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Data: 20/5/2011

Que benefício trará para o povo a ida de deputados rondonienses para Santa Catarina?



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Porto Velho,  qui,   18/julho/2019     
COLUNISTA: Gessi Taborda

Em Linhas Gerais

27/9/2003
taborda@enter-net.com.br
 
  
ESQUECIDOS
Entre os ex-parlamentares distinguidos com homenagens na sessão solene de sexta-feira, na Assembléia Legislativa, encerrando a programação festiva de seus 20 anos de fundação, foram esquecidos nomes como o de Eurípedes Miranda Botelho, Walderedo Paiva, Edson Fidélis, Willyam Cury, Maurício Calixto entre vários outros que fizeram parte do alto clero da Casa.

DECISÃO
O contabilista Roque Oliveira, conforme deixou escapar na sexta-feira, está confiante de que nesta semana será finalmente decidida sua ida para uma importante diretoria da Sudam, cargo para o qual está indicado pelo senador Valdir Raupp. Ele foi um dos mais competentes executivos do ex-governador Raupp, quando dirigiu o Instituto de Terras de Rondônia.

QUEM NÃO COMUNICA...
Colocada sob a responsabilidade de “publicitário” desconhecido trazido de Cacoal, a propaganda do governo rondoniense nunca foi tão ruim. Ela praticamente nada conseguiu de interação com a sociedade e, assim, pouco proveito tem dado à administração de Ivo Narciso, até agora. Nem mesmo dentro daquilo que seria objetivo primário, a de estimular o cumprimento de responsabilidades individuais para com o governo (pagamento de impostos, por exemplo), a tal propaganda surtiu os efeitos esperados. A “publicidade oficial” do governo rondoniense é, por assim dizer, apenas o reflexo de uma administração carregada de assessores inexperientes. Está longe do “timing” desejado e necessário num governo com a complexidade rondoniense.
Até o momento, o grosso da publicidade voltou-se para um tipo de “comunicação institucional” personalista, e nem assim garantiu grandes proveitos para quem está no poder. A distribuição dessa mídia (com dinheiro público, é claro) atendeu simplesmente ao controle da mídia e da informação, sem transformar o governo numa fonte confiável de esclarecimentos para a opinião pública. O governo, como se sabe, já cogitou mudanças nesse setor. Contudo, vencer o princípio da inércia continua sendo um desafio instransponível. E assim a coisa vai caminhando deixando tudo como dantes no quartel de Abrantes.
A publicidade do governo deveria voltar-se para os necessários aspectos educativos, auxiliando o cidadão-contribuinte-eleitor a enfrentar de forma melhor os problemas de saúde, segurança, educação, emprego, lazer, capacitação profissional, cidadania, etc. Esses deveriam ser, claro, os objetivos da administração pública. Ora, como conseguir isso se o principal executor da publicidade oficial não sabe, com profundidade, o que venha a ser verdadeiramente propaganda institucional? A propaganda do governo – como é fácil constatar nas mídias veiculadas – tem servido a si mesma, daí sua inocuidade. Bem diferente, por exemplo, da publicidade executada dentro do plano de comunicação do Poder Legislativo, nesta gestão do deputado Carlão de Oliveira.
Ao contrário do injustificado ufanismo do Executivo, a publicidade da Assembléia Legislativa – feita por gente com tutano – é pensada para caracterizar perante a opinião pública a idéia de que a atual mesa diretora está arrumando a Casa, está imbuída do propósito de agir em equipe, está determinada a valorizar hábitos saudáveis, lastreados em pensamentos elevados, criando condições para incluir aquele segmento do Poder no cenário nacional, dentro do viés da política de resgate social. Enquanto o Executivo ainda não mostrou entender como, por quê e para quê usar a propaganda oficial, enquanto a Assembléia Legislativa demonstra uma preocupação pedagógica com sua publicidade que busca a interação com o grande público. A sua publicidade institucional reduz a frustração que o povo nutria pelo poder legislativo, levando a opinião pública a acreditar que Carlão de Oliveira não vai falhar. Não é isso o que acontece em relação ao Executivo. Se Ivo não se convencer de que construir o sucesso no governo é mais difícil do que conseguir vitórias eleitorais inquestionáveis poderá – como quase todos seus antecessores – lamentar profundamente no futuro.

MUNHOZ
O polêmico delegado Muñoz deverá tentar outra vez a sorte nas urnas. Ele filiou-se sexta-feira no PTB. Também entrou no partido o assessor parlamentar Gil, aquele que servia Maurão de Carvalho, presidente do PP, até recentemente. Jaime Ledo, o empresário do setor de turismo e dos derivados de combustíveis também assinou ficha de filiação, conforme tinha adiantado a coluna. Outra que entrou no chamado partido de Getúlio Vargas foi a radialista Sônia Maria, que apresenta programa na FM comunitária Transamazônica.

PARA SOMAR
Ironicamente o ex-deputado Daniel Pereira, agora filiado ao PSB, comentou os rumores dando conta de que o PT não lançará Eduardo Valverde como candidato do partido à sucessão municipal de Porto Velho, “para não correr o risco” de vê-lo assumir, já que é primeiro suplente, uma cadeira na Câmara dos Deputados. “Ora, para nós, qualquer nome escolhido pelo PT para essa disputa será bem vindo para apoiar, no segundo turno, o Mauro Nazif”, disse calando-se em seguida.

SUMIU
E o tal Fórum Transparência de Rondônia, criado e instalado recentemente com a presença do Procurador Luiz Francisco, escafedeu-se. Parece que o ímpeto para criar uma consciência contra o roubo do dinheiro público em Rondônia, manifestado no lançamento do tal Fórum, foi para o brejo. Ou será que os membros do Fórum chegaram à conclusão de que aqui ninguém mete a mão no cofre da viúva? Ou será que os barbudinhos do PT deixaram a coisa desandar?

PROJETO
Um grupo de médicos atuantes no serviço público, inconformados com a degeneração do Hospital João Paulo II, pretendem pedir a interdição daquela unidade de saúde e ao mesmo tempo entregar ao governador um projeto para a construção de “um verdadeiro hospital de pronto-socorro e urgências médicas” que não seja confundido com um matadouro. Um desses médicos garantiu à coluna que o tal projeto está pronto.

SEM SAÍDA
Como acreditar no tal “espetáculo de desenvolvimento” se nos três primeiros meses de 2003 o Brasil pagou 45 bilhões de juros? De que vale festejar um saldo de 20 bilhões na balança comercial se só de juros externos vamos ter de pagar 50 bilhões de dólares?

BOA DERROTA
Pode até ser que Roberto Sobrinho não ganhe legenda para ser candidato a prefeito. Está pouco se lixando. Se ganhar a legenda ficará anos-luz do paço municipal. Mas, no caso dele, isso seria até bom. Nunca venceu uma disputa eleitoral e assim mesmo conseguiu subir rapidamente na vida, além de sempre ganhar uns bons cargos. A história não deverá mudar de script.

FRISSON
Por que o deputado Chico Doido ficou tão emocionado com a entrega da láurea da ALE destinada a Ernandes Amorim à sua filha Elma? O coração tem razão que às vezes a própria razão desconhece.

DESNECESSIDADE
Dia desses, dona Fátima, a senadora, publicou artigo num jornalão rondoniense. Nada mais que palavras de ghost-writer num exercício de desnecessidade para alimentar o ego da agente-administrativo que virou senadora. Até me fez lembrar das “obras” de Miguel de Souza, o verborrágico.

MONOTONIA
Pelo que se viu até agora, no movimento de filiações partidárias, o próximo pleito municipal em Porto Velho tem tudo para ser um longo período de monotonia. Nazif certamente vai repetir o messianismo chato. Caricatos vão se confraternizar, etc, etc. Vai ser difícil para o público suportar tanta chatice. A esperança é que os novos recheiem o vazio debate político dessa tão querida cidade.

BOA FIGURA
Antes de tudo é bom deixar claro: tenho pelo professor Moisés de Oliveira, agora diretor da Escola do Legislativo, uma profunda amizade, respeito e admiração. Sei de sua influência positiva junto ao irmão, o presidente da ALE, com o qual contribuiu, e muito, para as inovações realizadas em pouco de sete meses por esta gestão. Moisés está construindo uma biografia de homem público sério, honrado e, sobretudo competente. É objetivo, organizado, sabendo escolher prioridades de cunho social, agindo por metas. Duríssimo e intransigente, sem perder a fidalguia no trato com as pessoas, Moisés certamente terá num futuro próximo papel preponderante na construção de uma política capaz de orgulhar o Estado. Quem não gostaria de ver seu Estado, sua cidade, dirigida por alguém como Moisés? Há, contudo, um porém: Moisés ainda não chegou ao nível de popularidade necessário para encantar o populacho. Mas quem disse que isso não pode acontecer?


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