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Porto Velho,  qui,   18/julho/2019     
COLUNISTA: Gessi Taborda

Em Linhas Gerais - 24/09/2003

24/9/2003
taborda@enter-net.com.br
 
  
ALIANÇA ABERTA
O lógico seria abrir a coluna de hoje falando da inauguração do “novo” prédio da Assembléia, certamente um dos mais importantes assuntos da política estadual e, por isso mesmo, praticamente esgotado pela mídia. O assunto, no entanto, leva-nos a um outro de grande importância na formatação do cenário político para 2004, esse sim, ainda carecendo de novas e mais aprofundadas análises, especialmente pelo fim do prazo de filiação partidária, para quem pretende candidatar-se no próximo ano. Falemos, pois, mais um pouco do chamado “Frentão”, uma obra política com a chancela do deputado Carlão de Oliveira, que além de presidente da Assembléia Legislativa acumula a presidência regional do PFL.

Está provada, com a reconstrução da Assembléia, a capacidade do deputado Carlão em construir coisas que parecem impossíveis em tão pouco tempo. Ele conseguiu fazer em tempo recorde um prédio extremamente acanhado virar um verdadeiro palácio, com pouco dinheiro, com recursos próprios. E mais do que transformar aquilo que parecia uma “tenda”, Carlão conseguiu mexer com o íntimo das pessoas ligadas ao Legislativo, dando-lhes orgulho de servir àquele poder, dando-lhes as melhores expectativas para os anos vindouros. A recuperação do amor-próprio dos servidores, dos próprios deputados é, certamente, o aspecto mais importante da obra inaugurada nesta semana.

Com o mesmo denodo o deputado Carlão vem buscando alterar a realidade partidária rondoniense, buscando dar vida nova ao PFL, mantendo-o no cenário político como um partido forte, capaz de pesar verdadeiramente nas sucessões municipais, depois da derrota sofrida na disputa pelo governo, depois do desgaste provocado pelo governo anterior com o episódio da degola dos milhares de servidores públicos postos no olho da rua sem dó e nem piedade. A grande cartada do intrépido presidente foi o anúncio de uma forte aliança partidária, o tal “Frentão”, reunindo PFL, PDT e PTB, com o objetivo de viabilizar não apenas 2004, mas o distante embate de 2006.

É, certamente, uma meta difícil de ser alcançada, mesmo para o competente construtor do impossível, Carlão de Oliveira. Afinal vivemos num país onde estas alianças são sempre eventuais, desfazendo-se com facilidade após os resultados das urnas e quase sempre não resistem aos interesses paroquiais de cada região e de cada município. Mas não se pode duvidar de que o “Frentão” idealizado pelo presidente da Assembléia Legislativa cumprirá seu papel de fortalecer nomes que certamente terão papel de primeiro nível nos embates de 2006, desde que seus mentores entendam que a instabilidade do sistema partidário é o que motiva o festival de trocas de legendas pelos interessados em disputar as eleições.

Carlão não é teórico da formação do quadro partidário no Brasil. Mas está, é claro, certo que partidos fracos não dão estabilidade às aspirações políticas de suas mais importantes lideranças. Daí ser plenamente justificável seu esforço em tecer uma complexa aliança no plano estadual, acreditando que ela poderá dar sustentação aos interesses do PFL em 2004. É claro que os próceres das legendas agrupadas imaginam, cada um, que serão contemplados em seus objetivos pessoais. No entanto a tendência natural é que esta aliança seja fracionada diante da impossibilidade de se manter as opções que cada partido vinha trabalhando para 2004.

Vejamos o caso de Porto Velho. Aqui o PTB sente o crescimento do engenheiro Renato Lima, cada vez com mais viabilidade eleitoral, e não aceitará simplesmente trocá-lo por outra opção de candidatura francamente superior à dele em termos de aceitação popular. E isso, até agora, não existe dentro do “Frentão”, onde os pretendes com padrinhos fortes estão mais ou menos nivelados. Se a aliança girar em torno da individualidade de cada nome colocado até agora (professor Moisés, pelo PFL, e coronel Valnir Ferro, pelo PDT), haverá uma cisão comprometedora da viabilidade eleitoral.

É preciso registrar que fora o PTB, os dois outros partidos são afetados por disputas internas. No PFL grupos interessados em candidaturas consideradas mais ou menos definidas (Ramiro Negreiros e Lindomar Garçom), enfraquecidas com a opção do professor Moisés de Oliveira estão insatisfeitos. Não chegam à rebeldia e, no entanto não assumem uma postura de entusiasmo. Esse é, também, um problema típico do PDT onde o anunciado apoio de Carlos Camurça ao coronel Ferro também não criou entusiasmo, embora não tenha reduzido a liderança pessoal do prefeito.

O PTB entrou no “Frentão” mas não renunciou à idéia de que o sucesso eleitoral só virá com “a chegada ao poder”. O deputado Nilton Capixaba não é teórico de nada, mas tem experiência própria de como se dá o embate eleitoral. Daí sua firme decisão de não desestimular a candidatura de seu presidente do diretório municipal, estreante que vai galgando posições de aceitação perante a opinião pública. Ora, os petebistas deixam claro seu interesse em consolidar o partido no Estado. Sabem da importância da prefeitura da Capital para isso. Só aceitará não ter seu próprio candidato na corrida sucessória se verificar que dentro dos quadros do “Frentão” surgir alguma com muito mais viabilidade. Resta saber se Carlão Oliveira dará jeito nisso.

MUITO COMPETENTE

Porto Velho está começando a conhecer o professor Moisés de Oliveira, agora diretor da Escola do Legislativo, inaugurada na manhã de ontem numa marcante cerimônia. Ele tem história na militância política, sobretudo na cidade de Alta Floresta. Em termos de Porto Velho o professor Moisés é gente nova no pedaço, porém muito competente. Moisés é uma promessa para a renovação das lideranças políticas de Porto Velho. Afinal ele não esconde seu desejo de disputar a prefeitura da Capital, com uma indicação pelo PFL, onde é Secretário Geral. O problema é que este inteligente professor universitário, embora tenha residência na capital há algum tempo, ainda não é um nome forte para essa disputa, especialmente porque sempre preferiu participar da política na região de influência de seu irmão, o deputado Carlão de Oliveira. Deixar, no entanto, de apostar no potencial desse jovem promissor é infantilidade. Com um trabalho bem coordenado, certamente ele poderá colher bons frutos. Conseguirá no mínimo aumentar seu capital político para tornar-se, em 2006, um deputado federal, um sonho que já acalentou no passado. O gesto de Moisés em topar a parada na Capital – deixando de lado as facilidades que encontraria na disputa em sua Alta Floresta – não é, como pensam alguns, uma provocação partidária. É, isto sim, um sacrifício para dar ao PFL um candidato com todo o preparo intelectual e moral para levar o município a uma nova senda de desenvolvimento social. Precisa, é claro, adquirir popularidade que de consistência política à sua pretensão dentro do PFL.

FILIAÇÃO

Jaime Ledo, o empresário do setor de turismo e da distribuição de combustíveis, vai assinar a ficha de filiação do PTB na próxima sexta-feira. Seu objetivo é disputar uma cadeira na Câmara Municipal onde “o setor precisa estar representado”, como diz, para estimular “que o turismo, como atividade econômica, seja o carro-chefe da economia do município” com o próximo prefeito. No último sábado Jaime recebeu o estímulo de mais de 200 amigos, numa festa que varou a noite, sob o pretexto da comemoração de seu aniversário. Possivelmente sua ficha no PTB seja abonada pelo deputado Nilton Capixaba, presidente regional do partido.

RANÇO POPULISTA

Aqueles que pretendem enfrentar o ex-deputado Mauro Nazif estão torcendo para que ele mantenha o ranço populista de seu discurso nas próximas eleições. Na opinião de seus principais pretensos oponentes o povo suporta mais ouvir estas afirmações apocalípticas, tão usadas pelo principal líder do PSB. E para Nazif será difícil abandonar esta prática. Ele dá a impressão de obter um prazer mórbido, uma espécie de catarse, usando alta taxa de sinistrose para criticar os adversários. Para Nazif é difícil fazer uma oposição mais sofisticada.

NA MIRA DO MP

Fonte do Ministério Público confirma o recebimento de representação denunciando irregularidades contra o Código de Posturas, no aspecto de preservação do meio-ambiente no empreendimento localizado em frente ao campus da Unir, na BR-364, em Porto Velho. O Ministério Público, segundo a fonte, vai investigar a inexistência de monitoramento das águas subterrâneas, o desmatamento da área e a inexistência de reflorestamento por parte do chamado Cemitério Parque Recanto da Paz. No local, de acordo com as fontes, inexistem poços de monitoramento, impossibilitando acompanhar níveis de contaminação do lençol freático. Isso preocupa moradores das proximidades e a própria comunidade universitária. Também gerou reclamações a inexistência de muro, deixando as sepultaras expostas a violações. Na representação feita ao MP consta que até hoje o Recanto da Paz não possuí a licença de propriedade rural exigida pela portaria 94/2002. A coluna não encontrou o responsável pelo local para falar dessas e de outras irregularidades que certamente serão investigadas pelo Ministério Público.

TCHAN

Mikhael Esber mostrou ontem as novas conquistas tecnológicas e as ampliações feitas nas instalações de sua Imediata Gráfica e Editora, na Miguel Chaquian, com um coquetel que teve a presença da exuberante Sheila Carvalho, a morena do Tchan. Com seu esforço, Mikhael transformou sua empresa numa das mais importantes do Estado no seu segmento, garantindo dezenas de empregos e contribuindo para o desenvolvimento do parque gráfico da Amazônia.

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