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Data: 20/5/2011

Que benefício trará para o povo a ida de deputados rondonienses para Santa Catarina?



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Porto Velho,  qua,   17/julho/2019     
COLUNISTA: Gessi Taborda

Em Linhas Gerais - 12/10/2003

11/10/2003
taborda@enter-net.com.br
 
  
VALVERDE DE FORA
O deputado Eduardo Valverde, do PT, reduziu seu entusiasmo com o movimento gay. Ele, que “deu a maior força” ao movimento gay rondoniense, participando alegremente da primeira passeata dos homossexuais rondonienses; preferiu ficar de fora da Frente Parlamentar organizada na Câmara para defender reivindicações homossexuais, como o projeto de união civil entre pessoas do mesmo sexo, de autoria da petista Marta Suplicy, em 1995. Esse desinteresse repentino em assumir de forma oficial a defesa das bandeiras dos gays, dá a idéia de que Valverde não está mais interessado na disputa como candidato a prefeito, em 2004, de Porto Velho. Só isso justificaria deixar de lado um segmento eleitoral onde o parlamentar transita com tranqüilidade.

NA LIDERANÇA
É impressionante a liderança de Chico Pernambuco entre os eleitores de Candeias do Jamari, depois de tantos anos de sua passagem pela prefeitura daquele município. O primeiro prefeito de Candeias mantém, seguramente, a preferência de 30% do eleitorado da vizinha cidade. Isso certamente é um dado complicador para seus concorrentes diretos.

FINANCIAMENTO
Quanto custará uma campanha de prefeito numa cidade como Porto Velho? Alguns especialistas em orçar campanhas crêem que em 2004 nenhum candidato conseguirá obter chances de vitória se não tiver algo em torno de R$ 3 milhões para torrar na campanha. Por que tanto dinheiro? Uma parte dele é gasto na produção dos programas para TV, rádio e comícios. Outra parte em veículos (e ai entra combustível e manutenção), papel, camisetas, bonés, brindes, lanches, assessores, institutos de pesquisas e gráficas. E não se pode esquecer o verdadeiro exército informal de cabos eleitorais e distribuidores de santinhos que ganham de R$ 10 a R$ 15 por dia. Some a isso a ajuda aos candidatos a vereador, os “agrados” a lideranças e instituições, etc, etc. Então o dinheiro pode determinar o rumo de uma eleição? Uma análise do resultado das últimas eleições nos permite dizer que sim. É claro que tem candidato tão ruim, tão rechaçado pelo povo, que nem mesmo uma montanha de dinheiro dá jeito.

O mercado publicitário sabe da importância das campanhas eleitorais para o aquecimento do setor. Por isto já está em plena agitação. Os pré-candidatos já estão recebendo todos os dias propostas dos tais marqueteiros. Em Porto Velho os chamados candidatos “top de linha” devem manter nesse ano o costume de trazer profissionais de fora do Estado para realizar o marketing de suas campanhas. Isto aumenta o custo e ao mesmo tempo contribui para a não profissionalização do mercado local, mercado esse em profunda mudança desde que começou a funcionar por aqui as faculdades de comunicação social, com cursos específicos de publicidade.

A maioria dos candidatos (principalmente políticos profissionais) sabe dos altos custos de campanha que terão de enfrentar. E ai aceita firmar alianças muitas vezes espúrias, desde que tais alianças garantam o financiamento de parte ou de toda a campanha. Quem poderia imaginar, por exemplo, dois históricos adversários políticos, como Nazif e o atual prefeito, viessem a caminhar juntos no processo sucessório? E isto deverá mesmo acontecer. Mauro sabe que numa aliança dessas terá muito mais facilidade de encontrar o mapa da mina que facilitará sua caminhada. É claro que para isso assumirá compromissos sobre os quais jamais falará ao público.

INSPEÇÃO NO JUDICIÁRIO
O tiroteio verbal em virtude da idéia de aceitar uma inspeção da ONU no Judiciário brasileiro deverá continuar nos próximos dias. O duelo acirrou-se depois que o Secretário Especial dos Direitos Humanos, Nilmário Miranda, afirmou que a impunidade no Brasil está ligada à atuação da Justiça. Para Nilmário a coisa mais rotineira que existe num país democrático, que assumiu compromissos com a ONU e com a OEA (Organização dos Estados Americanos), é ter visitas, ter relatórios, expor a situação. Isso não fere a soberania, pelo contrário, ajuda o Brasil. O ministro Nilmário coordenou uma reunião com os presidentes das Comissões Legislativas de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania das Assembléias Legislativas, que assinaram uma moção de apoio à vinda de um enviado da ONU para realizar a tal inspeção, concluindo que o trabalho do relator irá oportunizar análises e avaliações sobre o Poder Judiciário brasileiro, uma vez que este exerce papel relevante na proteção o e defesa dos direitos humanos.

POLUIÇÃO VISUAL
E lamentável o grau de poluição visual (e sonora) de Porto Velho, como se aqui não houvesse lei para regulamentar essa questão. Do jeito que está qualquer um bota placas, outdoors e faixas de propaganda do tamanho que quiser e no local que bem entender. Alguém precisa fazer alguma coisa para ordenar o nosso espaço urbano. Vivemos no meio de uma verdadeira tempestade de propaganda através destes meios toscos. Até parece que Porto Velho não tem veículos de comunicação capazes de atender às necessidades do mercado publicitário. Aqui não se respeita nada. As placas e as faixas não têm um padrão de altura de altura mínima, de tamanho, de nada. Esta poluição não só emporcalha a cidade, como também oferece riscos às pessoas e aos motoristas que, por distração diante desse pandemônio, criam problemas de segurança no trânsito. Para tornar a coisa ainda mais macunaímica some-se estridentes carros de som e a maciça distribuição de panfletos nos cruzamentos de maior movimento da cidade. Seria bom que vereadores e o próprio prefeito coibissem essa zorra que depõe contra os padrões de civilidade de nossa amada Porto Velho.

TRANQUILO
O professor Moisés de Oliveira, diretor da Escola do Legislativo, respira política 24 horas por dia. Apesar de não estar satisfeito com “a postura de alguns companheiros” que no frigir dos ovos deixaram de lado o “Frentão”, Moisés mantém-se aparentemente tranqüilo com relação ao seu projeto, continuando o trabalho de costurar acordos, de modo a se garantir em 2004. O irmão do presidente da Assembléia acha que lá para abril do próximo ano estará equilibrando o jogo com os concorrentes mais importantes. Uma equipe de amigos do professor, profissionais de larga experiência, trabalha na definição de táticas e ações que darão visibilidade ao seu nome no cenário político do município. Moisés tem tudo para se transformar numa vitrine para a classe média de Porto Velho no próximo ano.

CABO ELEITORAL
Uma sondagem de opinião pública comprovou que Lindomar Garçom, prefeito de Candeias, continua sendo o maior cabo eleitoral daquele município. Pelo menos 70% dos eleitores da cidade afirmaram que “votarão no candidato apoiado pelo prefeito”. Nem por isso os dois nomes preferidos por Garçom devem “deitar em berço esplêndido”. Eles estão com índices muito abaixo do primeiro colocado nas pesquisas.

EM GUAJARÁ
A decisão de Isaac Bennesby de participar como candidato a prefeito das eleições de 2004 em Guajará-Mirim modifica substancialmente o cenário político da “Peróla do Mamoré”. Isaac é o preferido, mas nem por isso deixa de trabalhar para viabilizar uma forte aliança em torno de seu nome. O ex-prefeito de Guajará e atual secretário municipal de obras de Porto Velho disputará as eleições pelo PFL, partido ao qual se filiou no mês passado.

MULHER
Renato Lima, do PTB, vai cumprir mais dois meses de intensa agenda de visitas a bairros e distritos da Capital. Nesse período continuará conversando com outros partidos sobre as eventuais parcerias para a disputa de 2004, especialmente buscando o nome de uma mulher de expressão “para compor como vice” a sua chapa. Após estes dois meses Lima vai curtir um período de descanso com a família.

DE FORA
O médico Aparício Carvalho não tem o menor interesse em participar do pleito eleitoral do próximo ano, “a não ser para ajudar amigos”. Ele que já foi vereador, deputado federal e vice-governador vota-se no momento apenas às atividades fundamentais para consolidar a FIMCA, única faculdade de odontologia no Estado. Trabalha também para implantar no próximo ano o curso de medicina, já praticamente aprovado pelo MEC.

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