Velho o PMDB vai para a convenção que renovará seu diretório municipal com muitas divergências. São seis chapas que disputam hoje o controle do partido na Capital. Entre elas, uma de clara dissidência e oposição à cúpula do partido no Estado: Neirival Pedraça e Williames Pimentel. Se a chapa dessa dobradinha vencer, certamente a tese da candidatura própria estará sepultada. Ontem vários peemedebistas opinavam que Pedraça e Pimentel estão disputando “estimulados pelo prefeito municipal”, interessado em ter sua cunha no partido de Amir Lando.

CHAPAS
O PMDB tem cerca de 10 mil filiados em Porto Velho em condições de votar na convenção desse domingo. Eles poderão escolher as chapas encabeçadas pelo ex-prefeito José Guedes, pelo médico José Augusto, por Nelson Marques, pelo histórico Aberlardo Castro (defensor declarado da candidatura própria), por Neirival Pedraça e pelo engenheiro da prefeitura Edson Duarte. Segundo consta, o preferido do presidente do diretório regional, o senador Amir Lando, é Nelson Marques, um dos nomes cogitados para eventualmente ser o candidato do partido na sucessão municipal de 2004.

PRESTÍGIO
O Balneário Rio Preto, paradisíaco local do município de Candeias do Jamary, ficou lotado praticamente o dia todo por amigos de Lindomar Garçom, o prefeito daquela cidade, numa festa que comemorou os 36 anos daquele executivo municipal. Mesmo emocionado o prefeito acabou sendo o grande animador de palco da festa em sua homenagem que, segundo consta, foi organizada por Wagner, o empresário que fez daquele balneário um dos mais rentáveis empreendimentos turístico da região.

EVENTOS
Para marcar o segundo ano de circulação do periódico IMPRENSA POPULAR, editado pelo colunista, três eventos de cunho cultural serão realizados no final desse mês. Os eventos foram montados com a preocupação de divertir, informar e fazer o público pensar. Assim, no dia 28, no Peixe Beer, com entrada franca, acontecerá um show artístico reunindo os nomes de qualidade inquestionável de nossa música. Para abrir esse programa foi convidado o talento precoce da música brasileira, Yamandu Costa.
No dia 29, no Salão Nobre da Assembléia Legislativa, o artista plástico Stival Forti, de São Paulo, exporá obras inéditas e premiadas internacionalmente. Stival já exibiu seus trabalhos com sucesso em diversas capitais do Brasil, além de França e Estados Unidos. Virá a Porto Velho pela primeira vez. Sua obra compõe coleções importantes em quatro continentes. Além de pintor reconhecido internacionalmente, Stival é construtor de instrumentos musicais para expoentes dos palcos de diversos locais do mundo. Aqui aproveitará para estudar algumas madeiras da região e sua serventia para este fino artesanato.
No dia 30, fechando o calendário de eventos que marca o segundo aniversário de IMPRENSA POPULAR, o público ligado ao setor de comunicação (jornalistas, radialistas, publicitários, etc) terá oportunidade de assistir palestra a ser proferida por Audálio Dantas, no auditório da Escola do Legislativo de Rondônia. Audálio está entre os mais conceituados jornalistas do Brasil. Foi presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo no período mais crítico da ditadura brasileira e foi, também, presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, a Fenaj. Audálio é escritor, com várias obras traduzidas em diversos idiomas, sendo diretor da União Brasileira de Escritores (UBE). É também presidente da Fundação Ulysses Guimarães-SP e presidente da Alcom. Em seu currículo registra-se os cargos de presidente da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e do Conselho da Fundação Cásper Líbero, mantenedora da TV Gazeta e da Faculdade de Comunicação Cásper Líbero. Na Editora Abril foi um dos fundadores da Realidade e dirigente de revistas importantes como Exame e Quatro Rodas. Em Porto Velho o jornalista Audálio Dantas sobre “O Tratamento da Grande Imprensa a Pequenos Estados como Rondônia”.
A edição de número 20 de IMPRENSA POPULAR, que marca seu segundo ano de fundação, estará circulando esta semana.

SALVE O POVO BOLIVIANO
A Bolívia é certamente o mais pobre país da América do Sul. Mas seu povo acaba de dar um exemplo de politização capaz de corar a nós, brasileiros, tão despolitizados. A luta do povo levou o presidente do vizinho país a renunciar. Gonzalo Sanchez de Lozada perdeu a escassa legitimidade com que chegou ao Palácio Queimado e tentou manter-se à força no Poder. Deve ter acredito no apoio que tinha da embaixada ianque e de alguns oficiais puxa-sacos das Forças Armadas e da Polícia. O povo boliviano mostrou, no entanto, sua conhecida disposição de lutar até a morte por uma democracia em que pudesse participar e decidir. Se o povo brasileiro tivesse a mesma coragem e determinação de defender os interesses nacionais, democráticos e populares muitos desses “líderes políticos” que vivem entregando o Brasil e levando o povo ao sacrifício extremo também debandariam. Como só temos coragem de “derrubar presidentes” com as armas das “caras-pintadas”, assistimos impassíveis nossos recursos servindo à sanha dos interesses apátridas enquanto nosso povo geme no desemprego, na fome, na falta de segurança e saúde. O brasileiro é um ser cordial, mas até quando? Pode acontecer que um dia nosso povo também passe a exigir, sem perdoar, uma nova postura daqueles que rasgam suas promessas, traem seus compromissos assim que chegam a poder fazendo o jogo que prolonga indefinidamente as angústias da população. Bravos bolivianos, os respeitos dos brasileiros que estão cansados da mentira, da hipocrisia e da corrupção.


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